DESKTOP

UTI não é sinônimo de proximidade da morte; congresso médico em Curitiba discute o tabu em relação à terapia intensiva

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Tempo de leitura: 2 minutos

Cíntia Mazzaro

O 18º Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva reúne em Curitiba mais de 1000 participantes de cinco áreas da saúde e busca informar a sociedade sobre a verdadeira função de uma UTI (Foto: Divulgação)

Desmistificar a Unidade de Terapia Intensiva – a tão temida UTI – como um local de final de vida para o paciente é o objetivo dos profissionais que estão reunidos no 18º Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva. O evento, que acontece na Associação Médica do Paraná, em Curitiba, até este sábado (24), conta com a participação de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos que buscam passar para a sociedade o verdadeiro significado da UTI, um local de cuidados contínuos com o paciente.

De acordo com o presidente do congresso, o médico intensivista Rafael Deucher, no passado os pacientes iam para a UTI em uma fase muito tardia, quando os médicos já não tinham muito o que fazer. “Hoje os pacientes chegam às unidades intensivas de uma maneira bem mais precoce, fazendo com que os profissionais consigam atuar de forma mais efetiva. Esse foi um aprendizado da medicina com o passar dos anos, tratar o paciente considerado grave de uma maneira precoce”, afirma ele.

Deucher explica que a UTI é um local de monitorização, onde qualquer alteração inicial já é percebida e é possível oferecer o melhor cuidado ao paciente, uma vez que é um dos únicos ambientes hospitalares que contam com médicos e equipe de enfermagem 24 horas por dia. Motivo pelo qual, atualmente, em cirurgias de grande e médio porte, o pós-operatório seja comumente realizado na UTI – ambiente considerado mais seguro.

Casos como esses, inclusive, aumentaram a demanda pela substituição de leitos normais pelos de UTI em todo o mundo. “Só no Hospital Vita Batel, onde atuo, desde 2008 aumentamos em 24 os nossos leitos de UTI, sem mudar o número total de leitos do hospital e sabemos que isso ocorre em outras instituições também”, conta o médico.

Outro ponto destacado por ele é quanto à humanização dentro da UTI. Para ele, isso vem, entre outros fatores, de um sono adequado durante a noite, evitar exames desnecessários, aproximar os familiares por meio de visitas mais longas e não deixar o paciente sentir dor, nem ansiedade na UTI. “A tendência é cuidar com qualidade, segurança e humanização”, conclui Rafael Deucher.

Veja Também

12 comentários em “UTI não é sinônimo de proximidade da morte; congresso médico em Curitiba discute o tabu em relação à terapia intensiva”

  1. obviously like your web-site however you have to check the
    spelling on quite a few of your posts. Several of them are rife with spelling problems
    and I to find it very bothersome to tell the reality however I’ll definitely come back
    again.

  2. Hi, I do believe this is an excellent blog. I stumbledupon it 😉 I will come back yet again since I saved as a
    favorite it. Money and freedom is the best way to change, may you be rich and continue to help other people.

  3. Hey I am so delighted I found your blog, I really
    found you by mistake, while I was looking on Google for something else, Regardless I am here now and would just like to say thanks a lot for a remarkable post and a all
    round exciting blog (I also love the theme/design), I don’t have time
    to go through it all at the minute but I have bookmarked
    it and also included your RSS feeds, so when I have time I will be
    back to read a great deal more, Please do keep up the
    superb work.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X