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Pesquisa mostra que a libido dos brasileiros murchou com a pandemia

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Da Redação

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O levantamento apontou que 49% dos casais ou pessoas em regime de união estável declararam que a libido diminuiu na pandemia. (Foto: Divulgação/Freepik)

A libido dos brasileiros murchou com a pandemia. Uma pesquisa realizada com 1.515 pessoas de todas as regiões, idades e classes sociais mostra que 49% dos casados ou em união estável estão com menos libido durante os meses de isolamento social. Entre os solteiros, esse percentual é de 34%. Apenas 14% disseram que o desejo sexual aumentou, dos quais 21% são solteiros e 8% casados. O levantamento Saúde da Mente & Pandemia é do Instituto Bem do Estar e NOZ Pesquisa e Inteligência, de São Paulo, e avaliou questões como hábitos e rotinas; sentimentos e reações físicas e impacto na alimentação e na libido de casados e solteiros.

A pesquisa integra o projeto Sociedade de Vidro e contará com outros módulos focados em investigar a saúde da mente de moradores de periferias, de jovens e novo ambiente de trabalho. Segundo Juliana Vanin, fundadora da NOZ Pesquisa e Inteligência e uma das coordenadoras do estudo, ele traz muitas informações sobre os sentimentos e as reações físicas, mas também sobre mudanças nos hábitos e rotinas provocadas pela pandemia, como por exemplo, o nível de isolamento, aumento de horas dedicadas ao home office e atividades físicas.

“Isso nos permite traçar as relações entre as alterações nos sentimentos e as reações físicas ligadas à ansiedade e à depressão com as novas rotinas e hábitos. Essas análises serão úteis para planejarmos como lidar com a saúde da mente nesse novo contexto em que vivemos”, afirma Juliana. Para Milena Fanucchi, cofundadora do Instituto Bem do Estar, a pandemia veio para iluminar diversos problemas da sociedade, entre eles os transtornos relacionados à saúde da mente, como depressão e ansiedade. “Se antes, a Organização Mundial da Saúde já previa que, em 2020, a depressão seria a maior causa de afastamentos no trabalho, e até 2030 a doença mais incapacitante do mundo, imagine agora!”, diz.

A pesquisa mostra o aumento de diversos sintomas relacionados tanto à depressão quanto à ansiedade. Por isso, afirma Milena, é de extrema urgência informar a população sobre os cuidados com a saúde da mente para, assim, prevenir principalmente a depressão e a ansiedade.

Principais conclusões da pesquisa

Hábitos e rotina durante o isolamento

Entre os entrevistados, 42% saem de casa menos de uma vez por semana; 35% de uma a duas vezes; 10% de três a quatro vezes; 9% cinco a mais. 51% reduziram a prática de atividade física, sendo que 33% afirmaram estar praticando muito menos. Há registro, para 49%, no aumento de atividades que dão prazer: ler, ouvir música, pintar, entre outros.

Sobre a realização de atividades ligadas à mente e à rede de apoio, 28% dos entrevistados apontaram que estão praticando meditação; 13% ioga; 58% e 53% afirmaram que estão realizando encontros virtuais com amigos e familiares, respectivamente. Sobre o exercício da religiosidade ou espiritualidade, 29% disseram que mantêm mais do que antes do isolamento; 32% reportaram que mantêm, mas nada mudou; 9% apontaram que mantêm, mas menos do que no período anterior; para 13% muito pouco ou nada; e 14% não praticam por não ser uma pessoa religiosa/espiritualista.

Sobre o atendimento terapêutico, 10% das pessoas que em algum momento fizeram terapia, afirmaram que pararam durante a pandemia. “Esse dado é relevante, porque apresenta uma tendência de que esse número aumente por conta da crise financeira, embora o contexto de isolamento aumente a necessidade de terapia”, afirma Isabel Marçal, cofundadora do Instituto Bem do Estar. Entre os brasileiros que estão fazendo terapia, 85% deixaram de ir ao consultório e estão fazendo na modalidade on-line; 10% começaram ou aumentaram a frequência durante o isolamento – embora 14% tenham reduzido a frequência.

Sentimentos e reações físicas

65% dos entrevistados estão se sentindo mais emotivos; desses, 25% reportaram estar “muito mais” emotivos ou sensíveis. Em cada quatro pessoas, uma está muito mais emotiva. O sentimento de medo é maior para 71%, sendo que 23% sentem que estão com muito mais medo; 70% estão se sentindo excessivamente preocupados, enquanto 43% dos entrevistados estão menos esperançosos. Em contrapartida, 29% estão com mais esperanças que no período anterior à pandemia. Mais da metade dos respondentes, 53%, afirmou ter mais alterações de humor durante o isolamento.

A insônia parece afetar os mais jovens: o percentual de entrevistados que afirmaram estar com o problema é crescente nessa faixa etária, sendo 60% entre os que têm menos de 30 anos; 52% entre os que têm 31 e 50 anos; e 43% entre os acima de 51 anos. Na análise do cruzamento entre sentimentos e reações físicas, de acordo com o grau de escolaridade e renda, a pesquisa mostra que enquanto 8% dos entrevistados com ensino fundamental ou médio afirmam nunca terem se sentido inseguros, entre os com pós-graduação, esse índice é de 3%. Entretanto, para 31% dos brasileiros com ensino fundamental ou médio há grande aumento do sentimento de insegurança; entre os com pós-graduação esse percentual é de 19%. Para 80% dos que perderam o emprego durante a pandemia há mais insegurança, destes 33% reportaram estar muito mais inseguros. Entre os que tiveram dispensa temporária (suspensão do contrato), 81% se sentem mais inseguros, entre estes 26% muito mais inseguros. Para os que estão trabalhando e não sofreram alterações na rotina, 58% se sentem mais inseguros.

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A comparação da prática de atividade física e do aumento de sentimentos vinculados à depressão e à ansiedade mostra que 61% dos entrevistados que reduziram a atividade física têm se sentido mais desanimados diante do isolamento social – entre os que conseguiram aumentar muito a frequência de exercícios, esse número cai para 38%. O mesmo ocorre com sintomas físicos: os 37% de brasileiros que diminuíram a frequência têm sentido mais dores de cabeça; entre os que aumentaram a atividade física, somente 20% reportaram aumento das dores. O distanciamento social tem um impacto claro na alimentação. Para 48% das pessoas que se sentem mais desanimadas e 44% das que se sentem mais agitadas – e com mudanças repentinas de humor – os hábitos alimentares pioraram.

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