Coluna de Laura Döring mostra como ensinar educação financeira para crianças; confira

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Educação financeira para crianças

Laura Döring

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Quanto antes as crianças aprendem educação financeira, mais cedo tornam-se adultos financeiramente conscientes. (Foto: Divulgação/Freepik)

Olá querido leitor, tudo bem?

Nessa fase que as crianças estão em casa, você já parou para pensar que é um excelente momento para ensinar educação financeira para elas?

Quanto antes as crianças aprenderem educação financeira, mais cedo se tornarão adultos financeiramente conscientes e menos desafios financeiros terão no futuro. E como fazer com que elas se interessem por esse assunto, sem tornar algo maçante e sem graça?
Crianças gostam de brincar, então, pequenas tarefas do dia a dia com recompensas podem ser uma grande brincadeira e ainda ensinar de forma leve a criar responsabilidade, além de instruir financeiramente.

As tarefas podem ser direcionadas de acordo com a idade e todas as recompensas começarão a ficar valorosas. Recompensas por bom comportamento também são muito bem-vindas. Sabe aquela frase “se você se comportar esse ano, Papai Noel trará um presente no Natal”? É nesse sentido que essa frase tem valor, porém, como já dito, cada idade possui características diferentes para ensinar.

Cada idade exige uma atenção diferente

Uma criança de zero a 6 anos tem espaço de tempo diferente de aprendizado do que uma criança de 12 anos, por exemplo. Mas como isso pode ser aplicado?

Se você falar para uma criança de 5 anos, em janeiro, que se ela se comportar esse ano, o Papai Noel vai trazer um presente lá no Natal, ela não vai entender, porque um ano é um espaço de tempo muito longo para ela entender o valor daquela recompensa. Uma criança dessa idade precisa de recompensas diárias ou no máximo semanais. Por exemplo, cada vez que ela ajudar a arrumar a cama, ela vai ganhar uma moeda. Pode ser qualquer tarefa de casa, ou até mesmo da escola. E então explicar com quantas moedas ela vai poder comprar o brinquedo que ela quer.

Crianças maiores já merecem aprender com mesadas. Mas como fazer uma criança entender o valor de uma mesada? Em primeiro lugar, ela precisa entender o merecimento dessa mesada, com as tarefas da escola, o quarto arrumado, ajudar a lavar a louça, guardar as compras do mercado, o bom comportamento, enfim, o que você sentir necessidade de educar. E então mostrar o quanto ela pode gastar diariamente para que não fique sem o dinheiro até o final do mês. Dar bônus para as crianças que ao final do mês terminarem sua mesada com saldo positivo é muito importante.

Um erro grave que eu vejo em alguns casos onde os pais dão mesada, é apenas completar o valor da mesada no mês seguinte, caso a criança termine com saldo positivo. Isso não vai incentivar que ela guarde dinheiro e sim que gaste, pois ela não vai ter a mesma quantidade de dinheiro no mês seguinte se economizar esse mês. Ao contrário disso, incentivar os bônus vai fazer com que seu filho se torne um futuro investidor.

Aplique bônus

Se você der R$ 50 de mesada para uma criança e sobrar R$ 10 no fim do mês, você dá R$ 2 de bônus, ou pode combinar de comprar algo que ela queira. Os famosos cofrinhos são sempre muito bem vindos, pois assim ela verá o dinheiro e aprenderá a contar a reserva que está formando ao passar do tempo.

Dependendo da idade, esse cofrinho já pode se tornar uma poupança ou algum investimento de fácil acesso para que seu filho possa todo mês olhar os rendimentos daqueles valores que estão sendo aplicados. Parece pouco colocar R$ 5,00 por mês em uma poupança, mas no entendimento deles, cada real é uma conquista e ensina o valor da economia que está fazendo.

Jamais os pais devem usufruir do dinheiro de seus filhos, pois é nos pais que as crianças aprendem a ter confiança. Quando os pais mexem no dinheiro dos filhos (entenda, esse dinheiro não pode servir como alternativa de reserva financeira), as crianças perdem o interesse em economizar e com isso acaba tendo o mesmo efeito de apenas completar o dinheiro economizado naquele mês.

Quando isso acontece, as crianças tornam-se pessoas desconfiadas e desde cedo começam com problemas de confiança nos colegas da escola, nos outros parente, enfim, desconfiam de todos ao seu redor. Os pais devem ser o exemplo de como tornar seus filhos pessoas melhores e com confiança em fazer seus investimentos.

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Além de ajudar os filhos a se tornarem adultos financeiramente conscientes, essas tarefas diárias nessa fase que estamos passando, vai ajudar a passar o tempo com qualidade e mais leveza. Ainda pode ajudar não só os filhos, mas incentivar até mesmo os pais a formarem uma reserva financeira.

Usar esse tempo a nosso favor vai ajudar não só nossos filhos, mas vai nos ajudar a sermos pessoas melhores.

​E nunca esqueça: nesse momento todos juntos faremos a diferença!

​Um beijo, até a próxima coluna.

Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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