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Colônia Witmarsum, em Palmeira, é o tema da coluna de Dani Barranco

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A colunista de viagens Dani Barranco traz as curiosidades sobre a Colônia Witmarsum, a 65 quilômetros de Curitiba. Desde o início da pandemia, ela voltou-se para as belezas e monumentos históricos de Curitiba e região. Se você ainda não conhece a famosa colônia alemã, prepare-se para um passeio com a precisa descrição do local.

Colônia Witmarsum

Daniela Barranco

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Colônia Witmarsum, na cidade de Palmeira. (Foto: Acervo Pessoal)

Com o distanciamento social, busquei trazer nos últimos três textos, dois sobre Curitiba (Leia aqui o primeiro e o segundo) e um sobre Morretes (leia aqui) as belezas e curiosidades sobre as principais edificações da nossa região. Uma viagem para contemplar e conhecer melhor o que está próximo de nós. Por isso, o último texto é sobre a Colônia de Witmarsum, na cidade de Palmeira. A região conta com um turismo rural repleto de cultura e história. Confira:

Localizada a 65 km de Curitiba, a Colônia Witmarsum foi fundada por menonitas que transformaram a região com uma atmosfera colonial única. Os menonitas são um grupo de denominações cristãs que descende diretamente do movimento anabatista que surgiu na Europa no século XVI – vindos da antiga região conhecida como Frísia, onde hoje é a Holanda e a Alemanha.

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Colônia Witmarsum, na cidade de Palmeira. (Foto: Acervo Pessoal)

Os imigrantes, porém, não vieram direto para o Paraná. Primeiro, eles se estabeleceram em Santa Catarina, na cidade de Witmarsum, em 1930, mas como na cidade não havia um número suficiente de propriedades rurais, um grupo comprou, em 1951, a antiga Fazenda Cancela no município de Palmeira. Onde foi então fundada a Colônia Witmarsum, um lugar para morar, trabalhar, praticar a religião e os costumes alemães e menonitas.

O curioso é que os menonitas, apesar de cultivarem o idioma alemão, viveram na Rússia por séculos antes de imigrar para o Brasil. Eram prósperos agricultores, muito ligados à religião, que não permite o uso de armas. Com a obrigatoriedade do serviço militar na Rússia, resolveram buscar um novo lar e chegaram ao Brasil, a partir de 1930.

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Colônia Witmarsum, na cidade de Palmeira. (Foto: Acervo Pessoal)

Com muito esforço e dedicação, a colônia é agora referência na excelência dos laticínios e outros produtos agropecuários, além de ser um atrativo turístico diferente e muito interessante! Logo na entrada da cidade há um centro turístico, em uma construção de traços germânicos, onde se pode pegar um mapa com a localização de todos os pontos turísticos, restaurantes, casas de chás e hotéis da região.

Logo ao lado, encontramos o Museu de História de Witmarsum, construído em uma casa da antiga Fazenda Cancela. A fazenda pertenceu ao Sr. Roberto Glaser que foi senador pelo Paraná de 1937 a 1946. A casa sede foi tombada pelo patrimônio histórico da Secretaria de Cultura do Paraná, em 1989.

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Colônia Witmarsum, na cidade de Palmeira. (Foto: Acervo Pessoal)

A construção amarela é marcada por lambrequins que formam um rendado na madeira que circundam os beirais da casa. O museu preserva um acervo interessantíssimo de objetos e utensílios usados para fundar a colônia. Durante a visita, compreende-se melhor os menonitas e se desfaz a impressão de que eles seriam uma espécie de Amish paranaenses. Os Amish, para quem não sabe, são um grupo cristão conservador radicado nos Estados Unidos e Canadá.

Recomendo o transporte de carro para conhecer a colônia. Não espere encontrar um vilarejo com praça e um “centrinho”. As propriedades estão um pouco afastadas uma das outras, pois era uma antiga fazenda que foi dividida entre os colonos e cada um foi desenvolvendo suas atividades com o passar do tempo.

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Área externa para almoços e cafés da tarde. Colônia Witmarsum. (Foto: Acervo Pessoal)

A arquitetura típica, comércio local e iguarias próprias incluem cafés coloniais e pratos tradicionais como o eisbein (joelho de porco), chucrute e salsichas, além de atividades de turismo rural. A colônia também produz cervejas artesanais, que são servidas nos restaurantes, quiosques e mercado da cooperativa.

Hoje, várias propriedades estão voltadas ao turismo e o número de visitantes aumenta a cada ano, principalmente aos fins de semana. Todo sábado de manhã, acontece a feira gastronômica em frente à Cooperativa Witmarsum, onde você pode comprar diversos tipos de pães, geleias, broas, bolachas caseiras, salgados típicos, enfim, todos os tipos de delicias feitas pelos agricultores da região.

A Confeitaria Kliewer é um dos lugares mais populares da Colônia Witmarsum e está sempre com bastante movimento. Fazer uma refeição por lá é como ser transportado para um dos restaurantes na Alemanha com aquelas mesas de madeira enormes e compartilhadas por várias pessoas. Muitas dessas mesas estão ao ar livre e são afastadas umas das outras, o que permite tranquilamente que se possa ir nesses tempos de pandemia.

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Café Kliewer, Colônia Witmarsum. (Foto: Acervo Pessoal)

A Confeitaria que achei mais encantadora é a Lecker, que nasceu em 2017, com o propósito de oferecer aos visitantes uma opção mais intimista e cheia de charme. Comidas deliciosas, em um lugar cheio de verde, com uma casinha antiga e aconchegante. No espaço externo estão espalhados em baixo das árvores vários palets cobertos por toalhas xadrez e com cestos de piquenique, além de ser pet friendly com lugar amplo para as crianças correrem e brincarem.

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Bem em frente ao Café Kliewer, está a loja Toll, que vende produtos importados da Alemanha, como os famosos “Räuchermännchen”, simpáticos bonequinhos em formatos variados para colocar um incenso especial. Uma maneira divertida e original de deixar a casa perfumada. Há ainda relógios-cuco originais e vários objetos de decoração.

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Espaço para piquenique. Colônia Witmarsum. (Foto: Acervo Pessoal)

A colônia não é um parque temático, muito menos um lugar com infraestrutura bem montada. É uma área rural autêntica onde muitos moradores transformaram suas residências em restaurantes, cafés e lojinhas. Algumas pequenas fazendas ainda adaptaram lugares para cavalgadas, passeios de tratores e minizoológicos.

A paisagem é bucólica, com vacas pastando e vários laguinhos com casinhas em madeira. Traços de imigrantes germânicos que cultivam sua herança e as divide generosamente com seus visitantes.

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