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Pesquisa mostra que 70% dos restaurantes de Curitiba demitiram nos últimos meses

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Gabriela Fialho

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O levantamento apontou um percentual relevante de estabelecimentos que têm registrado uma baixa significativa no movimento após a reabertura. (Foto: Divulgação)

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) acaba de divulgar uma pesquisa exclusiva que reuniu dados e analisou a situação atual de bares e restaurantes de Curitiba e região. O levantamento, realizado nesta semana, entre os dias 28 e 29 de julho, apontou um percentual relevante de estabelecimentos que têm registrado uma baixa significativa no movimento após a reabertura.

Dos 147 entrevistados, todos donos de bares, restaurantes e similares de Curitiba e região, 44% responderam que o fluxo de público na primeira semana de reabertura foi “muito fraco” e 39% disseram que foi “fraco”. Apenas 2% dos entrevistados consideram o início da retomada das atividades como “ótimo”. Com a relação ao fim de semana, dos 60% que funcionam aos domingos, 22% apontaram este dia como o de maior movimento, sendo que 92% do total de entrevistados garante aplicar integralmente as orientações dos decretos governamentais que determinam o fechamento dos restaurantes aos domingos.

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A pesquisa ainda mostrou um cenário preocupante em relação à manutenção da atividade. Dos participantes 23% afirmaram ter interesse em fechar o estabelecimento, 6% dizem já ter fechado uma filial, 2% já fecharam duas filiais e outros 2% fecharam três filiais. Outro tópico registrou que 77% dos empresários estão negociando os pagamentos de aluguéis. Além disso, dos restaurantes participantes, 55% demitiram entre 1 e 15 funcionários e 15% precisou demitir mais de 15 funcionários.

“Mesmo com garantia de recurso do tesouro nacional como o PRONAMPE, o incentivo não alcançou a todos e vimos que mais da metade dos empreendimentos ficou na mão. Isso explica a quantidade de demissões registradas no setor em todo o estado e a projeção de que cerca de 15 mil trabalhadores percam seus empregos até o final do ano sem uma ajuda concentrada da administração pública”, afirma o presidente da Abrasel – PR, Nelson Goulart Jr.

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