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Dia dos Namorados não anima comerciantes de Curitiba, diz Associação Comercial

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Tempo de leitura: 3 minutos

Da Redação

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A pesquisa constatou que a expectativa dos lojistas é de uma queda de 46% nas vendas em relação a 2019. (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa encomendada pela Associação Comercial do Paraná constatou que a expectativa dos lojistas de Curitiba para o Dia dos Namorados é de uma queda de 46% nas vendas em relação a 2019. A Datacenso ouviu 333 entrevistados, 100 comerciantes e 233 consumidores, entre os dias 29 de maio e 3 de junho. Com grau de confiança de 95%, a pesquisa teve como público 51% do sexo masculino e 49% do feminino. Dentre os entrevistados, 69% moram junto com o parceiro e 31% não moram. Entre os comerciantes 75% estão pessimistas; 6% acham que venderão a mesma coisa; 5% que venderão mais e 14% ainda não sabem. A mesma pesquisa, com resultados parecidos, já havia sido feita para a Páscoa e para o Dia das Mães levando em conta o impacto da pandemia da Covid-19.

Roupas são o presente preferido

O presente preferido para a data neste ano serão as roupas (39%), seguido por jantar/almoço (21%); perfumes e cosméticos (21%); bebidas (14%); flores (12%) e bolsas/acessórios (10%). Este item dá mais de 100% porque podem ser escolhidos mais de um presente. O consumidor, preferencialmente, vai pesquisar os preços antes de comprar (76%) e 24% não irão pesquisar preços. A pesquisa de preços será feita nos sites de busca (45%); sites de lojas (19%); redes sociais (17%) e nos comparadores de preços (13%); indicações de amigos ou familiares e 6% somam outras fontes de pesquisa.

A exemplo do Dia das Mães e da Páscoa, a compra pela internet será a principal escolhida pelos consumidores para o Dia dos Namorados (69%); sendo que 17% pretendem comprar em lojas físicas e 14% em shoppings. O gasto para o presente vai ter uma queda. No ano passado, o gasto médio foi de R$ 138, enquanto neste ano a estimativa é de um gasto de R$ 134.

A pesquisa questionou os consumidores se a pandemia afetou seus ganhos. Para 53% deles sim e 47% disseram que não afetou. Mesmo assim, 80% não vão precisar do auxílio do governo nem de empréstimos bancários. Finalmente, a pesquisa questionou se o consumidor se sente seguro para circular em lugares públicos. Para a maioria, 67%, não e 33% disseram que sim.

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Em relação ao seu próprio negócio, os comerciantes estão preocupados com o futuro (41%) enquanto 30% estão esperançosos; 21% desanimados e 8% aguardam novas oportunidades chegarem. Já em relação à expectativa quanto à economia, 56% estão preocupados; 25% estão desanimados; 13% estão esperançosos e 6% aguardam novas oportunidades. A pesquisa quis saber o impacto da pandemia no comércio de Curitiba. A maior parte dos entrevistados (83%) respondeu que teve de fechar as portas e 17% não precisou fechar. Mas a diferença é grande entre comerciantes de bairro e do Centro. Neste, 8% deles não fecharam contra 23% dos comerciantes de bairros. Já entre os que tiveram de fechar as portas, 92% são do Centro e 77% nos bairros.

A maior parte dos comerciantes ficou sem trabalhar até 15 dias (29%); 21% fecharam de 16 a 30 dias; 19% fecharam mais de 60 dias; 17% entre 31 e 45 dias e 13% entre 46 e 60 dias. A pandemia afetou o comércio curitibano, conforme mostra a pesquisa – 87% tiveram queda nas vendas; 65% tiveram alteração no fluxo de clientes; 56% enfrentaram falta de recursos para pagamento de seus compromissos; 54% ficaram sem capital de giro; 38% fizeram dispensa temporária de funcionários e 32% demitiram. Este item tem total maior do que 100% porque mais de um fator pode ser escolhido.

“Como esperado, a pesquisa revela um comerciante curitibano preocupado com os seus negócios e apreensivo com as vendas do Dia dos Namorados 2020. Assim como os consumidores, que estão comprando somente o necessário”, diz o CEO do Grupo Datacenso, Claudio Shimoyama.

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