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Linha de crédito exclusiva, Banco da Mulher Paranaense libera R$ 38 milhões em um ano

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Da Redação

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A manicure Luciana Lemes, de Curitiba, foi a primeira empreendedora a obter um financiamento do Banco da Mulher Paranaense. (Foto: Divulgação/AEN)

O programa Banco da Mulher Paranaense, que completou um ano nesta quinta-feira (23), liberou R$ 38 milhões para empreendedoras do estado por meio de linhas de crédito da Fomento Paraná, instituição financeira estadual. Lançado em 24 de setembro do ano passado, o programa atendeu quase 3 mil pequenos negócios com participação feminina. Quase 90% dos recursos liberados foram da linha de microcrédito, com limites de até R$ 10 mil para empreendedoras pessoa física e até R$ 20 mil para pessoa jurídica (MEI, EI, EIRELI), com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil. O restante foi captado por micro e pequenas empresas dos mais diversos segmentos da atividade econômica.

Estudos avaliados pela Fomento Paraná na preparação das linhas de crédito do Banco da Mulher Paranaense mostravam que, em geral, elas recebem salários menores e que uma grande parcela precisa diversificar as formas de sobrevivência, inclusive pela crescente participação feminina como provedora do lar nos novos arranjos familiares. Com isso, vem crescendo a participação empreendedora feminina. Entretanto, nem sempre isso está vinculado a uma ação profissional formalizada. Em geral, as mulheres têm pouca ou nenhuma orientação de gestão e, principalmente, sofrem com a grande dificuldade de acesso ao crédito para impulsionar seus empreendimentos.

“Coube à Fomento Paraná desenvolver linhas de crédito com condições diferenciadas para atender essas empreendedoras, que movimentam a economia e são responsáveis por milhares de empregos diretos e indiretos”, afirma o diretor-presidente da instituição, Heraldo Alves das Neves.

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A primeira a obter um financiamento da linha Banco da Mulher Paranaense foi a manicure Luciana Lemes, de Curitiba, que participou do lançamento. Ela trabalhava como autônoma havia sete anos, com atendimentos em domicílio, e conheceu o programa por meio do aplicativo Paraná Serviços, do governo do estado. Luciana investiu o dinheiro comprar materiais e abrir um pequeno salão na região central de Curitiba para trabalhar junto com a filha.

Mesmo com as dificuldades provocadas pela pandemia da Covid-19, a manicure conseguiu manter o salão em atividade e até abriu espaço para duas outras profissionais que atendiam em salões vizinhos, mas que haviam fechado. Luciana também aproveitou a oportunidade aberta pela Fomento Paraná, permitindo a suspensão de pagamentos e renegociação de prazos a partir do início da pandemia. “A renegociação deu um fôlego porque o movimento caiu bastante e ficamos um bom tempo se poder atender. Felizmente o proprietário do imóvel também deu um desconto e com isso estamos conseguindo manter o salão funcionando”, diz ela.

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