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Ratinho Jr. diz que Paraná está preparado para a vacinação e que população não será cobaia

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Tempo de leitura: 4 minutos

Da Redação

ratinho jr. coronavirus
“Não vamos fazer o paranaense ser cobaia. Vamos aplicar as vacinas cientificamente eficazes”, disse o governador Ratinho Jr. ao anunciar plano de vacinação do estado.

O governador Ratinho Jr. disse nesta sexta-feira (11) que o Paraná está preparado para a campanha de vacinação contra o novo coronavírus assim que as vacinas forem aprovadas pelos órgãos reguladores. Ele também afirmou que a imunização respeitará o calendário nacional, que o estado continua conversando com laboratórios e que tem R$ 200 milhões disponíveis para eventual aquisição, se necessário. Ratinho ressaltou que o Paraná pretende oferecer a vacina a toda a população. “O sistema de imunização do país é conduzido pelo governo federal. Não é um laboratório que vai resolver a questão, mas vários laboratórios fornecendo as vacinas para os países. Não vamos fazer o paranaense ser cobaia. Vamos aplicar as vacinas cientificamente eficazes. Não serão vacinas políticas, mas com segurança para trazer a imunização necessária”, disse, ao lado do secretário da Saúde, Beto Preto.

Ele também frisou que o Paraná está trabalhando com base em orientações técnicas e científicas desde o início da pandemia e que o mesmo se dará em relação à vacinação. “Não vamos fazer da vacina um programa eleitoral. Estamos tratando de forma técnica e científica para dar o melhor resultado para a população. Tratamos a pandemia desde o começo com decisões técnicas”, disse. Entre as estratégias citadas e já estabelecidas pela Secretaria da Saúde, estão a aquisição de 11 milhões de seringas e a abertura de registro de preço para aquisição de mais 16 milhões de unidades; a contratação de mais de 200 câmaras frias e quatro contêineres de 40 pés para o armazenamento.

Além disso há uma preparação de 1.850 salas de vacinações já existentes em parceria com os municípios e uma licitação de R$ 22 milhões para comprar mais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Estamos organizados em termos logísticos e de equipamentos, com agulhas, seringas, câmaras frias e profissionais. E torcendo para que a vacina ou as vacinas venham o quanto antes, independentemente da bandeira e da origem. Olhamos em cima de uma metodologia. É o compromisso do Governo do Paraná”, disse Ratinho Jr.

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O governador também ressaltou que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) se colocou à disposição de diversos laboratórios de todo o mundo para a transferência de tecnologia e que, existindo garantias de eficiência e segurança de imunização, o governo do estado poderá ativar um processo de compra. Ele citou que o acordo com o Instituto Gamaleya, da Rússia, ainda está em vigor e que depende de documentação para ativar o protocolo de Fase 3 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o estado realizou uma reunião em outubro com a Pfizer e vem conversando com outros laboratórios que desenvolvem vacinas, como a Oxford/AstraZeneca e a Coronavac/Butantan.

Beto Preto afirmou que o Paraná trabalha em parceria com o governo federal e com os municípios diariamente. Ele citou que todas as 399 cidades do estado terão acesso à vacina e precisam estar preparadas para o momento da vacinação. “Trabalhamos em alinhamento com o Plano Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973 e responsável pela erradicação e atenuação de diversas patologias”, explicou. O secretário disse que o calendário de imunização respeitará o cronograma nacional e deverá priorizar os trabalhadores de saúde e idosos/grupos de risco, mas não descartou a possibilidade de ações mais ostensivas em áreas de muita circulação e para outros grupos.

De acordo com Ratinho Jr., o decreto que instituiu o toque de recolher das 23h às 5h e impôs novas medidas para conter o avanço da nova onda de casos vem dando resultado. “A estratégia utilizada nos últimos dias para controlar a circulação de madrugada tem dado resultado, ajudou a amenizar o estresse no sistema hospitalar. Já registramos uma queda de 35% a 40% de traumas, o que tem ajudado os profissionais da saúde”, concluiu o governador. “É uma medida que atende quem trabalha no sistema e alivia a pressão dos policiais para poder assessorar a saúde”, concluiu.

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