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Os encantos e atrações da Alemanha são o tema da coluna de Daniela Barranco

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A beleza repleta de história das cidades da Alemanha é o tema da arquiteta Daniela Barranco em sua coluna de viagens. Partindo de Munique, ela faz uma minuciosa descrição dos encantos do país e suas atrações arquitetônicas medievais. E esta é só a primeira parte.

Os encantos da Alemanha – Parte I

Daniela Barranco

FOTO 5 1 1024x683 - Os encantos e atrações da Alemanha são o tema da coluna de Daniela Barranco
Linderhof, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

Esse país, definitivamente, conquistou meu coração há muito tempo. Na Alemanha você encontra as cidades pequenas e charmosas mais incríveis da Europa. Minha lista de cidades para conhecer é imensa. Basta visitar o seu interior para encontrar algumas de suas joias ocultas e se apaixonar. Desde cidades medievais pitorescas de tirar o fôlego – graças às belezas naturais e à arquitetura que parece saída de um livro de contos de fadas. Engana-se quem pensa que o país é feito apenas de metrópoles. A Alemanha é isso e muito mais. Essa é uma viagem que realmente proporciona uma experiência única. A culinária, a arquitetura, os costumes… essas e todas as outras peculiaridades colocam o país entre um dos destinos mais incríveis do mundo. Escolhi algumas das cidades que mais me encantaram – como são muitas, dividi em mais de um texto. Nesse primeiro, vou falar de Munique, Garmisch-Partenkirche, Linderhof, Neuschwanstein e Ilha Mainau. Depois disso espero que você se apaixone por esse país também.

Munique

Toda viagem pelo interior tem que começar por uma cidade grande, então hoje vamos partir de Munique, que fica no Sul do país e é a capital da Bavária. Com uma história peculiar, é conhecida mundialmente pela Oktoberfest. Munique surpreende os visitantes com seus edifícios centenários, dezenas de museus, restaurantes de alta gastronomia e as principais marcas locais e internacionais. Charmosa, histórica e vibrante, a capital da Bavária merece ser apreciada sem moderação. No século XIV, o desenvolvimento da cidade assumiu linhas neoclássicas – muitas das construções ao redor da Königsplatz e ao longo da Ludwigstrasse são dessa época. A Marienplatz é a principal praça da cidade, seu maior destaque é o relógio do prédio da prefeitura, que em determinados horários seus bonecos decorativos ficam animados, deixando a plateia eufórica. É a mais famosa atração turística da cidade. No centro da praça uma coluna chama atenção, é a Coluna de Maria. Ela apresenta uma estátua da Virgem Maria feita em bronze e pintada a ouro. Foi erguida em 1638 para comemorar o fim da ocupação da Suécia durante a Guerra dos Trinta Anos.

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Munique, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

A antiga prefeitura, também nessa praça, tem um interior que é uma obra-prima da arquitetura medieval. Durante a Segunda Guerra Mundial o prédio foi muito danificado e somente em 1953 foram iniciadas as obras de reconstrução. O Mundo BMW em Munique (BMW Welt) é uma atração imperdível. Você não precisa amar carros para se impressionar com esse local. Ao projetar a BMW Welt, o escritório austríaco Coop Himmelblau buscou criar uma arquitetura marcante, como costuma fazer em seus projetos, sempre esculturais. Com 28 metros de altura e 48 metros de circunferência, o edifício pode ser avistado de longe. Seus 25.000 m² de área construída exigiram nada menos que 4.000 toneladas de aço, resultando numa estrutura com aparência de uma nuvem flutuante. A hipérbole retorcida é um de seus maiores destaques, onde ficam expostas as maiores inovações da marca.

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Munique, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

Frei Otto e Gunther Behnisch projetaram para os Jogos Olímpicos de Munique de 1972 uma estrutura tensionada suspensa sobre o terreno, ramificando-se pelo natatório, ginásio e estádio principal. O estádio principal foi construído numa cratera resultante de bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial. A membrana que o protege se comprime à medida que desaparece ao seu redor. A mudança radical nas escalas da cobertura intensifica a percepção da paisagem artificial flutuante que se forma acima do solo e seus grandes vãos. Depois de cumprir seu objetivo nas Olimpíadas de 1972, o parque se tornou um pulmão verde para a cidade. Trata-se do lugar preferido para os cidadãos que buscam um espaço para passear ou correr, além de ser o cenário ideal para a realização de diferentes eventos musicais, esportivos, exposições e congressos.

O Palácio Nymphenburg, o Jardim Englischer Garten e a Residência de Munique são locais incríveis, que também precisam ser conhecidos. Além, é claro, do Distrito dos Museus, que apresenta obras de arte dos maiores artistas do mundo, como da Vinci e Van Gogh.

Garmisch-Partenkirchen

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Garmisch-Partenkirche, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

Uma hora distante de Munique, fica Garmisch-Partenkirche, uma encantadora cidade tipicamente alpina. As fachadas das construções são ornamentadas com pinturas e esculturas belíssimas, a maioria com motivos religiosos. Possui um centrinho histórico, hospitalidade de primeira e culinária divina, o melhor da gastronomia da “Rota Romântica”. Sua maior atração é a subida de trem de cremalheira ao Topo da Alemanha, Zugspitze, a montanha mais alta do país, com 2.962m. Os dois de vilarejos, Garmisch e Partenkirche, tornaram-se mais conhecidos a partir de 1936, quando o ditador Adolf Hitler ordenou que eles fossem unidos para juntos abrigar os Jogos Olímpicos de Inverno. Desde então, esse destino tornou-se um dos principais centros de esportes de inverno do país.

Linderhof

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A arquiteta Daniela Barranco em Linderhof. (Foto: Acervo Pessoal)

O Palácio Linderhof e o parque ao redor são um dos conjuntos mais artísticos e estilisticamente complexos do século XIX. A “Villa Real” é o único palácio que o rei “Louco” Ludwig II da Baviera conseguiu concluir, em 1878. Foi fortemente influenciado pela arquitetura francesa e modelado a partir dos pequenos palácios de verão, que foram construídos na França no século 18. A fachada ornamentada deste palácio relativamente pequeno esconde um mundo de opulência, radiante de ouro, espelhos, tapeçarias, pinturas e elementos de decoração da época. Inspirado por Versalhes, Ludwig criou uma imagem espelhada do quarto de dormir do “Rei Sol” Luís XIV e se autodenominou o “Rei da Noite”. Seus jardins são uma obra de arte a parte.

Neuschwanstein

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A arquiteta Daniela Barranco em Neushweistein. (Foto: Acervo Pessoal)

Com sua silhueta mágica de torres ondulantes, telhados cônicos, fachadas de calcário branco e posição proeminente no alto de uma colina rochosa, o Castelo de Neuschwanstein é uma imagem de livro de histórias – um castelo nas nuvens. Considerado como o palácio de contos de fadas, Neuschwanstein tem impressionado milhões ao longo dos séculos com sua localização fantástica e arquitetura renascentista românica. Encomendado em 1868 pelo rei Ludwig II, como um monumento ao compositor alemão Richard Wagner. Durante sua vida, Ludwig II foi considerado um louco obcecado pela beleza. Gastando dinheiro que ele não tinha em projetos de construção excêntricos e ambiciosos, Neuschwanstein foi apenas uma das muitas encomendas para enriquecer a paisagem cultural da nação.

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Neushweistein, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

Construído em uma época em que os castelos não eram mais necessários como fortalezas e, apesar de sua romanização medieval, o rei exigiu que tivesse todos os confortos tecnológicos mais recentes. A luxuosa estrutura é completada com um pátio murado, um jardim interno, torres e uma caverna artificial. Em contraste com os castelos medievais, ele está equipado com água corrente, incluindo autoclismos e água quente na cozinha e nas casas de banho, além de contar com um sistema de aquecimento central e ar forçado. A sala de jantar é servida por um elevador que sai da cozinha três andares abaixo. Ludwig até se certificou de que o castelo estivesse conectado a linhas telefônicas, embora na época de sua construção muito poucas pessoas tivessem telefone.

Ilha Mainau

A Ilha Mainau fica próxima às margens do Lago Constança, o maior e mais profundo lago da Alemanha, em Baden-Württemberg, no extremo sudoeste do país, na fronteira entre a Suíça e a Áustria, bem próximo ao Principado de Liechtenstein. Conhecida como “Ilha das Flores”, é a atração turística mais popular do Lago de Constança. A pequena ilha, que fica a cerca de 5 km da cidade de Konstanz, tem um clima semitropical que inspirou o Príncipe Nikolaus von Esterházy a criar um jardim botânico na primeira metade do século XIX. Mais tarde, sob o Grão-duque Friedrich I, os jardins foram ampliados com um arboreto, um jardim de rosas italiano e outras características que os visitantes desfrutam hoje.

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Daniela Barranco na Ilha Mainau, Alemanha. (Foto: Acervo Pessoal)

O acesso pode ser feito em uma das balsas que cruzam o lago medieval entre Konstanz e Meersburg, que é rodeado por casas em tons pastéis que levam em direção a um castelo robusto e é cercado por vinhedos. A ilha também está ligada ao continente por uma ponte de ferro. Com mais de um milhão de visitantes todos os anos, tornou-se uma grande atração na região da fronteira trilateral. Seus meros 45 hectares abrigam uma extraordinária diversidade de flores, árvores e arbustos. A ilha conta com inúmeras atrações, como o Schloss Mainau, Palm House, Spring Avenue, Dahlia Garden. Além delas, recebe inúmeros eventos e exposições durante todo o ano.

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A Alemanha é um país turístico de variedade inesgotável. Cenário que se estende desde o mar até as montanhas, regiões ao longo das costas do Báltico e do Mar do Norte, florestas e os Alpes da Baviera. Ao Norte, antigas casas construídas com tijolos testemunham a riqueza das cidades que já dominaram os mares. Ao Sul, as antigas cidades imperiais com suas magníficas catedrais, palácios e paisagens que parecem ter saído de um conto de fadas. Pátria de grandes poetas e músicos, como Goethe, Bach e Beethoven, comprova a longa tradição de uma vida cultural de altíssimo nível. Motivos para visitar a Alemanha com certeza não faltam!

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