Começa a investigação ampliada de casos da variante indiana no Paraná

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Da Redação

O primeiro caso da nova variante indiana de Covid-19 foi confirmado em 2 de junho no Paraná. Atualmente, são sete casos de B.1.617 no estado. (Foto: José Fernando Ogura)

A Secretaria da Saúde do Paraná iniciou nesta sexta-feira (09) o trabalho de investigação ampliada de casos da variante delta, também chamada de variante indiana, com a participação de uma equipe do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), do Ministério da Saúde. Até o momento, o estado tem sete casos confirmados da nova cepa da Covid-19.

Houve uma primeira reunião com técnicos do nível central da Secretaria para o início do inquérito investigativo que pretende estender a pesquisa epidemiológica em todo estado. O Ministério da Saúde explicou que a investigação inicial será de análise de informações e dados, além de entrevistas e visitas a locais estratégicos por onde os contatos tenham circulado. Dos sete casos confirmados, quatro foram em Apucarana, um em Francisco Beltrão, um em Mandaguari e um em Rolândia.

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Além do trabalho de campo, o Laboratório Central do Estado (Lacen) continuará enviando quinzenalmente amostras para investigação e monitoramento das cepas circulantes no Paraná. A seleção é feita de forma aleatória e cumpre critérios técnicos e epidemiológicos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, o Paraná já registrou a circulação d-CoV-2, o vírus que provoca a Covid-19. Eles foram confirmados após o envio de testes RT-PCR positivos de paranaenses para sequenciamento genômico na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Ezequiel Dias (Funed), sob orientação da Rede Genômica Fiocruz e do Ministério da Saúde.

Variantes que circulam no Paraná

Em fevereiro deste ano a variante que mais causava preocupação era a P1, vinda da Amazônia. Na época, entre fevereiro e março, o índice era de 25% de casos ligados à ela. Em junho esse percentual já estava em 80%. Essa mutação do vírus é bastante agressiva e a carga viral muito maior do que a cepa comum da Covid-19.

A chegada da B.1.617, conhecida como variante indiana, trouxe ainda mais medo à população. A confirmação do primeiro caso aconteceu em 2 de junho, conforme noticiamos no portal. A identificação foi realizada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Uma mulher de 71 anos, residente no município de Apucarana, no Vale do Ivaí, com comorbidades, apresentou os sintomas da doença no dia 19 de abril após contato com casos confirmados. Ela realizou coleta de exame RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 no dia 26 de abril. Chegou a ficar hospitalizada e teve alta.

A paciente morava com o marido de 74 anos e o filho de 58. Os três foram diagnosticados com Covid-19. O filho faleceu no dia 17 de maio.

Evolução da variante Delta ou Indiana

Detectada originalmente na Índia, a variante já foi registrada em mais de 90 países. Ela é mais contagiosa e potencialmente mais letal. A variante delta (antes chamada B.1.617.2 e conhecida como variante indiana) foi detectada pela primeira vez em outubro de 2020, no estado indiano de Maharashtra. Desde então se espalhou amplamente na Índia e ao redor do mundo. A variante delta tem múltiplas mutações, que permitem que o vírus se ligue mais facilmente às células das pessoas e escape de algumas reações imunológicas, de acordo com estudos que estão sendo realizados por laboratórios de todo o mundo.

A boa notícia é que as vacinas disponíveis protegem dos sintomas mais severos dessa variante. Um estudo publicado na revista científica Lancet feito por pesquisadores escoceses, aponta que a vacina da Pfizer-Biontech tem até 79% de eficácia contra a variante delta, em comparação com 92% no caso da variante alfa. E a proteção da vacina da AstraZeneca contra a delta é de 60% em comparação com 73% no caso da variante alfa.

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