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Produção industrial do Paraná cresce 5,2% no auge da pandemia

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Da Redação

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Os resultados positivos indicam que a economia paranaense aponta para um certo reequilíbrio, segundo o governo do estado. (Foto: Divulgação)

Mesmo com a pandemia, a produção industrial do Paraná cresceu 5,2% entre maio e junho deste ano, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada nesta terça-feira (11) pelo IBGE. É o segundo indicador positivo em sequência depois do impacto da crise provocada pelo novo coronavírus no setor. Houve retomada em 14 das 15 unidades da federação que fazem parte do estudo e de 8,9% no indicador nacional nesse mesmo período. O crescimento vem depois de um salto de 24,1% entre abril e maio. Segundo o IBGE, o resultado do crescimento da atividade industrial nacional entre maio e junho deste ano reflete a ampliação do movimento de retorno à produção – mesmo que de forma parcial – de unidades produtivas que interromperam suas atividades por causa dos efeitos da pandemia.

Os resultados positivos indicam que a economia paranaense aponta para um certo reequilíbrio, segundo o governo do estado. Houve saldo positivo de empregos em junho, expectativa de atração de R$ 4,7 bilhões em novos investimentos privados nos próximos meses e o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre foi positivo, muito em função da safra de verão e do dólar alto, o que favoreceu as exportações do agronegócio paranaense.

O saldo da balança comercial em junho, de US$ 645,9 milhões, também foi favorável ao Paraná. O último boletim econômico conjuntural aponta que 98% das empresas do estado já retomaram a produção. Em todo o Paraná apenas 2.667 empresas (1.799 inseridas no Simples Nacional e 868 no Regime Normal) seguiam fechadas na semana passada. Setorialmente, a indústria de alimentos opera com 108,2% do nível pré-pandemia e a indústria de transformação já atingiu 104,5%.

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Na análise por setor, dez dos 14 ramos da indústria apresentaram taxas positivas no Paraná entre junho de 2019 e junho de 2020 (não há recorte setorial na evolução entre meses sequenciais do mesmo ano). Os maiores avanços foram em bebidas (26,3%); produtos de metal (18,2%); móveis (13,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,7%); produtos alimentícios (3,8%); derivados de petróleo e biocombustíveis (3,3%); produtos minerais não metálicos (3,1%) e produtos de borracha e material plástico (2,1%).

As perdas mais acentuadas nesse quadro foram em veículos automotores, reboques e carrocerias (-50,7%) e máquinas e equipamentos (-21,7%). No acumulado de 2020, apenas derivados de petróleo e biocombustíveis (8,1%), indústria alimentícia (6,3%), celulose, papel e produtos de papel (5,4%) e produtos de metal (1,9%) registraram variações positivas na comparação com os seis primeiros meses de 2019.

Algumas evoluções destacadas no estudo do IGBE foram registradas nas fábricas de óleo de soja refinado e beneficiamento de açúcar; cervejas e refrigerantes; óleos combustíveis; adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio; filmes de material plástico; misturas betuminosas para asfalto; fogões de cozinha e refrigeradores; e colchões e cômodas de madeira.

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