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Carlos Eduardo Ceneviva, um dos pais da Curitiba moderna, é a terceira baixa na equipe que tornou a cidade modelo de mobilidade urbana

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Da Redação

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Carlos Eduardo Ceneviva morreu na madrugada deste domingo (05), aos 83 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família. (Foto: internet)
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Ceneviva foi um dos responsáveis pela implantação dos ônibus biarticulados e das estações-tubo. (Foto: internet)
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Morreu na madrugada deste domingo (05), aos 83 anos, o arquiteto Carlos Eduardo Ceneviva, um dos responsáveis pelo mundialmente reconhecido projeto de mobilidade urbana de Curitiba, notadamente o conceito de Rede Integrada de Transporte, com o fechamento dos terminais e tarifa única. A causa da morte não foi informada pela família. Paulista de Catanduva (SP), Ceneviva formou-se na primeira turma de Arquitetura e Urbanismo da UFPR e passou a integrar a equipe de arquitetos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), em 1971. Em 1973, na primeira gestão de Jaime Lerner na prefeitura de Curitiba, assumiu a supervisão de Planejamento do órgão, onde teve participação direta no detalhamento dos setores estruturais da cidade e na implantação dos ônibus expresso.

Entre 1979 e 1980 foi presidente do Ippuc e anos depois da Urbs, companhia municipal de Curitiba que gerencia o transporte coletivo, na qual foi responsável pela implantação, em 1991, das Linhas Diretas, popularmente chamadas de Ligeirinhos, e das estações-tubo fora das canaletas (vias exclusivas dos ônibus biarticulados). No ano seguinte implantou os biarticulados no eixo Boqueirão. Até meados dos anos 2000, Ceneviva desenvolveu estudos e projetos de mobilidade no Brasil e no exterior. De volta à Urbs, em 2005, foi um dos responsáveis pela elaboração do anteprojeto de ultrapassagem nas canaletas do expresso, que culminou com a implantação do Ligeirão, primeiro no eixo Boqueirão. O corpo do arquiteto está sendo velado na Capela Vaticano e depois será cremado.

Trio atuante

A morte de Carlos Eduardo Ceneviva é mais uma baixa na equipe de urbanistas que assessorou Lerner nas transformações que fizeram Curitiba mundialmente famosa. Em junho de 2017, morreu o também arquiteto e urbanista Lubomir Antonio Ficinski Dunin, que participou da criação do Ippuc, considerado o grande laboratório das propostas urbanas implantadas na capital, do qual foi presidente por duas vezes. Em 2007 o arquiteto e urbanista Rafael Dely, que também presidiu o Ippuc, a Cohab de Curitiba e foi secretário da Habitação do Paraná, morreu aos 67 anos. Em comum, os três tinham, além da profissão, a mesma turma da UFPR.

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