Laura Döring fala sobre índices de inflação na coluna Educação Financeira

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Índices de inflação

Laura Döring

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A pandemia fez com que as pessoas comessem muito mais em casa, a exportação tem comprometido uma parte da produção, e o arroz é produzido na água, e estamos passando por uma seca não vista há muito tempo no Brasil. (Foto: Divulgação/Freepik)

É importante entender a oferta e a demanda dos produtos para saber como ela afeta diretamente o nosso dia a dia e o nosso bolso. A oferta de produtos e serviços é literalmente quando esse produto ou serviço é ofertado para o seu cliente. E a demanda é a necessidade que este produto ou serviço tem naquele momento em determinado no mercado.

Sempre que a demanda está mais alta que a oferta, acaba existido pressão para aumentar o preço produto ou serviço em questão. E o contrário, quando a oferta é mais alta que a demanda, a concorrência faz com que a pressão seja para baixar os preços. Então podemos dizer que a inflação é o excesso de moeda gerada no mercado, fazendo com que haja desvalorização dessa moeda. Mas nós comumente falamos que a inflação é o aumento dos preços dos produtos e serviços. E a deflação é exatamente o contrário.

Micro e macro economia

Existem outros fatores que fazem com que nós consigamos medir, tanto inflação como índices de desemprego por exemplo. São os fatores micro ou macro econômicos. Os fatores micro econômicos, são fatores medidos pelas famílias e pela capacidade de produção nas empresas e os fatores macro econômicos são fatores externos, eventos naturais, como a própria pandemia, que é algo que está muito claro em nossas vidas nesse momento.

Um exemplo de como a micro e a macro economia influenciam no preço dos produtos é o caso do arroz. Em primeiro lugar, a pandemia fez com que as pessoas comessem muito mais em casa, motivo para aumentar a demanda. Outro fator é que a exportação, principalmente para a China, tem comprometido uma boa parte da produção, e, por fim, o arroz é produzido na água, sabemos que muitos produtores têm irrigação artificial, mas outros não, e estamos passando por uma seca não vista há muito tempo no Brasil. Portanto, nesse exemplo, vemos vários fatores micro e macro econômicos que influenciaram para que isso acontecesse.

Os diferentes índices

Os estudos dos fatores internos e externos é que fazem com que oscilem os índices de inflação, e eles são importantes para nos protegermos tanto com nossos investimentos, como quando queremos fazer alguma compra de mais longo prazo, atrelada a esses índices.

O índice Geral de Preços (IGP) é o índice principal que desdobra outros índices, como o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), por exemplo. Então tudo o que tem relação com a construção civil é medido pelo INCC, os juros de obra de um apartamento na planta, a valorização do seu imóvel e a compra de materiais de construção para sua futura casa, entre outros, são medidos por ele.

O Índice geral de preços de mercado (IGPM) é o índice que acompanha o mercado financeiro. É nele que você vai prever, por exemplo, os riscos dos seus investimentos, mas dentro dos seus investimentos ainda podem surgir índices ramificados, como em agronegócio, por exemplo, que possuem índices específicos para cada tipo de investimento.

O índice de mercado de varejo, o que mais acompanhamos no dia a dia, que acompanha os preços dos produtos e serviços de varejo comuns na praça, é o Índice de Preço do Consumidor Amplo (IPCA). Que por sua vez é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O financiamento imobiliário, por exemplo, é medido pelo IPCA e é nessa parte que precisamos ter cuidado com esse índice, já que o financiamento não é pré-fixado. No momento da contratação, é feito um cálculo em cima do índice atual, que por sinal está muito bom visivelmente falando. Mas o seu financiamento te acompanhará por pelo menos 300 meses, ou até mais, 440 meses.

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Para chegar nesses índices, existem muitos fatores que não podemos prever hoje para fazer o cálculo da parcela em 30 anos. Muitas vezes, a amortização do financiamento é muito pequena no início, carregada na maior parte pelos juros, que acompanharão por todo o período e que em pelo menos 15 anos ainda terão um peso muito importante na parcela, podendo causar grande comprometimento no orçamento.

Por isso, para poder prevenir da oscilação dos juros do IPCA, é importante escolher financiamentos com juros pré-fixados, consórcio imobiliário (que não tem juros) ou ainda outros empréstimos que não impactem futuramente a sua parcela.

Dentro disso, agora podemos ficar mais atentos à volatilidade não só dos financiamentos, como também dos investimentos, e acompanhar melhor os riscos que eles geram, sem grandes sustos futuros.

Um beijo e até a próxima coluna.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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