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Crianças amputadas têm a oportunidade de ganhar próteses desenvolvidas por meio de impressão 3D

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Monique Benoski

Associação Dar a Mão 2 - Crianças amputadas têm a oportunidade de ganhar próteses desenvolvidas por meio de impressão 3D
As próteses dão às crianças e adolescentes a chance de uma vida normal. (Foto: Divulgação/Associação Dar a Mão)

Crianças que passaram por amputações ou que possuem deficiências físicas nas mãos ganharam uma chance de ter uma vida melhor. A Associação Dar a Mão, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), está oferecendo próteses desenvolvidas por meio de impressão 3D, tecnologia de ponta no Brasil. “É começar a dar para a engenharia um lado mais humano”, diz pesquisador da universidade.

As próteses são feitas sob medida e podem ser customizadas, com cores preferidas pelas crianças ou temas como princesa e super-herói. Além da customização, o dispositivo também atende a diferentes necessidades, como por exemplo, adaptador para hipismo ou nadadeira para natação. Elas também podem ser usadas por adultos.

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A matéria prima das próteses é o PLA, um plástico de fácil maleabilidade e pequeno impacto ambiental. (Foto: Divulgação/Associação Dar a Mão)

A Associação Dar a Mão atende 1100 famílias cadastradas em todos os estados do Brasil e em mais de 12 países. Os voluntários trabalham em parceria com o Núcleo de Pesquisa POTA – Produtos Orientados para Tecnologia Assistiva, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da PUCPR, coordenado pela Diretora de Pesquisa e Tecnologia da Associação Dar a Mão, professora Doutora Lúcia Miyake. Além disso, a entidade criou uma rede online para contato, comunicação, interação e troca de experiências entre as famílias e os voluntários envolvidos nos processos.

De acordo com a professora, em quatro anos, mais de 200 dispositivos foram entregues em todo o Brasil e existem estudos para ampliar o atendimento para pessoas que não têm os braços ou parte do braço. “Sem o movimento do cotovelo elas precisam de próteses eletromecânicas e já temos 150 voluntários envolvidos no desenvolvimento de novos modelos”, contou.

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É possível produzir próteses de super-heróis, de princesas, times de futebol, etc. (Foto: Divulgação/Associação Dar a Mão)

Estrutura moderna

Para facilitar o trabalho de quem vai desenvolver as próteses, a PUCPR tem uma estrutura de laboratório, engenharia e impressoras 3D de alto padrão. A matéria prima é brasileira, o PLA, um plástico de fácil maleabilidade e baixo impacto para o meio ambiente por ser biodegradável.

A professora e pesquisadora, Lúcia Miyake, conta que no começo as próteses eram pretas ou brancas, pois era o que existia de material. Mais tarde, surgiu a ideia de ouvir a vontade das crianças, como produzir próteses da Barbie, do Homem Aranha ou de times de futebol. As cores e personagens também agem como atrativo psicológico para as crianças.

“São várias cores de filamento que podem ser usadas de acordo com a sofisticação da impressora. A criança se sente incentivada a usar e fica mais fácil a reabilitação na fisioterapia. O trabalho se torna gostoso, uma brincadeira mesmo”, completa. A prótese, apesar de durável, precisa ser trocada frequentemente por causa do crescimento natural da criança – como roupas e calçados, por exemplo.

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As cores e os personagens agem como um atrativo psicológico para as crianças, tornando a reabilitação uma brincadeira. (Foto: Divulgação/Associação Dar a Mão)

Os voluntários

A iniciativa envolveu tanto os voluntários, que alguns instalaram impressoras em casa para fabricar próteses nas horas vagas. É o caso do professor Osíris Canciglieri Júnior, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da PUCPR e líder do grupo de pesquisa Concepção e Desenvolvimento de Produtos.

“Trabalhamos o desenvolvimento de cada produto, cada prótese é personalizada porque você não encontra uma pessoa que seja igual à outra, sempre há diferenças. O trabalho é tentar compatibilizar tudo isso, buscar novas alternativas de materiais para aperfeiçoar e trazer a essas pessoas uma vida normal”, diz Osíris.

O projeto continua avançando em pesquisas. A ideia é que novas próteses sejam melhores em textura e movimentação, fazendo com que crianças e adolescentes tenham uma vida normal e possam ser integrados como se tivessem nascidos sem deficiência.

Um obstáculo que poderá ser superado com as próteses refere-se à inclusão das crianças no ensino regular. De acordo com o professor Osíris Canciglieri Júnior, as crianças com deficiência física acabam em escolas especiais pela dificuldade de acessibilidade, mesmo com total capacidade neurológica e cognitiva. “Quando elas têm acesso às próteses esse obstáculo é superado, gerando inclusão”, conclui Osíris.

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1 comentário em “Crianças amputadas têm a oportunidade de ganhar próteses desenvolvidas por meio de impressão 3D”

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