A rotina como disciplina para o trabalho é o tema da coluna do arquiteto Ivan Wodzinsky

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Uma rotina saudável é o caminho para o êxito profissional e uma boa relação com os clientes. Este é o tema da coluna do arquiteto Ivan Wodzinsky.

Rotina como disciplina para o trabalho

Ivan Wodzinsky

O arquiteto Ivan Wodzinsky. (Foto: Divulgação)

Disciplina e autoconhecimento é a base para se montar um caminho para o sucesso. E se houver talento, melhor ainda. Sempre costumo dizer que “minha religião é eu estar bem para meu trabalho”. Sendo que creio em Deus e em meus princípios católicos, nos quais fui educado. Tenho que estar fisicamente e mentalmente bem para o meu trabalho. Tenho que estar bem para formatar uma ótima comunicação com os meus clientes. Aliás, coloco meu trabalho em primeiro lugar literalmente. O trabalho e seus contratantes merecem toda a atenção especial. E se estou bem com o meu trabalho, estou bem com todo o restante. Afinal, amo o que eu faço. E sinceramente? Nasci arquiteto. Sou imensamente grato a Deus pelo meu talento, sem falsa modéstia. Portanto, tenho o dever de respeitar essa minha condição. E dedicação ao trabalho é premissa fundamental.

Não deixo na mão de terceiros o ato de conceituar ou desenvolver um projeto. Não teria como, porque eu sou o arquiteto, o responsável, mas sobre isso especificamente falaremos na próxima coluna. Para que isso funcione bem, cuidar da saúde é prioridade. Para isso mantenho alguns hábitos. Preciso me cuidar, me respeitar, gostar de mim mesmo e colocar esses critérios em prática. Como, por exemplo, me alimentar direito. Minha alimentação é balanceada, rigorosa, como certo, evito tudo aquilo que não devo ingerir. Fazer academia, para manter o físico em dia e a autoestima em alta é outro excelente habito que tenho. Atividade física sempre fiz e continuo fazendo com assiduidade, inclusive com o meu personal Kaike, que me acompanha há muito tempo. Esses dois hábitos me ajudam muito a manter minha cabeça boa para o dia a dia de trabalho, para resolver todas as situações da melhor maneira possível, para conceituar bem meus projetos, para eu administrar bem minha equipe, me entender bem com meus fornecedores, parceiros de trabalho e, finalmente, dar toda aquela atenção especial aos meus clientes.

Acordo cedo para aproveitar bem as manhãs no escritório. Chego cedo, geralmente abro o escritório. Para trabalhar bem, nada como uma noite bem dormida. Sentar na prancheta descansado é outra coisa; rende bastante. E se você acorda cedo é porque dormiu cedo, né? Realmente tenho o costume de dormir cedo, até porque tenho um dia intenso de atividades. E eu preciso do meu tempo de ficar só, para que as fichas caiam, para uma revisão das minhas atividades cotidianas. E conforme essa revisão já faço muitas anotações das providências que serão tomadas no dia seguinte.

É importante aqui dizer que para dormir razoavelmente cedo indico uma refeição leve e nunca álcool. Aliás, não fumo, não gosto de consumir álcool e nada que faça mal ao meu organismo. Daí durmo como um anjinho. Sendo assim acordo cedo, muitas vezes antes do sol raiar. Gosto de acordar cedo, de tomar o café da manhã, gosto de me organizar com calma para ir ao trabalho. É importante a gente se cuidar emocionalmente; cuidar do eu para todos os desafios do dia a dia. Não adianta só visual bonito, roupa bacana e perfume bom.

Sou muito urbano, moro no Centro e o escritório também se situa próximo a região central. Gosto de caminhar; é uma higiene mental fundamental. Ver a cidade pela manhã cedinho é mais bonito. Gosto de fazer o trajeto pela Rua XV, o famoso calçadão do Bondinho, local icônico da nossa cidade, esse calçadão que começa lá na Praça Santos Andrade, a praça mais linda de Curitiba na minha opinião, onde se localizam os icônicos edifícios do Teatro Guaíra e da antiga Universidade Federal do Paraná. É tranquilo e interessante e gosto de ir apreciando os edifícios antigos, a maioria no estilo eclético, cheios de detalhes. Edifícios esses que fazem parte do patrimônio cultural de Curitiba. A Rua XV é um conjunto enorme de detalhes e detalhes fazem parte dos meus projetos. E caminhar em um calçadão é mais confortável, tem menos conflitos, como seria normalmente em uma rua comum.

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Sempre que passo por lá vejo algo que não vi no dia anterior, sempre há um movimento de pessoas chegando em seus trabalhos, eu gosto de ver isso, tem uma atmosfera cosmopolita. Gosto de caminhar principalmente em manhãs ensolaradas, sendo no verão ou sendo no inverno, é muito gostoso. Caminhar na Rua XV na primavera é melhor ainda, as cerejeiras estão floridas. É um delírio apreciá-las. E particularmente aprecio muito a parte antiga de qualquer cidade, quando viajo também tenho esse hábito de caminhar pela parte antiga das cidades. É por esses motivos todos acima que eu amo o calçadão da Rua XV. Não sou curitibano de nascimento, mas sou de coração. Porque foi essa cidade que me recebeu e aqui cresci profissionalmente. Falando em calçadão da Rua XV, aproveitando um pouco este espaço, desenhei uma linha de móveis chamada Coleção Curitiba, e um dos ítens, um balcão, chama-se Balcão XV. Uma homenagem digna. Mas essa coleção de móveis é assunto para outra coluna.

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