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ACP questiona postura do governo sobre lotação dos ônibus

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Da Redação

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ACP questiona novo decreto do governo do estado. Para entidade, medidas prejudicam pequenos empresários. (Foto: Divulgação)

Sacrifício não pode ser imposto apenas aos pequenos, diz o presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina. Ele também alerta para a dificuldade de acesso a linhas de crédito. “Enquanto o comércio fecha novamente suas portas com grandes sacrifícios à classe empresarial, o governo do estado contraria o próprio decreto que impôs a quarentena restritiva no estado”, disse nesta quarta-feira (01).

Turmina fez este comentário a propósito das declarações do secretário estadual da saúde, Beto Preto, sobre a lotação dos ônibus em Curitiba e Região e Metropolitana. Em entrevista à imprensa, o secretário informou que, após reunião com a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), chegou-se à conclusão de que não é possível cumprir a regra que proíbe a lotação dos ônibus. “O decreto é claro”, observa Turmina. “Em seu artigo 10 estabelece que os veículos do transporte coletivo ‘somente poderão transportar passageiros em quantidade limitada ao número de assentos’. Muito nos surpreende ouvir o secretário de saúde declarar que os ônibus poderão rodar com até 65% de ocupação. E como fica então o cumprimento da própria ordem do governo?”, questionou.

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Ele afirma que a ACP tem alertado seguidamente para o grande risco de contaminação no transporte público e cobra o cumprimento da decisão governamental. “Na reunião de terça-feira do setor produtivo com o governador sugeri que fosse interrompido o serviço de ônibus e mantido o funcionamento do pequeno comércio nos bairros. Pequenas lojas com poucos funcionários e em muitos casos tocadas pela própria família. Os comerciantes e funcionários se adaptariam com meios alternativos de transporte e pelo menos parte da economia ficaria funcionando. Os ônibus poderiam atender apenas setores da saúde e segurança, por exemplo. Mas não fomos ouvidos”, cobra. Para Turmina, sacrifícios não podem ser impostos apenas a uma parte das empresas, especialmente as pequenas.

O dirigente também denuncia que há milhares de comerciantes sem acesso a recursos para manter seus negócios, com grandes dificuldades para obter linhas de crédito. “A incerteza tem tirado o sono principalmente dos pequenos, desesperados com a folha de pagamento que tem que ser paga dia 6, sem dinheiro em caixa e sem ter a quem recorrer”, alerta Turmina, reforçando que programas de crédito para pequenas empresas, incluindo capital de giro e para financiamento de folha de pagamentos, não estão chegando à maioria dos pequenos empresários.

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