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Região Metropolitana de Curitiba terá regras únicas para diminuir circulação de pessoas

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Da Redação

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O governador Ratinho Jr. durante a reunião por videoconferência com os prefeitos de Curitiba e da Região Metropolitana na manhã desta quarta-feira em que foram discutidas medidas conjuntas para frear a disseminação da Covid-19. (Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN)

Curitiba e demais cidades da Região Metropolitana vão seguir um protocolo único para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. As regras devem ser publicadas nesta sexta-feira (19) pelo governo do estado. A decisão foi tomada e anunciada em videoconferência realizada hoje (17) pela manhã entre os prefeitos de Curitiba, Rafael Greca, e dos municípios da RMC e o governador Ratinho Jr. durante assembleia da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec). O encontro também contou com a participação do diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos.

As regras comuns a todos os municípios da região vão regulamentar o horário de funcionamento das atividades comerciais, industriais e de serviços; escalonamento de atividades; permissão/proibição de atividades comerciais, sociais e religiosas. “Aguardamos o regramento comum proposto pela Secretaria de estado da Saúde. Todos nós, prefeitos, decidimos ser parceiros e ouvir as recomendações do governador para poupar a nossa região e o nosso Paraná da grave emergência sanitária que nos empurra para um lockdown, que nenhum de nós deseja”, afirmou Greca.

Durante a reunião Ratinho Jr. apresentou algumas deliberações sanitárias que o governo deve adotar, via decreto, a partir de sexta-feira (19) para reduzir a propagação da Covid-19. As medidas propostas deverão diminuir a circulação de pessoas para evitar o colapso nos leitos disponíveis para atendimento a pacientes infectados nas redes pública e privada da região. Entre as medidas em estudo estão o escalonamento das atividades comerciais para evitar aglomerações em horários específicos; escalonamento dos funcionários terceirizados das administrações municipais; fechamento dos shopping centers nos finais de semana; proibição do ingresso de crianças menores de 12 anos em supermercados; reforço na orientação de isolamento social para idosos com mais de 60 anos; proibição de consumo de bebidas alcoólicas nas ruas depois das 22 horas e proibição de aglomerações em pátios de postos de combustíveis, praças e parques.

O governador destacou que o Paraná chegou perto dos 100 dias de pandemia com uma situação razoavelmente controlada, controle na transmissão, no número de leitos disponíveis e manutenção das atividades essenciais. Também lembrou que o aumento no número de testes do padrão ouro (RT-PCR) e da distribuição de mais de 300 mil testes rápidos aos municípios ampliou o número de casos identificados e que esse mapeamento indica a necessidade de adotar novas medidas sanitárias.

“Nos últimos 30 anos o estado alcançou 1.200 leitos de UTI entre hospitais públicos e filantrópicos. Vamos fechar a semana que vem com cerca de 750 novos leitos e mais três hospitais regionais. Isso mostra a organização da Secretaria da Saúde e das secretarias municipais. Mesmo assim não é possível atender todo mundo sem controle e distanciamento social, que é o único método disponível”, disse Ratinho. O governador acrescentou que é um trabalho pontual para a Região Metropolitana de Curitiba nesse momento, mas que pode ser ampliado para outras regiões do estado. A 2ª Regional de Saúde, que engloba 29 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, é a que apresenta maior índice de casos (3.413) e de óbitos (135), segundo o boletim epidemiológico publicado nesta terça-feira (16) pela Secretaria da Saúde.

Para Ratinho Jr., Curitiba sozinha não vai suportar toda a demanda por conta da relação comercial dos municípios vizinhos com a capital. “Temos um grande problema no transporte público, queremos diminuir a circulação nessa região. Os municípios têm que nos ajudar a tomar uma decisão conjunta. Não adianta Curitiba fechar e os outros municípios não. Nossa missão é salvar o máximo de vidas”, afirmou o governador.

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O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, disse que a decisão conjunta será fundamental para manutenção da qualidade no atendimento dos hospitais para a população da Região Metropolitana. Segundo ele, o Paraná vive o momento mais delicado da pandemia desde que os primeiros casos foram detectados, em 12 de março, e que a evolução dela é dividida em dois momentos no Paraná: uma realidade de 75 dias e uma nos últimos 15 dias. “Conseguimos evitar a transmissão descontrolada do vírus com as interrupções das atividades e da mobilidade. Mas depois tivemos grandes movimentos com auxílio emergencial do governo federal, Dia das Mães, Dia dos Namorados. Esse contexto está repercutindo nos números, passamos a uma média mais alta de novos casos por dia. A tendência é de espiral ascendente. Se não tivermos as medidas necessárias de isolamento domiciliar e distanciamento social vamos continuar todos os dias dando maiores possibilidade ao contágio”, afirmou Beto Preto.

A minuta do decreto estadual será encaminhada para deliberação interna na Assomec antes da publicação. A ideia é construir um texto coeso em conjunto com os interesses específicos das prefeituras municipais. Também participaram da reunião o vice-governador Darci Piana, e os secretários da Saúde, Beto Preto, de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, e da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, além de diretores de vários órgãos públicos.

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