Capacetes que salvam vidas: empresa paranaense já produziu mais de 21 mil unidades

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Da Redação

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O Helmet é um recurso de respiração artificial não invasivo, que pode reduzir de forma considerável a necessidade de encaminhamento para UTI e intubação de indivíduos com Covid-19. (Foto: Divulgação)

Enquanto alguns países começam a retomar a normalidade em suas vidas, devido ao pós-vacina, o Brasil se prepara para uma possível nova onda de agravamento de casos da Covid-19. Infelizmente, o País enfrenta grande dificuldade para vacinar a população e ainda problemas técnicos como o número de ventiladores mecânicos, essenciais para tratar os casos mais severos da doença.

Tendo como agravante da pandemia a falta de respiradores e oxigênio para a população, empresas passaram a buscar alternativas e “soluções de emergência” para ajudar nessa batalha. Segundo o Ministério da Saúde, há 65.411 ventiladores mecânicos no Brasil, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados.

E assim, uma técnica “simples”, baseada em terapias da década de 80 e 90 dos Estados Unidos, foi aprimorada e os novos modelos de “capacete de astronauta” para ventilação não invasiva surgiram na linha de frente, ganhando força no mercado nacional de combate ao coronavírus. 

Trata-se de um recurso de respiração artificial não invasivo, que pode reduzir de forma considerável a necessidade de encaminhamento para UTI e intubação de indivíduos acometidos pela Covid-19. Isso porque o equipamento cumpre o objetivo de oferecer todo o suporte ventilatório necessário, além de ser eficiente em outras doenças que acometem o pulmão e comprometem a oxigenação, como edema pulmonar e pneumonias. 

7Lives – Helmet

A Medicalway Equipamentos Médicos, empresa paranaense com mais de 20 anos de mercado se uniu com outras empresas renomadas da área médica e criou o 7Lives – Helmet – uma solução alternativa, rápida, eficiente e com um custo acessível que supri a falta de ventiladores e leitos de UTI. Desde o início da pandemia já foram mais de 1.500 horas trabalhadas dedicadas a produção de mais de 21 mil unidades, que estão salvando vidas pelo Brasil todo.

Em março de 2021, a empresa registrou um aumento de 632% em vendas com relação ao mês de fevereiro. Foi quando aumentou a capacidade de produção para atender aos diversos pedidos pendentes. De acordo com o diretor geral da Medicalway, Antonio Mello, um Helmet hoje representa menos de 2% do custo de um ventilador de UTI.

Os capacetes funcionam como “bolhas” que envolvem a cabeça do usuário e são fixados ao pescoço por meio de uma base que impede a passagem do ar. Com a inserção de oxigênio e ar comprimido, o equipamento proporciona uma pressão positiva para auxiliar o indivíduo que apresenta problemas de oxigenação. “As máscaras pegam a face como um todo e muitas vezes fazem feridas devido ao uso prolongado. Já o capacete tem melhor conforto e vedação e, assim, prolonga o tempo de uso. Outra vantagem é a visão de 360 graus e a não contaminação da equipe de trabalho”, explica Mello.

O produto na prática

A técnica utiliza dois recursos para elevar o nível de proteção do pulmão. A primeira é cateter nasal de alto fluxo, que tem a função de aplicar frequentemente ar umidificado a 100% por meio das narinas, lavando a região atingida do pulmão, além de eliminar as moléculas de gás carbônico na expiração, o que minimiza a sensação de falta de ar e reduz o trabalho feito pelos músculos responsáveis pela inspiração. Já na segunda técnica, o capacete é acoplado a um ventilador mecânico provocando uma pressão ininterrupta das vias aéreas superiores, o que faz com que o indivíduo consiga respirar melhor.

Quando o equipamento é conectado a uma válvula de pressão expiratória final positiva (PEEP), ocorre uma maior pressão no pulmão, bem como ao oxigênio, chegando à pressurização da via aérea do paciente. Contudo, nesse formato, a utilização do ventilador mecânico é evitada, levando à diminuição de inflamações nas vias aéreas, provocadas pelo esforço respiratório ao longo desse período da doença. Entre as principais características do produto estão:

  • a estrutura permite a constituição de um ambiente com pressão positiva e enriquecida com oxigênio;
  • a maior parte do material é composta de PVC atóxico e a membrana de vedação do pescoço feita com látex ou silicone, contribuindo para a adequação a qualquer paciente;
  • possui alças de polipropileno com fechos adaptáveis e neoprene, para fixar o produto na cabeça, além de dar segurança, fácil limpeza e conforto aos pacientes;
  • interface que tem auxílio de duas válvulas para conexões dos ciclos de fluxo inspiratório e/ou expiratório;
  • Perto da boca do usuário, há uma válvula de alimentação que viabiliza tanto a ingestão de líquidos quanto de alimentação, por meio da passagem de sondas.

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O 7Lives – Helmet já é utilizado em hospitais de diversos estados do Brasil, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Amazonas.

Serviço:
Desenvolvedora: Agile Med Equipamentos e Serviços Hospitalares
Fabricante: Medicalway Equipamentos Médicos
ROD. BR 277, 3931 – KM 4 – Curitiba/PR – CEP: 82.305-100
www.medicalway.com.br

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