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Estaiada, segunda ponte entre Foz do Iguaçu e Paraguai avança em ritmo intenso

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Da Redação

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A ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. (Foto: Divulgação/AEN)

Uma descida até o Paraguai ou uma subida até o Brasil poderão ser expressões usuais em Foz do Iguaçu a partir de 2022, quando a segunda ponte entre os dois países estiver em pleno funcionamento. A brincadeira faz referência a uma diferença de mais dez metros de altura entre as cabeceiras das duas pistas, mas essa sensação será praticamente imperceptível ao se percorrer os 760 metros da ponte estaiada, que será um novo marco arquitetônico e logístico do Paraná, que tem o governo do estado como gestor da obra, construída pelo consórcio brasileiro Construbase-Cidade-Paulitec. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) é o órgão delegado para a fiscalização do contrato.

Além dos 760 metros de comprimento, a ponte terá vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples, com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. Localizada cerca de 10 quilômetros abaixo da Ponte Internacional da Amizade em direção ao Rio Iguaçu, será maior que esta, que possui 552,4 metros de extensão.

Os trabalhos alcançaram 22% na primeira semana de junho e envolvem mais de 350 funcionários. O ritmo está bem acelerado na margem brasileira do Rio Paraná, com estruturas bem visíveis, mas questões aduaneiras atrasaram as obras no Paraguai, que ainda estão na fase de terraplanagem e construção do dique de contenção contra eventual cheia. Essa diferença de cerca de seis meses será recuperada nos próximos meses. “É um projeto que está em discussão há mais de 25 anos e que tiramos do papel em tempo recorde”, diz o governador Ratinho Jr. Segundo ele, a nova ponte é parte do planejamento para melhorar a integração na América do Sul e ampliar o turismo em Foz do Iguaçu.

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O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, diz que é a maior obra do estado e uma das maiores do país, além de um desafio logístico internacional. A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. Segundo o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, a obra faz parte da missão de Itaipu de impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico, tecnológico e sustentável no Brasil e no Paraguai.

Em três anos

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No lado brasileiro, uma das duas principais torres de 190 metros (equivalente a um prédio de 50 andares) já bateu os 60 metros (altura da pista do asfalto). (Foto: Divulgação/AEN)

A nova ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco. Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná custará cerca de R$ 323 milhões. Itaipu injetou mais R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a nova estrutura à BR-277. A perimetral, que está prevista para começar em outubro, vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas.

O projeto foi concebido originalmente por uma comissão mista entre os dois países em 1992, mas foi deixado de lado com o decorrer dos anos por falta de dinheiro ou interesse diplomático. Também houve problemas ambientais no início da execução, em 2014, e a obra foi paralisada.

Ponte terá torres do tamanho de prédio de 50 andares

No lado brasileiro, uma das duas principais torres de 190 metros (equivalente a um prédio de 50 andares) já bateu os 60 metros (altura da pista do asfalto) e os trabalhos na coirmã para alcançar esse patamar terminam em breve. As torres formarão um Y invertido, por onde passarão os estaios (cabos de aço) da ponte. O lado paraguaio será espelhado. A caixa de equilíbrio do lado brasileiro também já tem estrutura praticamente finalizada e passa por um processo de deslizamento de concreto. Ela foi fixada nas rochas de basalto do morro que margeia o Rio Paraná, onde todos os estaios serão ancorados para garantir sua estabilidade.

A estrutura terá ainda outros três pares de torres de concreto em cada lado do rio, além das torres principais de 190 metros. No lado brasileiro, dois pares estão em avançada fase de concretagem e o outro está praticamente finalizado. Todas essas estruturas são “grampeadas” sobre os morros. O Paraguai iniciou neste mês as armações das bases das torres principais e a regularização do subleito para as demais estruturas. Mesmo com a diferença no avanço das obras nos dois países a expectativa é de finalizar até o fim do ano a parte mais robusta das fundações e do concreto para começar a instalação das vigas entre as estruturas. Elas estão sendo pré-montadas em Porto Alegre e serão transportadas de caminhão para Foz do Iguaçu, onde ocorrerão os últimos encaixes.

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A previsão é que a obra seja entregue em três anos. (Foto: Divulgação/AEN)

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