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ACP também reage às ameaças de Greca e secretária da Saúde por causa de festas em bares

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Da Redação

secretaria 1 - ACP também reage às ameaças de Greca e secretária da Saúde por causa de festas em bares
A secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, declarou que há possibilidade de a prefeitura tomar medidas mais drásticas caso se registre aumento nos contágios da Covid-19. (Foto: Reprodução vídeo)

O presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina, voltou a manifestar preocupação com a situação dos ônibus e de eventuais aglomerações nas ruas e em bares e polos gastronômicos de Curitiba, após declarações do prefeito Rafael Greca e da secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, de que há possibilidade de a prefeitura tomar medidas mais drásticas caso se registre aumento nos contágios da Covid-19 na cidade, com o risco de retrocesso nas medidas de flexibilização das atividades econômicas. “No caso do transporte, o poder público tem que utilizar os meios legais de que dispõe para impedir que os ônibus circulem além da capacidade permitida. O limite é o total de passageiros sentados. Não dá para contar só com a iniciativa dos passageiros de evitar ônibus cheios, conforme sugeriu o prefeito. Deve haver fiscalização, medidas mais duras. Só as empresas e o poder público têm instrumentos para isso”, destacou Turmina.

O comércio de um modo geral, segundo ele, tem cumprido o compromisso de seguir rigorosamente as normas sanitárias e não pode ser responsabilizado por irresponsabilidades pontuais como as verificadas no último fim de semana em uma vila gastronômica e em bares nas regiões do Batel e do Largo da Ordem. “É outra situação que exige a atuação firme dos órgãos públicos. Que se fiscalize e aplique multas com rigor aos transgressores, inclusive aos frequentadores que não usam máscaras. Foi aprovada e sancionada uma lei estadual que tornou a máscara um acessório obrigatório para quem precisa sair de casa no Paraná, que prevê multas para a população e para os estabelecimentos. Por que não foram aplicadas nessas situações no fim de semana? Se a lei não for aplicada cai totalmente em descrédito”, questionou o presidente da ACP. Os bons comerciantes, segundo Camilo Turmina, não podem ser penalizados por causa do comportamento de uma minoria.

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De sua parte, a entidade tem comunicado com insistência a necessidade de o comércio cumprir a orientação de funcionamento em horário reduzido, das 10h às 17h, como forma de desafogar o sistema de transporte público nos horários de pico. Mas Turmina lembra que a ACP tem limites e que não pode obrigar o comerciante a seguir este horário. Cabe ao poder público regular o horário, por lei ou por decreto municipal. “Não adianta só apelar à boa vontade de todos e ameaçar com medidas duras que acabariam penalizando a todos. Ações pontuais e rigorosas contra eventuais transgressores bastam neste momento para manter a situação sob controle”, sugeriu o presidente da ACP.

Como contribuição, a Associação Comercial está sugerindo aos associados que ofereçam como alternativa aos seus funcionários a substituição do vale transporte pelo valor correspondente em dinheiro. “Desta forma eles podem utilizar seus próprios veículos, se organizar em grupos de carona e utilizar aplicativos de transporte e assim evitar os riscos de utilizar o transporte público”, explicou.

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