Ativistas do movimento LGBTI+ fazem ato contra crimes de homofobia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Simone Giacometti

Os manifestantes se concentraram em frente ao prédio da UFPR. (Foto: Lucas Gracia)

A bandeira com as cores LGBTI+ foi estendida nas escadarias da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade, no início da noite desta sexta-feira (07). Ao lado, um cartaz com os nomes de dois jovens, recentemente encontrados mortos com características de terem sido cometidos por motivações homobóficas. Os manifestanes acenderam velas e fizeram uma vigília, em respeito às vítimas.

As velas acesas pelas vítimas de crimes de homofobia foram colocadas ao lado do cartaz. (Foto: Lucas Gracia)

No último dia 02 de maio, o corpo de Lindolfo Kosmaski, ativista e militante da causa LGBTI+, foi encontrado carbonizado dentro de um carro em São João do Triunfo, nos Campos Gerais. Nesta quinta-feira (6), o corpo do estudante de medicina Marcos Vinício Bozzana da Fonseca foi encontrado em um apartamento em Curitiba. Nos dois casos, há indícios de crime por homofobia.

LEIA TAMBÉM:

Os organizadores do ato resolveram se manifestar depois dos recentes casos em que gays foram mortos no Paraná. As marcas Yag Coffee, O Pão que o Viado Amassou, Love y Gin e O Hamburgay criadas e administradas por empreendedores gays, se uniram para deixar claro o repúdio à LGBTIfobia e declarar solidariedade às famílias, amigos e amigas das vítimas.

A bandeira que representa o Movimento LGBTI+ tem oito cores, cada uma delas com um significado, remetendo à luta contra a homofobia. (Foto: Lucas Gracia)

Conforme nota divulgada pelo Grupo Dignidade, as circunstâncias indicam que os crimes podem estar ligados a encontros marcados por aplicativos de relacionamentos. O histórico de casos de homofobia é recorrente no Paraná e o Brasil é considerado um dos países que mais mata LGBTIs no mundo.

Na tentativa de frear novos ataques e garantir a segurança das pessoas, os representantes das quatro marcas que prezam pelo respeito e pela diversidade, pediram união da população para lutar contra a homofobia. Durante o ato, os manifestantes também exigiram que as autoridades coloquem toda sua competência para investigar esses casos. Da mesma forma, as marcas alertam que a população LGBTI+ fique atenta a contatos por aplicativos de relacionamento antes de qualquer encontro.

A violência contra lésbicas,gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros (LGBT) é comum no Brasil, país que mais registra crimes letais contra essa população. (Foto: Lucas Gracia)

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:



Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X