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Paraná cria programa de soltura de animais silvestres na Semana do Meio Ambiente

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Da Redação

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Iniciativa cadastra pessoas físicas ou jurídicas que queiram receber, reabilitar e monitorar espécimes silvestres provenientes de apreensões e que estejam aptos a retornarem à natureza. (Foto: Jaelson Lucas/AEN)

Com os sugestivos nomes de ARAS e ASAS, o governo do Paraná está lançando o Programa Voo Livre, de preservação da fauna silvestre do estado. A iniciativa é do Instituto Água e Terra, vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. Os proprietários de imóveis interessados em colaborar com a preservação da fauna silvestre já podem se cadastrar para as Áreas de Reabilitação de Animais Silvestres (ARAS) e Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) apreendidos no Paraná. O chamamento destina-se a pessoas físicas ou jurídicas, que detenham a titularidade de imóveis localizados na zona urbana ou rural e tenham interesse em receber, reabilitar, tratar, soltar e monitorar espécimes da fauna silvestre nativa provenientes de apreensões ou resgates realizados pelos órgãos ambientais e que estejam aptos a retornar à natureza.

A iniciativa surgiu da necessidade de áreas adequadas à soltura desses animais. O programa vai permitir que o Instituto exerça maior controle sobre as espécies devolvidas aos seus habitats naturais e fazer o monitoramento das ações realizadas em prol de sua preservação. A partir do cadastramento dessas áreas, biólogos e pesquisadores parceiros e do IAT poderão monitorar os aspectos relacionados com as espécies e o ambiente. “A iniciativa considera que a soltura de animais silvestres, de forma monitorada, é uma importante ferramenta na recomposição e equilíbrio destas áreas”, diz o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

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Para o presidente do Instituto Água e Terra, Everton de Souza, o Programa Voo Livre é uma das muitas iniciativas que o órgão tem planejado para a gestão da fauna silvestre no Paraná. O programa cria o cadastro informatizado para as ARAS e para as ASAS, dando um caráter técnico-científico às solturas, o que beneficia os animais e os ambientes. “A fauna é uma prestadora de serviços ambientais e ecossistêmicos e as ações de soltura realizadas de forma monitorada podem contribuir nesses processos”, afirma. Até o momento, segundo Souza, eram feitas sem condições técnicas de monitoramento e avaliação das áreas e dos animais.

Incentivos

Os proprietários irão receber o selo Amigo da Fauna e o IAT estuda as formas de inserir projetos específicos no programa de conversão de multas, por meio de futuros editais, de forma a apoiar a manutenção destas áreas. A bióloga e doutora em Conservação da Natureza e chefe do Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, Paula Vidolin, considera que esse chamamento vai otimizar a gestão de reinserção da fauna vitimada na natureza. “Esses animais voltam para o local de onde nunca deveriam ter saído. É um projeto fundamental é necessário. Com ele teremos mais controle e direcionamento de nossas ações, com a possibilidade de monitoramento e avaliação constante”, explica.

Os interessados em fazer o cadastro para áreas de reabilitação (ARAS) e de soltura (ASAS) deverão adequar-se à Resolução Conjunta Sedest/IAP nº 10/2019, que permite o cadastro dessas áreas, dispondo sobre conceitos, documentação necessária e instrução para a criação das mesmas. As solicitações podem ser feitas pelo link Cadastro de Usuário Ambiental para solicitação de inserção nos dois programas. Para habilitação da propriedade será analisada a estrutura e funcionalidade do mosaico paisagístico onde a propriedade está inserida. Além disso, aspectos bio-ecológicos e sanitários dos animais também são critérios de avaliação.

ARAS e ASAS

São áreas de reabilitação do animal antes de ser solto. O estado tem profissionais parceiros, como biólogos e veterinários, que detêm as técnicas de reabilitação, treinamento para voo, caça e recuperação de determinadas espécies. As ASAS são áreas de soltura que apresentam características ideais para receber os animais. Elas se dividem em duas categorias: Uma destinada às espécies que podem ser imediatamente soltas e não precisam passar por aclimatação e outra destinada ao animal que necessita se aclimatar ao ambiente. A soltura precisa ser no meio da mata, com trilhas, por onde é oferecido o alimento por determinado período que vai sendo reduzido gradativamente. As ARAS reabilitam, enquanto as ASAS recebem os animais.

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