Com mais de 20 anos de funcionamento, James Bar corre o risco de fechar

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Da Redação

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Com mais de 20 anos como casa noturna, o James Bar corre o risco de fechar por causa da pandemia. (Foto: Divulgação)

O James Bar, na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, no Centro de Curitiba, com mais de 20 anos como casa noturna, corre o risco de fechar por causa da pandemia. Segundo Ana Priscila Raduy, sócia-proprietária do estabelecimento, sem um esforço governamental para compra de vacinas, conscientização da população e liberação de auxílio às empresas o mais rápido possível, o setor vai sofrer bastante para retomar suas atividades normais.

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o de bares, restaurantes e eventos. Dados da Abrasel-SP mostram que se a pandemia durar mais tempo – cerca de 3 ou 4 meses – restarão apenas 20% dos estabelecimentos do segmento em todo o país. No Paraná, por exemplo, as medidas restritivas já fecharam 40% dos bares, 30% dos restaurantes, 75% das casas noturnas e 80% das empresas de eventos, segundo entidades ligadas ao setor, o que equivale a uma média de 90 mil empregos formais e informais fechadas no estado, 30 mil só em Curitiba e região metropolitana. A maior reclamação dos donos desses estabelecimentos é que muito pouco foi feito por parte do governo para auxiliar as empresas e quem ainda se mantem está correndo o risco de fechar muito em breve.

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“Não foi feito quase nada por parte do governo que auxiliasse o segmento de eventos em específico. A Câmara dos Deputados aprovou um programa emergencial de retomada do setor de eventos. Porém, ainda estamos aguardando a aprovação do Senado. Esse programa nos dá esperança de um retorno possível. Entretanto, para sobrevivermos até lá é urgente a prorrogação do BEM, programa de manutenção do emprego que autoriza a suspensão dos contratos de trabalho”, diz Ana Priscila.

Segundo a empresária, o abre e fecha também prejudica quem tenta manter seu negócio, já que mesmo com a liberação das atividades não essenciais, as restrições de horário e capacidade de público o faturamento não é suficiente para cobrir os custos. Além disso, os funcionários acabam sofrendo com a incerteza do pagamento de salário. “Aqui no James todos dependem muito do bar, se tivermos que fechar, as famílias dessas pessoas ficarão desamparadas. Suspendemos os pagamentos dos financiamentos e ficamos inadimplentes, coisa que nunca tinha acontecido em 22 anos de existência da empresa”, explica.

Estratégias para se manter funcionando

Para tentar incrementar o faturamento, o James elaborou um delivery de comida mexicana. Segundo a sócia, essa operação está crescendo, mas como dependem das plataformas de delivery, acabam tendo uma rentabilidade muito baixa por causa das taxas pagas para essas empresas. Por isso, o bar pede ajuda. “Precisamos que os governantes olhem por nós antes que seja tarde demais”, alerta Ana Priscila Raduy.

“Temos que tentar de tudo para manter o James Bar vivo. Hoje, você pode nos ajudar pedindo comida no Dame, no nosso Goomer, frequentando o James Garden ou quando a atividade estiver novamente liberada comprando os produtos da nossa loja e ajudando nas nossas divulgações. Essas são formas de apoio que somam não só na sustentabilidade financeira, mas também nos dão força para continuarmos”, finaliza a empresária.

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