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Clínica de Curitiba aposta em tratamento alternativo da depressão

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Gabriela Fialho

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Com a pandemia do novo coronavírus, os casos de depressão aumentaram em 50% durante a quarentena enquanto a ansiedade e o estresse cresceram 80%. (Foto: Divulgação)

Conhecida desde 1960 pelos médicos como anestésico, a Ketamina ganhou, há pouco tempo, mais uma função: auxiliar no combate à depressão em pacientes que não respondem bem aos tratamentos tradicionais. Para efeitos anestésicos, a Ketamina é usada em alta dose e como antidepressivo em dose reduzida.

O medicamento teve recentemente sua versão em spray liberada pelo FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos). Segundo estudos, o paciente pode perceber uma melhora em até 24 horas. Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro mostrou que, com a pandemia do novo coronavírus, os casos de depressão aumentaram em 50% durante a quarentena enquanto a ansiedade e o estresse cresceram 80%.

Em Curitiba, a clínica TrialCare – Evolução em Tratamentos já vem fazendo uso desse medicamento em uma Clínica de Infusão de Ketamina em pacientes com quadros de depressão grave. Para se submeter ao tratamento, o paciente deve passar por uma avaliação do psiquiatra responsável ou ter indicação médica. Após a avaliação, é iniciado o protocolo de tratamento, que no primeiro mês tem duração de 5 a 7 dias.

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A medicação é utilizada em dose reduzida e aplicada por via endovenosa lenta. Os efeitos são observados em poucos dias, por isso, além da depressão refratária ela é indicada para os casos de depressão grave e tendência suicida. “O efeito pode aparecer já nas primeiras horas de aplicação ou levar algumas semanas para ser percebidos. Após os sintomas melhorarem de maneira significativa, o paciente mantém doses de manutenção, com intervalos de 15 a 30 dias”, explica o psiquiatra da clínica, Luiz Fernando Petry.

A medicação tradicional age em dois neurotransmissores, a serotonina e a noradrenalina. Ao ajustar os níveis destas substâncias, a medicação regula o humor do paciente. Já a Ketamina atua em outro neurotransmissor relacionado à depressão, o glutamato. Ela bloqueia sua ação no cérebro e restabelece as conexões entre as células que foram comprometidas.

Cerca de 60% a 70% dos pacientes diagnosticados com depressão respondem ao tratamento convencional com antidepressivos. Os quadros em que não há resposta são chamados de depressão refratária ou resistente. Há alguns anos, a Ketamina vem sendo estudada e testada em casos de depressão refratária. “Ela age de forma diferente dos medicamentos tradicionais e, por isso, tem uma resposta mais rápida em pacientes com quadro depressivo grave”, afirma Petry.

Além de ser considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “Mal do Século”, segundo Petry, a pandemia gerou situações propícias para o desenvolvimento de quadros de depressão. “O isolamento social, a desativação comportamental, o medo e a preocupação com a saúde e com a situação econômica são alguns fatores que podem desencadear a doença. Diversos levantamentos ao redor do mundo já demonstram esse aumento nos casos de depressão por causa da pandemia”, comenta o psiquiatra da TrialCare.

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