Laura Döring fala sobre educação financeira para casais em sua coluna

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Educação financeira para casais

Laura Döring

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Finanças é um dos assuntos que mais gera brigas entre os casais. (Foto: Divulgação/Freepik)

Esse é um assunto polêmico e que gera a maior parte das brigas entre os casais, principalmente quando uma das partes não sabe quanto a outra ganha. Você sabe quanto o seu marido, seu cônjuge ganha? E ele, sabe quanto você ganha? Então, se vocês dois estão cientes de quanto os dois ganham, sintam-se privilegiados pois infelizmente ainda existe um tabu entre muitos casais, que não expõe sua vida financeira para a outra parte.

Quando nós optamos por viver juntos, indiretamente nós estamos entrando em uma sociedade. Você precisa saber o recurso disponível mensal para conviver de forma harmônica nessa nova vida, onde terão contas para pagar, viagens para fazer, reformas enfim, tudo que uma vida de casal necessita.

Um dos dois não trabalha?

Muitas sociedades são compostas por uma parte que disponibiliza o recurso e a outra que entra com trabalho e mesmo assim quem não entra com recurso financeiro nessa sociedade precisa saber todo recurso disponível. Quando isso acontece, principalmente nos dias de hoje, não pode existir a coerção ou a submissão financeira da parte que trabalha pra parte que não trabalha.

Por exemplo, se você não trabalha e seu marido ou esposa trabalha, isso deve ser algo que vocês acordaram juntos, pois enquanto ele(a) trabalha ganhando dinheiro, você trabalha organizando todo restante. Isso precisa ser uma opção dos dois, jamais quem trabalha ganhando o dinheiro tem o direito de julgar, de denegrir a outra parte de qualquer forma.

Sociedade entre o casal

Nessa sociedade, quando uma das partes não traz o dinheiro, é como se ele fosse um sócio-administrador, pois ele ou ela administram a casa. E para que isso dê certo, esse sócio-administrador precisa saber o orçamento mensal, (quanto o marido/esposa ganha) para conseguir manter a rotina e saber até quanto pode gastar para manter a vida a dois, a casa, colégio, enfim, não ficarem no vermelho.

Nesse caso, é normal que esses afazeres domésticos sejam mais destinados a quem não trabalha ganhando dinheiro. Essa pessoa, que agora eu chamo de sócio-administrador, pode ser a responsável pela organização financeira dos dois, pois ela muitas vezes sabe mais quanto os dois gastam dentro de casa do que a parte que está trabalhando.

Ela também pode ser a parte que organiza as férias, que procura descontos, administra reformas e até mesmo a parte que ajuda a criar reservas de emergência para o casal. Mas de novo, é fundamental que seja leve e que as duas partes estejam de acordo com que um não trabalhe.

Viu como a “sociedade” precisa das duas partes mesmo quando uma não ganha o dinheiro?

​E quando os dois trabalham?

​Quando os dois trabalham, ainda pode existir atritos entre o casal, caso não exista uma conversa clara dos assuntos financeiros dentro de casa. Você alguma vez já se pegou pensando, poxa, mas não acho justo ele(a) pagar cinquenta por cento, sendo que eu ganho bem menos? Ou então, eu não sei quanto ele(a) ganha, ele(a) não sabe quanto eu ganho e mesmo assim dividimos as contas igualmente.

Será que está justo?

​Neste caso, o casamento é uma sociedade onde os dois colocam recurso e a empresa, que no caso é a família, precisa dos recursos para fechar o orçamento mensal. Nunca será justo quando os dois sócios do casal não souberem quanto existe de recurso para este orçamento.

Muitas brigas começam por assuntos financeiros, principalmente pela falta de diálogo. Nenhuma sociedade dá certo quando não se sabe quanto de recurso existe para saldar as contas e fazer investimentos. Sempre o diálogo é fundamental e se vocês escolheram dividir a vida juntos, isso está incluso, não há como fugir.

​Infelizmente, muitas mulheres ainda ganham menos que seus esposos, mas pode acontecer o contrário também. Então, após uma boa conversa, é importante fazer uma planilha de custos e colocar quanto cada um ganha, pois só assim vocês conseguirão dividir as contas proporcionalmente, ou seja, se um ganha sessenta por cento e outro quarenta por cento, as contas da casa serão divididas nessa proporção. Nada mais justo. E assim também deve ser feito com a reserva financeira do casal.

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Espaço individual é importante

​Dentro desse orçamento, precisa sobrar recurso individual para cada um, afinal, antes de serem um casal, vocês são um indivíduo, e têm suas vontades e necessidades individuais. Trabalhando ou não essas necessidades vão existir e no caso de uma das partes não trabalhar, a outra parte terá que prover isso a seu(a) parceiro(a).

Mas atenção, esse valor jamais pode atrapalhar o orçamento mensal do casal, por exemplo, deixar de pagar as contas de sua responsabilidade para comprar um supérfluo. ​Tendo esse equilíbrio, vocês perceberão que a vida de vocês, não somente financeira, vai fluir mais leve e durará por muito mais tempo, ou até mesmo para sempre.

Foi uma escolha dos dois entrar nessa sociedade chamada casamento.

​Um beijo, até a próxima coluna.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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