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Cancelamento de carnaval traz prejuízos para vários setores da economia

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Da Redação

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Os desfiles foram cancelados em sete cidades do litoral do Paraná. (Foto: Divulgação)

O Carnaval de 2021 tem tudo para entrar para a história como um dos piores dos últimos tempos em termos de prejuízos econômicos e culturais. A maior festa brasileira foi cancelada nas principais capitais. Neste ano estão proibidos os desfiles de blocos e escolas de samba. Os tradicionais pré-carnavais de rua e festas em clubes também ficaram só na vontade. Nem mesmo as repartições públicas e o comércio vão parar, amparados pela necessidade de frear as aglomerações que só pioram os números da Covid-19.

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As medidas restritivas terão reflexo direto na vida das pessoas e para uma boa parcela da população, os dias 15, 16 e 17 serão como quaisquer outros do ano, com expediente normal. O cancelamento do recesso vai afetar setores que planejavam faturar nesta época. É o caso de toda rede de serviços ligados ao turimo, seja de forma direta ou indiretamente.

Ano passado, sem imaginar o que viria em março, pelo menos 36 milhões de brasileiros aproveitaram a folia e injetaram recursos na economia, movimentando em torno de R$ 8 bilhões durante o período da comemoração. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, a entidade estimou a contratação de quase 26 mil trabalhadores temporários em todo o país. Estimativas bem diferentes das atuais, quando só se fala em recessão e desemprego.

Para o economista e professor da Estácio Curitiba, Hugo Meza Pinto, vários setores serão atingidos. “A ausência do carnaval será sentida inevitavelmente por todos os brasileiros, principalmente para os setores e pessoas que trabalham diretamente com as festividades. Turismo, hotelaria, gastronomia, serviços de transportes e autônomos serão os mais impactados. Para parte desses profissionais o carnaval é fonte de renda para o ano todo. Para outros, é maneira de formar uma reserva financeira para cobrir os gastos ao longo ano. Isso vai impactar diretamente na renda de uma boa parte dos brasileiros”, analisa ele.

Na opinião do professor, a sociedade vai se dar conta da importância desta data, não pela ausência da folia em si, mas pelo que ela representa culturalmente e financeiramente. “É bem provável que discursos usados nos últimos anos de que o carnaval não deveria ter incentivo público ou privado cairão por terra, pois 2021 será o ano em que veremos na prática a ausência dos impactos positivos de uma das maiores festas culturais do mundo”, destaca.

Em uma análise a longo prazo, Hugo é mais otimista. “Basta termos uma população com maioria vacinada que certamente 2022 a festa será melhor e, quem sabe com um olhar focado na valorização deste importante segmento cultural que emprega milhares de pessoas Brasil afora”.

Planejamento para próximos anos

A divulgação dos primeiros casos de mortes por Covid-19 no exterior não interferiram no carnaval de 2020, que foi realizado normalmente. Ninguém estava preparado para o que viria a seguir e nem mesmo quis pensar a respeito. De acordo com o professor, a pandemia trouxe grandes lições para todos e a principal delas é o planejamento. A recessão mundial causada pela pandemia fez muita gente entrar no vermelho, sem perspectiva de sair. “Sabíamos de antemão que a Covid-19 chegaria. O que não sabemos, é quando ela vai embora. Por isso, é inteligente buscar aprender o máximo sobre como lidar com a situação”, relata o professor, destacando que na área financeira o primeiro passo a ser dado é rever todas as contas, excluindo ou adiando o que não for necessidade. É hora de elencar prioridades, de acordo com um novo olhar, menos consumista.

Em um segundo momento é preciso olhar estratégico, buscando novas oportunidades de sobrevivência financeira. “Não dá para ficar parado. O que você precisa é começar a pensar diferente e olhar para os lados. Com os alunos isso fica mais evidente porque pactuamos o exercício em nossas aulas. Para o cidadão, a dica é ler, atualizar-se, olhar ao entorno onde está a oportunidade”, finaliza.

Cancelamentos

No Paraná, o governo decretou o fim do ponto facultativo no carnaval e determinou expediente normal nas repartições públicas nos dias 15, 16 e 17. Com isso, sete cidades do litoral que tradicionalmente promovem festas, cancelaram os desfiles. Não serão realizadas comemorações em Antonina, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba.

Em Curitiba, os desfiles de rua também foram cancelados.

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