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Greca entrega carta endereçada ao prefeito de Beirute durante homenagem às vítimas da explosão

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Da Redação

00303802 1 - Greca entrega carta endereçada ao prefeito de Beirute durante homenagem às vítimas da explosão
A solenidade reuniu autoridades diplomáticas e religiosas, no Memorial Árabe, localizado na Praça Gibran Khalil Gibran, no Centro Cívico. (Foto: Hully Paiva/SMCS)

Em carta endereçada ao prefeito de Beirute, Jamal Itani, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, expressa sua solidariedade à população da capital libanesa pela explosão ocorrida na terça-feira (4) da semana passada. “Minha mulher, Margarita Elizabeth Pericás Sansone, guarda esplêndidas memórias de seus dias de juventude ali passados com seus saudosos pais, em inesquecível viagem cultural. Lembro do nosso entusiasmo ao ver a reconstrução de Beirute depois das chagas que lhe imprimiu a dolorosa guerra civil. Agora, no último dia 4 de agosto de 2020, a cidade de Beirute foi sacudida por danosa explosão de armazéns a beira da Baía de São Jorge, provocando luto libanês e consternação mundial”, escreveu Greca.

A carta, que será enviada pela embaixada do Líbano no Brasil na próxima semana, foi entregue pessoalmente por Greca ao cônsul do Líbano no Paraná, Nizar Hachem, durante o ato ecumênico e cívico realizado na manhã do último sábado (8) no Memorial Árabe, localizado na Praça Gibran Khalil Gibran, no Centro Cívico. A solenidade reuniu autoridades diplomáticas e religiosas, entre elas o reverendo sheik Mahdi Elahi, da Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib, o padre Samaan Nasri, da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina de São Jorge, o vice-presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Ibrahim Mohamed Charchich, e o assessor de Relações Internacionais da prefeitura de Curitiba, Rodolpho Zannin Feijó. As autoridades fizeram um minuto de silêncio, além de orações.

Leia a íntegra da carta escrita por Greca ao prefeito de Beirute:

“Ao cumprimentar vossas excelências, profundamente consternado, informo que nossa cidade de Curitiba reverencia os mortos e se solidariza com enlutados e desabrigados pela explosão que abateu a mundialmente querida cidade de Beirute. Isto o fazemos pela grande amizade e apreço que une brasileiros e libaneses e também em respeito a história desta belíssima capital, referência mundial em urbanismo, que remonta a uma antiga cidade fenícia, mencionada em hieróglifos egípcios já no século 15 antes de Cristo.
Os antigos gregos cantaram sua beleza. Os conquistadores romanos a reverenciaram chamando-a de “Júlia Augusta”. Os civilizados bizantinos nela conservaram uma prestigiosa Escola de Direito.
Capital da República do Líbano desde 1946. A “Paris do Oriente”, é sede de três Universidades e de um importante Museu Arqueológico guardião das descobertas no sítio várias vezes milenar de Biblos.
Minha mulher, Margarita Elizabeth Pericás Sansone, guarda esplêndidas memórias de seus dias de juventude ali passados com seus saudosos pais, em inesquecível viagem cultural. Lembro do nosso entusiasmo ao ver a reconstrução de Beirute depois das chagas que lhe imprimiu a dolorosa guerra civil.
Agora, no último dia 4 de agosto de 2020, a cidade de Beirute foi sacudida por danosa explosão de armazéns a beira da Baía de São Jorge, provocando luto libanês e consternação mundial.
Para reverenciá-la e, em consideração à contribuição dos imigrantes Libaneses na construção da nossa Curitiba e do Brasil moderno, vamos promover no sábado, 7 de agosto, na praça Gibran Khalil Gibran, junto ao Memorial Árabe, um tributo a Beirute, com preces pela sua consolação e pronta recuperação.
O ato ecumênico e cívico, além da minha presença, dos nossos secretários e do senhor Cônsul do Líbano em Curitiba, será honrosamente oficiado pelo reverendo Sheik Mahdi Elahi, da Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib, e pelo reverendo Padre Samaan Nasri, da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina de São Jorge.
Pedimos a Deus clemente e misericordioso; Alto e Glorioso Deus Único de todas as três religiões Monoteístas, que se digne a consolar o povo libanês e a duplicar o seu ânimo em mais um difícil momento histórico a ser superado por proverbial resiliência.
Tal o fazemos também ouvindo o imortal poeta libanês Gibran Kalhil Gibran que empresta seu glorioso nome à praça do Memorial: “Oceano de perdão e mar de ternura música fraterna que nos une/ em tuas profundezas depositamos nossos corações e almas. / Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos /e a ouvir com os corações…”

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