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Hospital de Curitiba realiza procedimento cardiológico inédito no Paraná

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Tempo de leitura: 2 minutos

Monique Benoski

O procedimento agora faz parte da nova Linha de Cuidados Cardiológicos implementada pela carioca Rede D’Or São Luiz em Curitiba, nova proprietária do Hospital Santa Cruz. (Foto: Divulgação)

O Hospital Santa Cruz realizou a primeira intervenção cardiológica por crioablação do Paraná, uma técnica mais segura porque oferece a possibilidade de reversão da morte celular dependendo da temperatura de congelamento, o que não é possível na técnica tradicional, por radiofrequência. O procedimento, que foi realizado em agosto, agora faz parte da nova Linha de Cuidados Cardiológicos implementada pela carioca Rede D’Or São Luiz em Curitiba, nova proprietária do hospital.

O paciente tem menos de 30 anos e foi diagnosticado com Síndrome de Pré-Excitação ou Wolff Parkinson White, doença que faz o coração receber mais estímulos do que o necessário para funcionar, aumentando as chances de arritmias cardíacas graves e podendo levar à morte súbita. De acordo com o cardiologista especialista em eletrofisiologia e estimulação cardíaca artificial do Santa Cruz, Maurício Montemezzo, para tratar esse tipo de problema é preciso cauterizar a via extra com o auxílio de um cateter, mas existe o risco de atingir a condução normal e o paciente precisar de um marca-passo.

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”Com a crioablação, a equipe médica consegue congelar a área a uma temperatura de até 30°C negativos e verificar se o bloqueio foi feito corretamente, para só então promover a intervenção definitiva a -60°C. Com a possibilidade de reverter a morte celular, reforçamos a segurança do paciente”, completa o médico.

A crioablação é uma técnica disponível no mercado há pouco mais de seis anos. Na Região Sul havia sido aplicada somente em Porto Alegre. Além de solucionar arritmias, o método por congelamento pode ser utilizado em casos de fibrilação atrial – doenças que não podem ser tratadas apenas com medicamentos e demandam intervenção precoce porque, além do risco de morte, impactam a qualidade de vida do paciente. “É importante destacar que esse é um tratamento definitivo. Uma vez curado, o paciente não volta a apresentar o problema”, finaliza Montemezzo.

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