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Ratinho Jr. discute parceria com a China para produzir vacina contra a Covid no Paraná

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Da Redação

MG 4001 1024x677 - Ratinho Jr. discute parceria com a China para produzir vacina contra a Covid no Paraná
O assunto foi discutido pelo governador Ratinho Jr. em reunião por videoconferência com dirigentes do laboratório Sinopharm, empresa estatal chinesa, e o ministro-conselheiro da embaixada da China no Brasil, QU Yuhui. (Foto: Divulgação/AEN)

O governo do estado informou nesta segunda-feira (27) que está formalizando uma parceria de cooperação técnica e científica com a China que permitirá a testagem e a produção de vacina contra a Covid-19 por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O assunto foi discutido pelo governador Ratinho Jr. em reunião por videoconferência com dirigentes do laboratório Sinopharm, empresa estatal chinesa, e o ministro-conselheiro da embaixada da China no Brasil, QU Yuhui. Ratinho Jr. explicou que um grupo de trabalho será formado entre as partes para discutir detalhes técnicos da parceria, como a elaboração do termo científico regulatório e protocolo de validação por parte da Secretaria da Saúde do estado.

A intenção, destacou o governador, é que o Paraná seja incluído na terceira fase de testagem da vacina experimental da Sinopharm, que começou neste mês nos Emirados Árabes Unidos com a participação de 15 mil voluntários. Segundo a estatal chinesa, as duas primeiras fases de testes, já encerradas, tiveram 100% de positivação e sem reação adversa grave. Os representantes do Paraná no grupo serão o chefe da Casa Civil, Guto Silva, o presidente do Tecpar, Jorge Callado, o superintendente-geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, e o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Júnior. A reunião contou com a presença do secretário da Saúde, Beto Preto.

Tecnologia

“O objetivo do Paraná é fazer a terceira fase do teste aqui no nosso estado e, com a aprovação por parte da Anvisa e do Ministério da Saúde, a produção da vacina elaborada pela Sinopharm através do Tecpar”, afirmou o governador. Ele reforçou que o acordo estabelece a troca de tecnologia, pesquisa e ciência, fazendo do Paraná um polo para o Brasil e América do Sul para a produção e distribuição da vacina. “Estamos todos muito esperançosos que essa solução para o coronavírus fique pronta o quanto antes e que o Paraná, em parceria com a China, possa ser protagonista deste processo, se transformando em um hub logístico da vacina na América do Sul”, acrescentou Ratinho.

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Segundo nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias do governo do estado, a farmacêutica chinesa demonstrou bastante preocupação com o estágio da pandemia no Brasil. Liu Jingzhen, presidente do grupo, disse que a empresa espera finalizar os testes em estágio avançado em humanos em até três meses. “Temos pressa para começar esses testes no Paraná por causa da situação do Brasil. Serão oficinas com o mais alto nível de segurança, total confiança para garantir o fornecimento quando a vacina estiver completamente aprovada”, disse Jingzhen durante a reunião com o governador.

“A vacina está perto do seu êxito final. É muito urgente começarmos imediatamente esse ensaio clínico no Brasil, ao mesmo tempo em que discutimos acertos comerciais”, completou o diretor-executivo da Sinopharm, Ma Ke. Jorge Callado explicou que, além do Tecpar, o governo do Paraná vai colocar a rede de universidades estaduais e hospitais universitários no processo, garantindo mais agilidade ao período de testagem. “É de fundamental importância a participação das nossas universidades públicas e da Secretaria da Saúde para construirmos tecnicamente um protocolo de validação que atenda aos aspectos regulatórios”, afirmou o presidente do Tecpar.

Rússia

O Paraná também pode se tornar parceiro da Rússia na produção da vacina contra o novo coronavírus que está em fase final de testes naquele país. O assunto deve ser tratado pelo governador Ratinho Jr. nos próximos dias com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov. No início desta semana, o governo russo anunciou ter concluído com sucesso a fase de ensaios clínicos do seu antivírus, desenvolvido pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. A expectativa é que estejam disponíveis no primeiro semestre do próximo ano.

O governo do Paraná diz que já se antecipou para garantir recursos para a compra e distribuição de vacinas no estado. Na última segunda-feira (20), o governo enviou uma emenda ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2021 com o objetivo de alocar R$ 100 milhões no caixa da Secretaria da Saúde para a aquisição de vacinas contra o novo coronavírus.

Cerca de 130 vacinas contra a Covid-19 estão sendo produzidas no mundo atualmente. A da Universidade Oxford, da Inglaterra, é a que está em estágio mais avançado, segundo o governo paranaense. A expectativa é que essa vacina possa ser produzida no início de 2021. Os testes também estão na fase 3. O Brasil tem uma parceria para a produção da vacina, por meio da Fiocruz. O Instituto Butantã, de São Paulo, está testando a vacina produzida pela Sinovac, que também tem sede na China. Esta vacina já está na fase de testagem clínica em humanos. A intenção é de que ela comece a ser produzida no início do ano que vem.

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