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Incorporadora paranaense vende R$ 100 milhões em imóveis durante a pandemia

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Da Redação

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A paranaense GT Building registrou Valor Geral de Vendas de R$ 100 milhões entre janeiro e julho deste ano. (Foto: Giuliano Gomes/Divulgação)

A GT Building, uma das principais incorporadoras imobiliárias do Paraná, vendeu R$ 100 milhões em imóveis no primeiro semestre de 2020. A informação consta do balanço referente ao faturamento parcial divulgado pela empresa, do empresário Geninho Thomé. O expressivo Valor Geral de Vendas (VGV) foi registrado entre janeiro e julho deste ano, coincidindo com o auge da pandemia. Segundo o diretor comercial da incorporadora, Rodolfo Baggio Pereira, o planejamento que vinha sendo aplicado em janeiro e fevereiro foi totalmente alterado a partir de março, porém, sem grande impacto na programação feita. “Nosso cronograma de 2020 estava pronto e bem fundamentado. Tínhamos grandes planos de lançamentos, eventos, convenções e entregas, que foram adaptados ao contexto que começamos a viver em março com o início da pandemia”, diz.

Pereira explica que o rápido entendimento do cenário global e a criação de estratégias virtuais foram fundamentais para a permanência ativa no mercado. De acordo com ele, quando o novo coronavírus ainda chegava ao Brasil, por precaução, a empresa migrou para o estilo de trabalho híbrido e investiu em ferramentas digitais. “Isso, ao invés de causar grandes danos àquilo que havíamos programado, na verdade nos apresentou uma nova modalidade de vendas que pode se fortalecer mesmo quando a pandemia passar, e que vai desde a visita virtual até a assinatura do contrato”, comenta o executivo.

Além disso, no primeiro semestre, a GT Building promoveu diferentes campanhas que ofereciam uma série de vantagens ao cliente, como a recompra garantida, que dava ao cliente que comprasse um apartamento a possibilidade de devolvê-lo, caso necessário, recebendo o valor pago até o momento da devolução.

Mercado aquecido

Segundo uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Brain Inteligência Estratégica e o Senai com mais de 900 empresários do setor da construção civil do país entre abril e maio, 56% deles fecharam negócios durante a pandemia e 55% iniciaram negociações após 20 de março. A pesquisa avaliou os Indicadores Imobiliários Nacionais no primeiro trimestre do ano. Em julho, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Fipe divulgaram uma análise do mercado durante o mês de maio, segundo a qual AS vendas de imóveis novos somaram 10.085 unidades, totalizando 29.847 unidades no último trimestre móvel e 118.060 nos últimos 12 meses (alta de 2,7%).

Para o economista e professor da USP Marcos Silvestre, o meio imobiliário hoje está sendo visto como uma moeda forte e deve ser um dos principais impulsionadores da economia quando a situação voltar ao normal. “Essa é a oportunidade ideal para comprar um imóvel, já que os financiamentos estão muito bons, a taxa Selic está a 2% e as vantagens estão muito convidativas”, afirma. Ele dá um exemplo. “Vamos considerar o financiamento de 50% de um imóvel com valor de venda de R$ 840 mil (R$ 420 mil de saldo financiado). Há dois anos, por exemplo, a taxa de juros do crédito imobiliário era de 10% ao ano (0,80% ao mês), mas caiu muito de lá para cá e hoje se encontra no patamar de 7% ao ano (0,56% ao mês). Parece que não, mas trata-se de uma enorme diferença para o bolso do comprador”, diz.

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Silvestre finaliza afirmando que, nesse momento, falta apenas o encontro entre imóvel e comprador para a negociação acontecer, já que todo o cenário e favorável. “Os juros do financiamento imobiliário não devem cair mais do que estão hoje. Quem for esperar, pode perder o melhor momento de mercado em termos de preço, de estoque, de variedade de empreendimento. A hora é agora”.

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1 comentário em “Incorporadora paranaense vende R$ 100 milhões em imóveis durante a pandemia”

  1. Relacionado ao último parágrafo da matéria, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Há dois anos, compradores de imóveis já tinham a disposição taxas na casa dos 7% a.a também. Não a maioria, é verdade. O que é válido ressaltar aqui, é que com base apenas na observação de clientes a quem já atendi e pessoas próximas, no atual cenário do mercado, o financiamento imobiliário deve ser a última alternativa que o consumidor deve recorrer ao planejar a aquisição de um imóvel. Apesar dos atuais sedutores 7% a.a, não é preciso ser um gênio dos números para concluir que, na relação custo-beneficio, o que se paga de valor real ao final do período ao se contrair um financiamento imobiliário, é consideravelmente superior ao valor original do imóvel. Não sou o dono da verdade, mas quem puder evitar o financiamento imobiliário, melhor. E se não houver alternativa, tentem financiar o menor montante possível.

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