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Portos do Paraná lança campanha de proteção ao boto-cinza; animais sofrem ferimentos por embarcações

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Da Redação

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O boto-cinza (Sotalia guianensis) é listado pelo Ministério do Meio Ambiente como espécie ameaçada e tem status de espécie vulnerável na Lista da Fauna Brasileira de Espécies Ameaçadas e Extinção. (Foto: Divulgação/AEN)

O cuidado com animais marinhos que vivem na área dos portos de Paranaguá e Antonina é o tema de uma nova campanha da Portos do Paraná. A empresa do governo do estado, em conjunto com a Cia. Ambiental, desenvolveu uma cartilha para orientar embarcações sobre como agir ao encontrar grupos de botos-cinza durante a navegação. A ação inclui conversas e web reuniões para alertar sobre o tema. “Identificamos a necessidade de falar e sensibilizar os donos de embarcações menores, como lanchas, iates, voadeiras, entre outros. Isso porque, nas atividades de monitoramento que realizamos de forma regular, nossos biólogos identificaram animais com pequenas cicatrizes de hélices no dorso, nas costas”, explica João Paulo Santana, diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná.

Segundo ele, as marcas indicam que os ferimentos foram causados por pequenas hélices, não compatíveis com as hélices de navios. “Temos um grande trânsito de embarcações nas baías de Paranaguá e Antonina. São voadeiras, bateiras, canoas caiçaras, lanchas de finais de semana, barcos que dão apoio aos navios e também os barcos da praticagem”, diz. Diante disso, a empresa decidiu fazer uma grande campanha de conscientização e dialogar com todas as marinas da região de Paranaguá, com os práticos e comunidades de pescadores para que quando avistarem grupos de botos diminuam a velocidade das embarcações.

Como agir

Embarcações devem manter distância mínima de 300 metros dos animais. Quando a distância for menor que 300 metros, o motor deve ser colocado em neutro ou velocidade mínima. Ao encontrar o boto-cinza deve-se navegar apenas em velocidade inferior a 5 nós (cerca de 10km/h). Evitar mudanças bruscas de direção, não acompanhar a bordo de embarcações os botos por mais de 30 minutos. Em caso de fêmea com filhotes, não exceder 15 minutos.

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O boto-cinza (Sotalia guianensis) é listado pelo Ministério do Meio Ambiente como espécie ameaçada e tem status de espécie vulnerável na Lista da Fauna Brasileira de Espécies Ameaçadas e Extinção. O mamífero pode viver entre 30 e 35 anos e atingir 2,2 metros e 90 quilos. Seu dorso é cinza, com duas bandas laterais mais claras.

A iniciativa foi bem aceita por quem já foi contatado, como o coordenador-geral da Lunamar Transportes Marítimos, Renato Rocha. “É um trabalho muito importante para o turismo na cidade. Os barcos hoje param para ver os botos, o que não acontecia antes, pois não víamos famílias inteiras de botos. Hoje eles estão em grande quantidade e, muitas vezes, pertinho da costa. Então, é preciso preservar”, diz.

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A Portos do Paraná em conjunto com a Cia. Ambiental, desenvolveu uma cartilha para orientar embarcações sobre como agir ao encontrar grupos de botos-cinza durante a navegação. (Foto: Divulgação/AEN)

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