Abrabar e vereador acusam agentes da Aifu de abuso de autoridade em fiscalização noturna de bares em Curitiba

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

Rascunho automático
Fiscalização da Ação Integrada de Fiscalização Urbana – Aifu. (Foto: Arquivo PMPR)

Uma operação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) entre a noite de sexta-feira (17) e a madrugada de sábado (18) em estabelecimentos de Curitiba provocou reação da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), que acusou seus integrantes de abuso de autoridade e de espetacularização das abordagens com objetivo midiático. O vereador Alexandre Leprevost (Solidariedade) também fez críticas à ação na Câmara Municipal. A Aifu, por seu lado, afirmou que todos os procedimentos foram dentro da lei e que não houve abuso em nenhum momento.

A operação fiscalizou oito estabelecimentos em Curitiba, com participação da Polícia Militar, que comanda as atividades, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal e as secretarias municipais de Urbanismo, de Meio Ambiente e de Trânsito (Setran). Quatro estabelecimentos tiveram que fechar as portas devido a irregularidades. Foram aplicadas 12 multas administrativas e 29 multas de trânsito, e dois veículos foram recolhidos. A proprietária do bar e restaurante Hora Extra, no Bacacheri, acabou detida e encaminhada para a companhia da PM do Juvevê para assinatura de um termo circunstanciado de infração penal por desobediência e por desacato.

De acordo com o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, as abordagens são marcadas por “abuso de poder contra os empresários do setor, desperdiçando verbas do erário público, com comboios desnecessários e midiáticos”. Ele questiona a força que é empregada nas operações e defende que o setor gera emprego, renda e tributos. Ainda de acordo com Aguayo, a entidade vai levar esse posicionamento às corregedorias dos órgãos envolvidos e ao Ministério Público.

O vereador Alexandre Leprevost reforçou as críticas e manifestou em plenário contrariedade às abordagens realizadas. “O bar e restaurante Hora Extra, que tem mais de 20 anos de tradição e história na nossa capital, sofreu um show de horrores devido à forma truculenta e desproporcional por parte dos agentes fiscalizadores. Esse é o momento de incentivo a esses comerciantes. Não podemos admitir ações desproporcionais como essas”, disse.

Outro lado

O comandante da Aifu, o capitão PM Ronaldo Goulart, defendeu a operação e disse que ela existe para que os estabelecimentos atuem de acordo com a legislação, que visa garantir a segurança e a saúde dos frequentadores e da população em geral.

Sobre o abuso de poder, Goulart disse que não houve nenhum registro oficial desse suposto ato. “São acusações subjetivas feitas de forma genérica. Seria importante que demonstrassem que tipo de abuso aconteceu. Respeitamos diferentes opiniões, mas temos uma metodologia de trabalho aperfeiçoada ao longo de 20 anos. Atuamos a partir de denúncias que recebemos que apontam para irregularidades administrativas ou mesmo ilícitos penais”, afirma.

Ele também disse que a Aifu não busca reconhecimento midiático, pois realiza dezenas de operações durante o mês e que, neste caso, só saiu o registro na imprensa devido à divulgação por parte da Abrabar.

Com relação à proprietária detida na operação, ele explicou que esse fato não foi devido às irregularidades do estabelecimento, que eram muitas, mas porque ela incorreu em dois delitos: desobediência por não acatar a ordem de fechar o local e desacato aos agentes públicos. “Temos dezenas de testemunhas, mesmo com ela desacatando os agentes tentou-se continuar o entendimento, não houve uso de força física nem de algemas. Ela foi somente encaminhada para fazer o termo circunstanciado e liberada em seguida. Uma audiência foi marcada para ela se apresentar em juízo em agosto”, explica Goulart.

Segundo o comandante, o estabelecimento teve que ser fechado porque não tinha Alvará de Licença para Localização por parte da Secretaria Municipal de Urbanismo; estava com atividade sonora, mas não tinha licença ambiental por parte da secretaria de Meio Ambiente, e também não tinha o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros, que atesta o atendimento às normas de segurança.

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:

Veja Também

2 comentários em “Abrabar e vereador acusam agentes da Aifu de abuso de autoridade em fiscalização noturna de bares em Curitiba”

  1. Avatar

    Parabéns Goulart, um exemplo a AIFU!!!!
    Empresários que ganham muito bem e ainda insistem e trabalhar em desconformidade com a lei!!!
    A AIFU deveria ser difundida!!!
    Resolve o que ninguém resolve, deixa se instalar um bar com música alta e baderna ao lado da casa do político e aí vamos ver!!!
    Obrigado.

  2. Avatar

    Parabéns Goulart, um exemplo a AIFU!!!!
    Empresários que ganham muito bem e ainda insistem e trabalhar em desconformidade com a lei!!!
    A AIFU deveria ser difundida!!!
    Resolve o que ninguém resolve, deixa se instalar um bar com música alta e baderna ao lado da casa do político e aí vamos ver!!!
    Obrigada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X