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Editorial

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N.R 20 de 63 1 1024x683 - Editorial
Créditos: Nilton Russo

Hoje começo uma nova etapa na minha vida profissional ao lançar meu próprio portal na internet, o admirável mundo novo já não tão novo. Foram anos a fio na mídia tradicional, começando pelo rádio, aos 14 anos, em minha cidade, Jacarezinho, depois em Curitiba, em prefixos conhecidos, como a Rádio Clube Paranaense (antiga PRB 2) e várias outras; na televisão, como apresentador e repórter na TV Paraná (atual CNT), Manchete (atual RIC TV) e Paranaense (atual RPC); em jornais, começando pela mítica sucursal do Estadão/Agência Estado, depois no Jornal do Estado, Folha de Londrina, O Estado do Paraná e, por último, na Gazeta do Povo, onde tive a honra de assinar, por quase 18 anos, a coluna social, página herdada do saudoso Dino Almeida, o grande nome do colunismo paranaense. Agora, encaro a mídia digital, que já experimentara em meus últimos anos na Gazeta do Povo. A intenção é continuar fazendo o que sempre fiz, apurando e publicando notícias, sejam elas sociais ou não. Devo dizer que o que me levou ao colunismo social foi o fato de ter criado, 20 anos atrás, o programa Jet Set, uma espécie de coluna social falada na TV aberta, depois de um breve período de incubação na TV Exclusiva, canal em UHF, de Luís Mussi, que apostou de imediato na ideia. Como já estava fora dos jornais, sobravam informações quentes fruto de conversas ao pé do ouvido captadas nos eventos a que comparecia com minha câmera e microfone. Não tendo onde publicá-las, repassava-as a colegas da imprensa escrita com alguma frequência, sempre preservando as fontes. Até que um dia fui convidado a assinar uma coluna semanal na sucursal da Folha do Paraná, versão curitibana da Folha de Londrina. Após um ano e meio, novo convite: assinar uma coluna diária n’O Estado do Paraná, carinhosamente chamado de Estadinho pela classe, a convite do igualmente saudoso Mussa José Assis chancelado pelo Dr. Paulo Cruz Pimentel. Sete meses depois, a Gazeta do Povo me chamou para suceder seu principal colunista. Lá, tive a honra de trabalhar sob a batuta do Dr. Francisco Cunha Pereira Filho, também de saudosa memória. Foram anos e experiências incríveis e, sem falsa modéstia, bem sucedidos. Toda essa trajetória inspirada em meu pai, Arlindo Bessa Júnior, professor de formação – que teve entre seus mestres nossa grande poeta Helena Kolody – e jornalista por paixão. Inspiração que espero ser para meu filho Leonardo, também jornalista já com alguns anos de estrada, filho de pai e mãe jornalistas. Aliás, minha mulher, Claudia, mais uma vez está engajada no meu novo projeto, como sempre. Do menino de calças curtas que gostava de brincar de locutor de rádio em microfones de madeira improvisados, infernizando os vizinhos com a falação alta e incessante, ao pai e quase avô de primeira viagem da Helena, que chega em março (e não é que a nora, Maria, também é jornalista?), se passaram quase 50 anos. Não me venham com contas. Bom, é isso. Espero contar com o prestígio de vocês nessas mal traçadas que começo a reescrever a partir de hoje. Com o mesmo entusiasmo e frio na barriga, que sempre bateu em todo começo nessa longa jornada. Aos teimosos que chegaram até a última linha deste texto o meu muito obrigado. Ou obrigado à beça.

Reinaldo Bessa

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