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Associações ligadas a shoppings cobram reabertura gradual das lojas

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Da Redação

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O Jockey Plaza Shopping, um dos 36 shoppings do Paraná que estão fechados desde o início da pandemia da Covid-19. (Foto: Divulgação)

A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) informou nesta segunda-feira (20) que está cobrando das autoridades um plano para a reabertura gradual do comércio em shopping centers tendo em vista os prejuízos da ordem de R$ 20 bilhões em pouco mais de 40 dias de lojas fechadas, segundo a entidade. A Alshop propõe que as lojas adotem rígidos protocolos de segurança seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a reabertura.

Segundo o presidente da associação, Nabil Sahyoun, há 105 mil lojas de shoppings no país fechadas em um setor que emprega cerca de 1,5 milhão de pessoas. Ele defende que é preciso haver um planejamento das autoridades, especialmente dos governos estaduais e municipais, para a volta gradual às atividades, a partir do início de maio. “Nos shoppings os cuidados podem ser os mesmos tomados pelos supermercados e farmácias que estão abertos e funcionam sem aglomeração”, ressalta Sahyoun.

“O setor privado já se organizou no sentido de tomar providências para flexibilizar aluguéis e reduzir taxas fixas em um entendimento entre várias entidades, mas sentimos falta de apoio do governo, que precisa proteger vidas, mas também a economia e oferecer contrapartidas ao apoio da sociedade civil. Um exemplo são os impostos, como o ICMS, que não foram flexibilizados, ou o IPTU, que não foi suspenso. A arrecadação será ainda menor em virtude do Dia das Mães, pois as lojas seguirão fechadas na segunda melhor data do ano e isso ameaça os empregos gerados pelo setor”, alerta Sahyoun.

A Alshop diz acreditar em um equilíbrio entre os cuidados sanitários e o combate à pandemia sem prejuízo para a atividade econômica que já leva a uma perda significativa na arrecadação e tem gerado desemprego e temor no setor de varejo. A entidade propõe a abertura das lojas de shoppings em horário reduzido: das 12h às 20h, permitindo que os estabelecimentos funcionem em apenas um turno. Entre as medidas sugeridas para clientes e frequentadores estão: controle de entrada dos clientes com medição de temperatura e higienização das mãos; limitação de quantidade de clientes conforme a capacidade do empreendimento; implantação nas praças de alimentação de postos de higienização das mãos e maior espaço entre as mesas, bem como a remoção ou interdição de bancos nos corredores;
orientação visual aos clientes e frequentadores para evitar aglomeração e incentivá-los a lavar as mãos, bem como não andar em grupos com mais de cinco pessoas.

Para os funcionários e lojistas em geral as recomendações da Alshop são: expor informações claras sobre a quantidade máxima de clientes nas lojas conforme a metragem do estabelecimento; mapear a distância entre clientes com identificação nas filas dos caixas; instalar placas de acetato nos caixas das lojas com abertura inferior para a cobrança em papel moeda ou máquinas de cartões devidamente higienizadas; fornecer aos colaboradores das lojas materiais de proteção individual como máscaras, protetores faciais e luvas e adotar novos protocolos de higienização dos ambientes.

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Abrasce também cobra reabertura

Em carta endereçada ao governador Ratinho Jr. na última sexta-feira (17), o presidente da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), Glauco Humai, solicita a reabertura dos shoppings do estado. “Uma vez definida pelo poder público a data para a reabertura dos Shoppings, atuaremos com cautela, serenidade e responsabilidade, trabalhando arduamente para voltar a operar e contribuir para o desenvolvimento dos municípios onde estamos inseridos”, diz Humai na carta. Segundo ele, no Paraná estão fechados 36 shoppings espalhados por dez cidades. Além de empresários locais, ressalta ele, operam no estado 38 grupos empreendedores e administradores de shopping centers.

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