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A partir desta quarta vans e ônibus fretados estão proibidos de entrar no Rio de Janeiro

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Tempo de leitura: 3 minutos

Da Redação

Está proibido o acesso de turistas à cidade do Rio de Janeiro a partir desta quarta-feira (30). (Foto: Pedro Kirilos/Riotur)

A partir desta quarta-feira (30), está proibido o acesso de turistas à cidade do Rio de Janeiro de acordo com decreto da prefeitura da capital fluminense. A medida, válida até às 6h da manhã do dia 1º de janeiro de 2021, faz parte do decreto 48.322, assinado pelo prefeito em exercício Jorge Felippe (DEM), que proíbe o acesso de vans e ônibus fretados à cidade como forma de conter a propagação do vírus da Covid-19. Cerca de 60 mil turistas que utilizam esse tipo de transporte deverão ser atingidos. O texto, publicado nesta terça-feira (29) no Diário Oficial, causou revolta entre empresários do setor, que acusam a prefeitura de discriminação social, uma vez que a proibição não se estende aos turistas que chegarem à cidade em navios, aviões, veículos particulares ou mesmo ônibus de linhas regulares.

“Há uma clara discriminação contra o acesso de turistas que utilizam os transportes reconhecidamente mais baratos e populares. Isso causa um impacto social profundo e não combina com a tradição da própria cidade. O Rio de Janeiro fechou os braços aos mais pobres, com a desculpa de proteger a sociedade da pandemia”, afirma Geraldo Maia, um dos diretores da Associação de Micros, Pequenas e Médias Empresas de Fretamento e de Turismo do Estado de São Paulo.

“É um absurdo. A malha aérea vai descer 300 ou 500 voos nesse período. A proibição só atinge vans e ônibus fretados. A regra teria que ser para todos. Não pode separar o modal rodoviário do modal aeroporto”, protesta Dênis Marciano, diretor do Movimento Fretadores Pela Liberdade. Segundo ele, esse tipo de discriminação, que atinge sobretudo parte da população que busca transporte mais barato, é inaceitável e deveria ser revisto já pela prefeitura ou, em último caso, pela Justiça. Marciano argumenta que a proibição prejudica o direito não apenas de turistas, mas de moradores da cidade. “Tem muita gente que aproveita o feriado para passar alguns dias com a família. Tem que olhar isso também”, afirmou Marciano. A estimativa, segundo o movimento, é de que pelo menos 60 mil turistas sejam impedidos de seguir suas viagens conforme o planejado, gerando assim profunda perda de renda ao setor e atrapalhando o planejamento dos viajantes.

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O prejuízo para as pequenas empresas e turistas é grande, segundo Reinaldo Ferreira, presidente da Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo (Abare), que estima que apenas da região Centro-Oeste do país cerca de 170 ônibus e vans, com aproximadamente 3,4 mil passageiros, serão impedidos de entrar na capital carioca. “O decreto é claramente discriminatório, pois não atinge nenhum outro modal. Além disso, agrava profundamente a crise que se abate sobre o setor do turismo e certamente causará desemprego a curto prazo, apesar da alta temporada”, lamenta Ferreira.

Desde o início da pandemia, as restrições praticamente inviabilizaram a atuação de pelo menos 13 mil vans que atuam no Rio de Janeiro. “Esse decreto nos proíbe de fazer o pouco que poderíamos neste ano”, afirma Anderson Garcia Borges, que representa os transportadores de fretamento de turismo do Rio de Janeiro. Segundo ele, em média as vans carregam nove passageiros por viagem, fazendo uma média de 10 viagens por dia em datas como o Réveillon, o que significa mais de um milhão de passageiros sem acesso ao transporte por conta do decreto municipal.

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