DESKTOP

Tornozeleiras eletrônicas usadas por condenados da Lava Jato e outros presos são produzidas em Curitiba e têm sua qualidade atestada pelo Tecpar

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Reinaldo Bessa

torno - Tornozeleiras eletrônicas usadas por condenados da Lava Jato e outros presos são produzidas em Curitiba e têm sua qualidade atestada pelo Tecpar

Curitiba é não só a terra da Lava Jato como também das tornozeleiras eletrônicas usadas por alguns dos condenados na operação anti-corrupção. O equipamento, utilizado por mais de 40 mil presos de 16 estados brasileiros, é fabricado na Cidade Industrial de Curitiba e tem sua qualidade aprovada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) desde 2009. As tornozeleiras produzidas pela Spacecom, maior empresa de monitoramento de sentenciados da América Latina, fundada em 2009 por Savio Bloomfield, ex-executivo da área de telecomunicações, já monitoraram mais de 250 mil detentos em todos o país.

A tornozeleira capta a localização dos satélites de GPS, calcula suas coordenadas de latitude e de longitude e verifica se o usuário está cumprindo as regras determinadas pela Justiça. Ela é indicada em duas situações: a pessoas que já foram condenadas e evoluíram do regime fechado para o semiaberto ou para aquelas que ainda estão respondendo a processo, mas não precisam ficar necessariamente presas.

Antes de ser disponibilizada aos estados, a Spacecom envia amostras de tornozeleiras eletrônicas ao Tecpar para duas avaliações: de tração e de temperatura. O teste de tração é feito em duas etapas: na primeira, os técnicos do órgão estadual avaliam, após “esticar” a tornozeleira com equipamentos durante dois minutos em elevada carga de força, se ela continua a funcionar e se há algum rompimento; na segunda, determina-se a força necessária para rompê-la. Já o teste de temperatura mostra se o sistema eletrônico do equipamento continua a funcionar em temperaturas extremas, tanto baixas quanto altas.

“Os testes oferecem a garantia de qualidade ao sistema judiciário, com um equipamento confiável e seguro. Além de 16 estados que já usam nossa tecnologia, a Justiça Federal também utiliza nossas tornozeleiras em presos, por exemplo, da Lava Jato”, diz o diretor-presidente da Spacecom, Savio Bloomfield. O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, diz que o órgão dispõe de estrutura técnica de excelência para atender o mercado nacional e internacional e oferece soluções que atestam qualidade, credibilidade e segurança para as empresas.

Veja Também

2 comentários em “Tornozeleiras eletrônicas usadas por condenados da Lava Jato e outros presos são produzidas em Curitiba e têm sua qualidade atestada pelo Tecpar”

  1. Pingback: Curitiba ganhará nova cadeia com capacidade para 500 presos - Reinaldo Bessa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X