Renegociação de dívidas é o tema da coluna Educação Financeira

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Renegociação de dívidas

Laura Döring

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Hoje temos uma inflação baixa e juros controlados, pelo momento que estamos passando, mas e daqui 2 ou 5 anos, como estará a economia? (Foto: Divulgação/Freepik)

Olá, querido leitor, tudo bem?

Que esse ano foi completamente diferente do que nós imaginamos, todos concordam, não é mesmo? Mas sempre pensando no lado positivo das coisas, é importante lembrar de todos os feitos em meio à crise, para conter o avanço da inflação e aumento das taxas de juros, subsídio do governo, entre outras coisas que aconteceram para minimizar as causas que a pandemia tem gerado.

Por esse motivo, como as taxas de juros estão caindo, vem crescendo a procura pelas renegociações de dívidas, seja pessoa física ou jurídica, empréstimos, financiamentos. Para que sejam feitas as renegociações, deve-se levar em consideração alguns fatores sobre o tipo de crédito que você tem hoje. Os juros atuais são pré-fixados? São voláteis, ou seja, variam de acordo com a inflação? E o prazo que você tem hoje pode diminuir? Ou então, a parcela está muito alta?

Depois de analisar todos esses fatores, você deve pesquisar as instituições financeiras que estão disponibilizando créditos com juros bem abaixo dos praticados há um ano e fazer cotação para saber o que mais vale à pena com relação ao que você tem hoje.
Lembrando que baixar a parcela não quer dizer que baixaram os juros, pois muitas instituições estão baixando as parcelas e estendendo o prazo, dando uma falsa impressão de juros menores, porém, faz com que você pague mais na nova contratação com maior prazo. Esse é o primeiro ponto de atenção.

Em seguida, deve-se escolher instituições financeiras reguladas pelo Banco Central, elas vão garantir que você esteja protegido, evitando taxas abusivas entre outras operações que podem comprometer seu CPF futuramente.

Seu nome está restrito?

Esse é um fator que pode complicar na hora da contratação de um novo crédito com juros menores, pois todas as empresas idôneas avaliam o Score no mercado, ou seja, sua nota de acordo com o bom pagamento de dívidas. Quanto melhor o Score, mais fácil aprovar um crédito com menores juros.

Como é avaliado o Score? Não necessariamente por você já ter algum empréstimo ou financiamento contratado, mas por você pagá-los em dia, entre outras contas mensais que também são avaliadas de acordo com atrasos no pagamento. Se você está buscando alternativas de renegociar suas dívidas e não tem uma boa pontuação no Score, procure o site do Serasa para saber como melhorar sua pontuação.

Caso não tenha como honrar com a dívida que restringiu seu nome, procure a instituição em que está pendente de pagamento e peça soluções, como parcelamento, retirada de juros, e quando pesquisar as instituições financeiras para fazer a cotação do seu novo crédito, não deixe de mencionar a sua intenção de pagamento dessa dívida. Muitas vezes, a própria instituição financeira que você escolheu fará a quitação da dívida em questão antes de entregar o restante do crédito contratado para você. Isso caso você não consiga nenhuma negociação com a empresa que está com o nome restrito, mas, principalmente nessa época em que todos estão querendo ajudar uns aos outros pela necessidade de captação de recurso, é bem provável que você consiga uma boa negociação.

Alienação de bens

Algumas instituições financeiras, para diminuir ainda mais os juros do crédito a contratar, oferecem crédito com alienação de bens, como carro ou imóvel. Importante que esse bem esteja quitado, pois a legislação brasileira não permite alienação do mesmo bem, em duas instituições financeiras diferentes. Mas, caso você tenha um carro financiado, avalie se a quitação desse financiamento, como parte da captação do crédito, é viável para fazer a troca da alienação para a nova instituição.

Por exemplo, seu carro vale R$ 30 mil e a empresa, na qual você cotou um novo crédito, pode liberar até R$ 20 mil à 1,3% ao mês, de acordo com os critérios de alienação e Score que você possui no mercado. Porém, você ainda está com R$ 5 mil financiados. Qual é o valor dos juros contratados para esse financiamento de R$ 5 mil? É maior do que os juros do crédito que você deseja contratar? Ou mantém? E o mais importante, R$ 15 mil é suficiente para quitar o crédito que você já possui?

Você precisa ter essas respostas primeiro, pois se o financiamento atual de R$ 5 mil tiver juros muito menores do que 1,3% você precisará avaliar se a operação toda valerá à pena, já que trocará um percentual menor por um maior. Caso seja menor e a empresa libere o crédito, ela vai quitar esse financiamento e depositar R$ 15 mil na sua conta.

Caso o empréstimo atual seja maior do que esse valor, você passará a pagar 2 parcelas e a intenção de trocar a dívida maior por uma menor não fará mais sentido.

Empréstimo anterior

Pelo fato de muitas empresas estarem fazendo a renegociação de dívidas, muitas instituições, além de quitar seu financiamento, quitarão o empréstimo anterior antes de liberar o restante do crédito. Digamos que seu empréstimo anterior seja R$ 18 mil, não haverá finalização da negociação, já que o teto máximo de crédito que você pode contratar pelo seu Score é de R$ 20 mil. Sabendo que o financiamento é R$ 5 mil e o empréstimo R$ 18 mil, ficaria um total de R$ R$ 23 mil. Ultrapassando R$ 3 mil de limite para a contratação. Agora, caso seja menor do que R$ 15 mil, vale a troca de instituição financeira.

E por fim, escolha créditos com juros ou taxas pré-fixadas, pois a maior parte deles é de pelo menos 24 meses, e as taxas que acompanham a inflação podem sofrer aumentos bruscos nos juros e por consequência nas parcelas. Você já viu que os créditos imobiliários oferecidos pelos bancos comerciais estão com apelo grande em relação aos juros que estão sendo praticados? O financiamento imobiliário, na tabela SAC, tem juros voláteis, ou seja, acompanham as taxas de inflação.

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Hoje temos uma inflação baixa e juros controlados, pelo momento que estamos passando, mas e daqui 2 ou 5 anos, como estará a economia? Nem o melhor economista do Brasil ou do mundo pode prever se esses juros permanecerão pelos 20 ou 30 anos desse crédito contratado. Já que nós sofremos anualmente, fatores internos e externos (como a pandemia, por exemplo) que podem mudar todo curso de estudos com projeções realizados com a maior precisão.

Então cuide ao contratar esse tipo de crédito. Com essas orientações é possível pesquisar de várias formas, as diversas instituições para a renegociação de dívidas, e melhorar a saúde financeira, tanto sua, como da sua empresa, ou da sua família.

Um beijo e até a próxima coluna.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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