DESKTOP

Centros de bairros de Curitiba podem impulsionar economia local no pós-pandemia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

00300736 1 - Centros de bairros de Curitiba podem impulsionar economia local no pós-pandemia
00300737 1 - Centros de bairros de Curitiba podem impulsionar economia local no pós-pandemia
Mapas dos polos de atividades econômicas e de atração de deslocamentos que concentram estabelecimentos de comércio e serviços. (Fotos: Divulgação)

Um trabalho feito pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) mapeou nas dez regionais da cidade os polos de atividades econômicas e de atração de deslocamentos que concentram estabelecimentos de comércio e serviços. Os dados fazem parte de estudo voltado à promoção da segurança das pessoas em áreas de grande circulação e, de maneira complementar, ao fortalecimento das atividades econômicas locais, nas chamadas centralidades funcionais de Curitiba no pós-pandemia. A ideia é embasar planos e projetos a ser colocados em prática nos centros de bairros, tais como as intervenções que vêm sendo realizadas em áreas com grande fluxo de pessoas, a exemplo do que ocorreu no entorno do Mercado Municipal. “Isso para garantir a segurança das pessoas com o distanciamento social e ao mesmo tempo fomentar o comércio e os serviços locais”, explica a arquiteta Mônica Máximo da Silva, do setor de Monitoração da Diretoria de Informações do Ippuc.

Segundo Mônica, para o levantamento dos endereços das centralidades funcionais nas dez regionais foram utilizadas informações de alvarás comerciais e da Pesquisa Origem Destino. “Efetuamos um filtro das atividades típicas de centralidades e também consideramos os destinos das viagens que tinham como motivo ‘compras’ ou ‘assuntos pessoais’. Depois excluímos algumas condições, como atividades que estão concentradas em espaços fechados (shoppings, hipermercados e comércio atacadista) e vias que, apesar da disposição de um grande número de estabelecimentos, apresentam um maior afastamento entre as atividades, não existindo um ponto específico de alta concentração”, observa.

Desenvolvido em etapas, o trabalho deverá incluir vistorias nos endereços em cada uma das regionais para a avaliação dos modelos a ser aplicados em cada caso, considerando os fluxos de mobilidade e o espaço disponível para possíveis intervenções. Todas as ações serão integradas e feitas em conjunto com os administradores regionais e as secretarias municipais.

Centros de bairro podem salvar economia

De acordo com o mapeamento preliminar, na Regional Bairro Novo entre os endereços de atração econômica e de deslocamentos estão as ruas São José dos Pinhais, Izaac Ferreira da Cruz e Eduardo Pinto da Rocha. Na Regional CIC, os polos de destaque estão nas ruas Antônio de Oliveira Santos, Léa Moreira de Souza Moura e Engenheiro Eduardo Afonso Nadolny. Na Regional Boqueirão, são exemplos as ruas Bley Zorning e Primeiro de Maio e no Cajuru as ruas Delegado Leopoldo Belczak e Filipinas. Na Regional Tatuquara, as atividades se concentram na rua Enette Dubard.

Na Regional Boa Vista, são destaques os centros de bairro da Avenida Prefeito Erasto Gaertner e da Rua Alberico Flores Bueno e em Santa Felicidade as avenidas Manoel Ribas e Vereador Toaldo Túlio e a Rua Professor João Falarz. Na Regional Pinheirinho, a Avenida Brasília é um dos exemplos de centralidade, assim como na Regional Portão está a República Argentina e na Matriz, além do centro tradicional, há eixos como o da Avenida João Gualberto, que tem comércio e serviços aquecidos.

Plano Diretor

A promoção de novas centralidades está contemplada no Plano Diretor de Curitiba, bem como nos instrumentos da Nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo. O planejamento de Curitiba prevê a implantação de habitação de interesse social em áreas com infraestrutura e induzir o comércio e serviços em áreas atendidas pelo transporte público em que este sistema necessita de reforço. Outra ação em desenvolvimento é a do Plano de Estrutura Cicloviária, que estabelece metas para dobrar a malha de vias para bicicletas na cidade até 2025, dos atuais 208 km para 408 km.

LEIA TAMBÉM:

O trabalho do Ippuc tem como exemplo a cidade de Paris, onde a ideia de fortalecimento das novas centralidade foi fomentada pela prefeita Anne Hidalgo. A iniciativa foi apelidada de “cidades de 15 minutos”, onde as pessoas podem chegar a pé ou de bicicleta, sem a necessidade de utilizar o transporte público. O modelo parisiense propõe também o incentivo à criação de novos locais de trabalho mais próximos das moradias e a promoção de coworkings, o compartilhamento de serviços, bem como a restrição à circulação de automóveis e a transformação de áreas de estacionamento ociosas em espaços de convivência.

Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X