DESKTOP

Bala de banana de Antonina ganha Indicação Geográfica do INPI; produto poderá ser exportado

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

blank
As empresárias Rafaela Takasaki Correa, da Antonina, e Bárbara Krenk, da Bananina, comemoram a obtenção do registro de Indicação Geográfica pelo INPI. (Foto: Divulgação)

A famosa e tradicional bala de banana de Antonina, no Litoral do Paraná, acaba de ganhar um importante reconhecimento. No último dia 29 de dezembro, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) concedeu o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, ao produto. A produção da bala respeita tradições familiares e possui características únicas que asseguram seu diferencial. Hoje, o volume de produção alcança mais de 15 toneladas por mês. A chancela do INPI abre a oportunidade de exportação do produto.

Conforme o INPI, os documentos apresentados pela Associação dos Produtores de Bala de Banana de Antonina e Morretes (Aprobam) demonstram a importância da produção para a região, incluindo a promoção ao turismo. Antonina é reconhecida no Brasil também pelas balas de banana, produto típico que ajuda a valorizar a cultura da região e é considerado patrimônio cultural da cidade. O processo para a obtenção do registro de Indicação Geográfica começou a ser articulado pelo Sebrae/PR em 2014, quando foi realizado um levantamento sobre potenciais produtos que poderiam pleiteá-la. Entre os 35 indicados, dez foram selecionados, sendo quatro deles no Litoral do estado, incluindo a bala de banana.

blank
O trabalho para a obtenção da IG foi articulado pelo Sebrae/PR e contou com as parcerias da Agência de Desenvolvimento do Turismo e Associação dos Produtores de Bala de Banana Antonina e Morretes. (Foto: Divulgação)

A coordenadora estadual de Agronegócios do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, relembra que em 2016 a Agência de Desenvolvimento do Turismo (Adetur) deu entrada na documentação solicitando o registro de IG para a bala de Antonina, conforme exigência da Instrução Normativa do INPI.

“Realizamos um levantamento com dados e informações sobre o produto e as empresas, incluindo mais de 800 citações na imprensa, além de relatos de diversos moradores sobre a importância da bala para a cidade, aspectos econômicos, culturais e históricos”, diz Maria Isabel. Porém, em 2018, uma nova Instrução Normativa, publicada pelo INPI, exigia que o órgão responsável pelo registro da documentação fosse diretamente ligado ao produto. Com isso, houve a necessidade de criar a Associação dos Produtores de Bala de Banana de Antonina e Morretes.

“A obtenção do registro de Indicação Geográfica é uma proteção para os produtores e representa a valorização do produto. Antonina ganha mais visibilidade, como também as empresas, os fornecedores de matéria-prima e o turismo”, explica a coordenadora. Com a possibilidade de exportação, expandir o mercado e agregar novos fornecedores de matéria-prima estão entre as expectativas da empresária Bárbara Krenk, proprietária da Bananina, empresa fundada em 1973, em Antonina, e que produz balas de banana desde 1986.

“Ficamos honrados em contribuir com o desenvolvimento do nosso litoral e do Paraná. Sabemos que com a obtenção da IG o produto passa a ser reconhecido como legítimo de Antonina e abre portas para a comercialização em vários cantos do país”, diz. Com um quadro de oito funcionários e 30 fornecedores de banana, a expectativa é de avançar as vendas para outras regiões do país. Atualmente, a Bananina produz por mês oito toneladas de bala de banana, com a projeção de expandir para 12 toneladas/mês. Bárbara acredita ainda que novos produtores de banana podem ser ‘abraçados’ pela fábrica e que os atuais fornecedores também poderão ampliar a produção para atender a demanda.

LEIA TAMBÉM:

A empresária Rafaela Takasaki Correa, sócia-diretora da Antonina, fundada há 41 anos, diz que o registro de Indicação Geográfica reforça o reconhecimento dos clientes, moradores e turistas com relação à bala de banana. “As pessoas já tinham essa percepção de que a bala de banana é um produto típico de Antonina. Com a IG podemos trabalhar ainda mais o desenvolvimento do território e atrair ainda mais turistas para conhecer a cidade onde as balas são produzidas”, acredita. Atualmente, a Antonina emprega 15 funcionários e conta com uma rede de 30 fornecedores. A produção é de 10 toneladas por mês, com a expectativa de incremento de 30%. A maioria dos clientes é do Paraná, mas atende todo o país através do e-commerce.

Cadeia produtiva

Organizar a cadeia produtiva das balas, identificar os pontos fortes e fracos e buscar todo o suporte necessário para o setor estão entre os planos da presidente da Aprobam, Maristela Mendes. “A ideia é agregar novos associados e dar andamento nos trabalhos que foram paralisados com a pandemia da Covid-19”, diz. Segundo ela, foi elaborado o caderno de especificações, com o objetivo de manter a qualidade do produto, a padronização e suas características.

Produtos com IG no Paraná

Além da bala de banana, outros oito produtos possuem o registro de IG no Paraná. São eles: o melado de Capanema, a goiaba de Carlópolis, o queijo de Witmarsum, a uva de Marialva, a erva-mate de São Mateus do sul, o mel do Oeste do Paraná, o mel de Ortigueira e o café do Norte Pioneiro. O estado tem ainda quatro produtos que estão aguardando o registro de IG pelo INPI, como o barreado e a farinha de mandioca do Litoral do Paraná, a cachaça e aguardente de Morretes e os morangos do Norte Pioneiro.

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:

Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X