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Equipe do Instituto de Pesquisa do Hospital Pequeno Príncipe integra projeto mundial sobre coronavírus

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Da Redação

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A médica imunologista Carolina Prando, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, coordenadora para a Região Sul do Brasil do projeto mundial sobre o coronavírus. (Foto: Camila Mendes/Divulgação)

Uma equipe do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, de Curitiba, integra o “COVID Human Genetic Effort”, um esforço mundial de pesquisadores que buscam compreender, a partir da análise genética, por que algumas pessoas desenvolvem formas graves de COVID-19 mesmo sem ser do grupo de risco. O projeto é liderado pelos pesquisadores Jean-Laurent Casanova, da The Rockefeller University, e Helen Su, do National Institutes of Health, ambos dos Estados Unidos, e reúne imunologistas do mundo inteiro. “Queremos entender como e por que algumas pessoas são mais suscetíveis do que outras para desenvolver a forma grave da doença, pois estamos vendo cada vez mais óbitos de pessoas jovens e aparentemente saudáveis”, explica a coordenadora do projeto na instituição, a médica imunologista Carolina Prando.

Duas equipes brasileiras estão participando da iniciativa. A equipe de Carolina vai coordenar o trabalho nos três estados da Região Sul. “Como o inverno é mais rigoroso aqui e nesta época do ano temos muitas infecções respiratórias provocadas por outros vírus, imaginamos que as demandas dessa região serão maiores”, afirma a imunologista. A outra equipe é da Universidade de São Paulo (USP) e vai agregar dados dos demais estados brasileiros.

Os pesquisadores irão sequenciar e analisar os genes dos pacientes que forem para a UTI. “No nosso caso, coletaremos material de pacientes do Hospital Pequeno Príncipe e também de internados em UTIs de outros hospitais da Região Sul que quiserem participar do projeto conosco”, explica Carolina. Os resultados serão comparados com os dados dos pesquisadores de outras partes do mundo.

De acordo com ela, o trabalho terá como efeito imediato a identificação de pacientes que possuem erros inatos da imunidade já conhecidos. Nestes casos, explica, esses pacientes poderão receber orientações e tratamentos específicos para o seu diagnóstico imunológico, além do tratamento que estiver recebendo para a COVID-19. Segundo Carolina Prando,
a estimativa é que existam cerca de 160 mil pessoas no Brasil com tais erros e pouco mais de 2 mil estão diagnosticadas.

“Ao iniciar este projeto queremos contribuir para a construção de um conhecimento que nos permita compreender por que o sistema imunológico de algumas pessoas é mais suscetível do que o de outras para quadros graves de COVID-19. Assim, novas estratégias para prevenção e tratamento da doença poderão ser desenvolvidas, evitando tantas mortes”, avalia.

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Atenção total ao coronavírus

A participação do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe no “COVID Human Genetic Effort” é uma das contribuições do Complexo Pequeno Príncipe na luta contra o novo coronavírus. A instituição paranaense também está preparada para este enfrentamento na sua unidade de assistência, o Hospital Pequeno Príncipe, onde todos os procedimentos eletivos (consultas e cirurgias agendadas) já foram postergados para que tenha capacidade física de atender crianças com COVID-19.

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