Cemepar confirma risco de desabastecimento de remédios para tratamento de Covid-19

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Da Redação

Restam poucas unidades de bloqueadores neuromusculares, que são os relaxantes usados para auxiliar na ventilação mecânica, O estoque de analgésicos também está baixo. (Foto: SESA)

O Centro de Medicamentos do Paraná, que fornece remédios para os hospitais que tratam de pacientes com Covid-19 em todo o estado, confirma os baixos estoques. De acordo com uma nota publicada no próprio site do governo, a quantidade armazenada seria suficiente para mais um dia. O aviso já tinha sido feito na segunda-feira (15), motivado pelo aumento das internações nos últimos dias em todas as regiões do Paraná.

Os medicamentos que estariam acabando são usados no processo de intubação dos doentes nos 63 hospitais que fazem parte do Plano Estadual de Enfrentamento à Covid-19. De acordo com uma fonte ouvida pelo portal na secretaria de Saúde, o estoque de bloqueadores neuromusculares, que são os relaxantes usados para auxiliar na ventilação mecânica, está baixo. A quantidade de sedativos e de analgésicos dá para abastecer os hospitais, aproximadamente, até o dia 23 de março. Esse cálculo é diário e existe uma realocação de medicamentos, para evitar a falta.

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O secretário de Saúde do estado, Beto Preto, declarou que o governo está ciente da situação e tenta repor os estoques através de pregões digitais e via Ministério da Saúde. “Não estamos conseguindo comprar alguns medicamentos porque há falta de estoque. O mundo todo está em busca desses remédios porque a procura é muito grande. Só aqui no Paraná foram montados 1.623 leitos de UTI adulto exclusivos para Covid-19, além de toda rede de saúde que já existia pelo SUS e leitos de UTI da rede privada de saúde”, disse Beto Preto.

A secretaria de Saúde estabeleceu protocolos de compra emergencial, inclusive com dispensa de licitação. Beto Preto disse ainda que os medicamentos sofreram uma alta nos preços e que apesar do diálogo com fornecedores, os valores têm aumentado gradativamente desde o início da pandemia.

Monitoramento

O acompanhamento semanal do estoque e consumo nas UTIS SUS exclusivas Covid-19 começou em 22 de junho de 2020, por meio de um questionário eletrônico preenchido pelos hospitais e que indicam a demanda. Esse monitoramento é um dos termômetros que embasam as decisões de controle sobre a circulação do coronavírus.

Com a evolução da pandemia da Covid-19 no Brasil, todos os estados registraram aumentos expressivos na demanda pelos medicamentos que fazem parte do kit intubação, utilizados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

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