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Pesquisa revela mudanças no código de vestir profissional entre novas gerações

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Tempo de leitura: 3 minutos

Da Redação

As consultoras Dani Amorim e Karla Giacomet,, da KD Imagem e Marca Pessoal. (Foto: Divulgação)

Muitos profissionais tiveram que conviver com um guarda-roupa formal de trabalho ao longo dos anos em suas carreiras e talvez continuem quando os escritórios voltarem a funcionar, mas o período de home office e o hábito de mostrar somente a parte de cima da indumentária modificou essa relação com a vestimenta, fazendo surgiu a vontade de se vestir cada vez mais casualmente.

Uma pesquisa inédita, conduzida pelas consultoras Karla Giacomet e Dani Amorim, da KD Imagem e Marca Pessoal, em agosto e setembro passados, por meio de um questionário online com mais de 60 questões, confirma as mudanças no código de vestir profissional. O estudo ouviu 460 profissionais, 71% deles residentes em Curitiba. Para Dani Amorim, algumas mudanças de comportamento, especialmente no Brasil, no que diz respeito à imagem pessoal no ambiente de trabalho, eram expressivas e se intensificaram com a pandemia.

As consultoras dizem que um dos grandes temas que buscam compreensão no mercado de trabalho atual são os conflitos entre as gerações baby boomer, X, Y e Z. Baby boomers são pessoas de 53 anos ou mais; geração X são as de 39 a 52 anos; geração Y (millenials) de 25 a 38 anos e geração Z de 18 a 24 anos. Segundo elas, o estudo comprova que esses conflitos impactam na forma de se vestir de cada faixa etária.

Diferentes percepções

O período de home office fez surgir cada vez mais a vontade de se vestir casualmente no ambiente de trabalho. (Foto: Divulgação/Freepik)

O levantamento mostra que a percepção a respeito do nível de formalidade do ambiente de trabalho varia antes das diferenças sobre o que vestir. “Para as gerações mais novas, o ambiente de trabalho é mais informal, o que possivelmente as faça escolher uma vestimenta coerente com a classificação que fazem do ambiente. O contrário acontece com os baby boomers, ocasionando um conflito de expectativa”, diz Karla Giacomet. 57% dos entrevistados consideram a sua área de atuação mais informal, enquanto 43% a consideram mais formal. Entre os baby boomers, essa classificação se inverte: 41% consideram informal e 59% consideram formal.

Profissionalismo e formalidade na vestimenta foram conceitos complementares por muito tempo, um não existia sem o outro. “Para as novas gerações, a preocupação com o dress code profissional continua fazendo sentido, porém, tem um peso diferente em relação ao impacto que provoca na sua autoconfiança e desempenho”, explica Dani.

“Quando cuido da minha imagem pessoal, me sinto mais seguro(a) e autoconfiante” é uma frase com 95% de grau de concordância entre os entrevistados, somadas às respostas “concordo totalmente” e “concordo parcialmente”. Quanto mais nova a geração, o grau de concordância vai diminuindo: 100% entre os baby boomers, 97% entre a geração X, 93% entre a Y e 88% entre a geração Z.

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No geral, a relevância atribuída ao tema também varia conforme gênero e posição ocupada na empresa, sendo maior na percepção de mulheres e de profissionais que ocupam cargos considerados mais estratégicos. Gerações, gêneros e cargos à parte, a pesquisa traz um resultado relevante: quanto maior o alinhamento entre os valores do profissional e da empresa, maior é a satisfação do profissional em relação ao que é esperado de sua imagem no trabalho.

Fato é que a despeito das diferenças de percepção, os códigos de vestir caminham cada vez mais por uma quebra na rigidez. Num futuro próximo, certamente haverá mais empresas flexibilizando a exigência da formalidade no vestir e profissionais que cada vez mais conseguirão expressar suas preferências e estilos pessoais no ambiente de trabalho. “Por ora, a tentativa de colonização por regras por parte dos pouco flexíveis não se mostra um caminho eficaz. E a tentativa de colonização por choque por parte dos pouco tolerantes não se mostra um caminho estratégico”, complementa Karla.

Clique aqui para acessar a apresentação com alguns insights do estudo

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