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Exclusivo: Pela primeira vez, Curitiba terá candidato gay a prefeito

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Reinaldo Bessa

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O jornalista e ativista paranaense Diego Xavier será o primeiro candidato gay à prefeitura de Curitiba nas eleições de novembro. (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez, Curitiba terá um candidato a prefeito gay. Na noite desta quarta-feira (15) o diretório municipal do PSOL lançou oficialmente a pré-candidatura do jornalista e ativista Diego Xavier à prefeitura nas eleições municipais de novembro. O lançamento ocorreu durante uma live que ainda está sendo realizada neste momento nas redes sociais, com a participação do diretor administrativo do Grupo Dignidade, Lucas Siqueira, atualmente coordenador de juventude do Comitê LGBT da Secretaria de Justiça, Trabalho e Família do estado, e com a presidente do partido em Curitiba, Etiene Bento dos Santos. O plano inicial de Xavier era sair candidato a vereador.

“Lanço minha pré-candidatura por não me sentir satisfeito e representado pela classe política atual. Quero ver uma Curitiba que seja verdadeiramente para todos. Uma cidade humana e que se preocupa com o bem estar do seu povo, seja ele hetero, gay, preto, pardo, branco, ou seja, curitibano. Ninguém pode ser esquecido ou ter direitos negados e suprimidos por questões de classe, gênero, cor de pele ou origem”, diz o pré-candidato.

Paranaense de Cambé, na região Norte do Paraná, Diego tem 35 anos. Quando cursava a faculdade, atuou na Comissão Pastoral da Terra e na Pastoral da Criança, locais que o ajudaram a entender melhor a luta pelo direito à terra, pelos direitos humanos, por dignidade e pelos direitos das crianças e adolescentes. Mudou-se para Curitiba em 2009. Atuou também como assessor de comunicação na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa.

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Em 2017, decidiu se mudar para a cidade de Cork, na Irlanda. Lá teve contato mais próximo com o ativismo LGBTI+ do país ao trabalhar em uma cooperativa na qual muitos funcionários eram da comunidade e imigrantes. Tanto na Irlanda quanto em outros países europeus participou de eventos nos quais conheceu políticas públicas na área de cidades sustentáveis, segurança alimentar, transportes, mobilidade urbana e programas de diminuição do desperdício de alimentos, além de ampliar os estudos sobre a militância LGBTI+ e a luta por direitos.

“Entendemos que é imprescindível que o PSOL lance candidatos que lutem de peito aberto em favor das minorias. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Só em 2019, mais de 120 vidas de trans e travestis foram perdidas, oficialmente, em decorrência de sua orientação sexual”, comenta Etine. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) revelam que 90% da comunidade têm na prostituição a principal fonte de renda.

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10 comentários em “Exclusivo: Pela primeira vez, Curitiba terá candidato gay a prefeito”

    1. Jorge Duarte Santos

      Curitiba é como tantas cidades brasileira, não têm saneamento básico (água e esgoto) e energia elétrica acessível a todos os cidadãos.o atual prefeito em campanha disse que em sua gestão acabaria com a medicancia nas ruas,e o que vemos?as ruas estão uma belezinha pra desfilar de BMW, Porsche,….

  1. Na minha opinião o atual prefeito RAFAEL GRECA – que ama a cidade de Curitiba, conhece a história da cidade de Curitiba como ninguém, que conhece cada riacho, cada rio da cidade de Curitiba como ninguém, que conhece na palma da mão cada canto de cada bairro da cidade de Curitiba como ninguém, que declara seu amor inconteste pela cidade de Curitiba como ninguém, que conhece o hino da cidade de Curitiba como quase ninguém conhece – deveria ser o PREFEITO VITALÍCIO da capital paranaense !!
    NÃO TEM PRA NINGUÉM

    1. o psol vive falando de união. mas parece que vão lançar candidato pra todas as capitais, união mas não querem apoiar nenhum partido ne? ….

  2. Pingback: Curitiba terá candidato assumidamente gay a prefeito pela primeira vez nas Eleições 2020 – Pheeno

  3. É absurdo que esse militante do PSOL se candidate a prefeito de Curitiba com esse discurso de que é gay assumido. Nosso atual prefeito, quando questionado se era homossexual, bissexual ou assexuado, respondeu: “Essa pergunta só faria sentido se eu fosse governar com a bunda”. Nosso Greca, que todos nós sabemos, mas enfim (rs), deu a resposta certa, pelo fato de que pouco importa o que se faz entre quatro paredes. Por outro lado, essa militância cheia de siglas bizarras tem a necessidade de contar a todos o que cada um deles faz na cama, como se isso fosse mais importante do que ter um projeto de governo. Estamos fartos desses clichês de “minorias”. A menor minoria, caso possamos nos expressar assim, é o indivíduo, e este não faz parte de rótulos que a esquerda quer impor. Sigamos com Rafael Greca que, independentemente das suas preferências sexuais, governa com a cabeça e não com a bunda.

  4. Queremos alguém que tenha um bom currículo, pelo que já fez e aquilo que pode fazer na vida pública, pouco importa a sua vida íntima, ou qualquer outra característica comportamental.

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