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Associação Comercial defende toque de recolher em Curitiba e rigor com lotação de ônibus

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Da Redação

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O presidente da ACP, Camilo Turmina, defendeu a adoção do toque de recolher em Curitiba para restringir a circulação de pessoas em vias públicas entre às 23 e às 6 horas da manhã. (Foto: Divulgação)

O presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina, defendeu a adoção do toque de recolher em Curitiba para restringir a circulação de pessoas em vias públicas entre às 23 e às 6 horas da manhã, a exemplo do que já foi adotado em inúmeras cidades para diminuir os riscos de proliferação do novo coronavírus. Onde foi implantada, a medida exclui trabalhadores de setores essenciais, profissionais da saúde e segurança, além de pessoas que comprovem situação de urgência e emergência.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), Camilo Turmina também pediu rigor nas medidas para acabar com a lotação no transporte coletivo da capital. Para ele, é preocupante a situação apresentada em veículos de comunicação relatando casos de ônibus lotados em vários pontos da Região Metropolitana. Ele diz ter recebido denúncias de empresas associadas baseadas em relatos de seus funcionários sobre descontrole e lotação em ônibus e que, em muitas linhas, as empresas não estão conseguindo cumprir as determinações sobre o limite de passageiros.

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“A imprensa mostra que as aglomerações são frequentes nos ônibus que atendem as cidades da região metropolitana de Curitiba. Terminais e ônibus lotados certamente são hoje o grande foco de disseminação da Covid-19. Nosso temor é que se não houver controle desta situação no transporte coletivo as autoridades acabem decidindo fechar tudo”, afirma Turmina na nota. Ele lembrou o exemplo de Florianópolis na tomada de decisões sobre a regulamentação do transporte metropolitano, com maior escalonamento das atividades econômicas e uso de tecnologia para o controle dos limites de usuários no transporte público.

A ACP diz ser contra a paralisação temporária do transporte coletivo, conforme proposta da Abrabar (Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas), pois a prefeitura e as empresas dispõem de meios para evitar as lotações, segundo ele. A ACP sugere que haja reforço nas linhas de maior demanda, com o uso de ônibus de reserva técnica ou de veículos de linhas onde há maior ociosidade. “Que se reforce as linhas nos horários de pico. Pode-se evitar desperdícios suprimindo aquelas viagens em horários mais tranquilos, como das 10h às 11h, nos percursos em que os ônibus circulam quase vazios. Enquanto não ocupar todos os assentos, atrasa a linha. Dá, sim, para conciliar qualidade e distanciamento no transporte público”, diz.

Abertura aos sábados

O presidente da ACP informou ainda que solicitará às autoridades municipais que reavaliem a proibição de funcionamento do comércio aos sábados. A autorização para a abertura das lojas ajudaria a mitigar, para os comerciantes, os efeitos da pandemia em seus negócios e não haveria riscos de aumentar aglomerações, pois se trata de um dia normalmente de baixa movimentação no comércio. “Mesmo com as vendas reduzidas, um dia a mais pode significar a sobrevivência do negócio e a manutenção de mais empregos”, destacou Turmina.

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