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Comércio não essencial volta a funcionar a partir desta quarta-feira no Paraná; toque de recolher permanece

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Da Redação

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As atividades comerciais em geral e prestação de serviços considerados não essenciais, por sua vez, poderão funcionar em horários específicos e somente de segunda a sexta-feira. (Foto: Divulgação)

A partir desta quarta-feira (10), um novo decreto começa a vigorar, com duração de sete dias e término previsto para quarta-feira (17) no Paraná. As atividades comerciais em geral e prestação de serviços considerados não essenciais, por sua vez, poderão funcionar em horários específicos e somente de segunda a sexta-feira. Há regras específicas para alguns comércios. Já os serviços considerados essenciais podem funcionar durante todos os dias da semana, sem limitação de horário, inclusive aos finais de semana.

O toque de recolher permanece das 20h às 5h, com proibição de circulação nas ruas e venda de bebidas alcóolicas.

Volta às aulas

As escolas particulares foram autorizadas a voltar às aulas em modelo híbrido a partir desta quarta-feira (10) com capacidade máxima de até 30% nas salas. A rede pública foi autorizada a voltar com as mesmas restrições, a partir de 15 de março. A Secretaria de Educação do estado irá seguir os protocolos exigidos pelos órgãos de saúde competentes.

A prefeitura de Curitiba adiou a volta às aulas presenciais na rede pública municipal para o dia 6 de abril. Até lá, os 140 mil estudantes matriculados vão continuar no modelo exclusivamente remoto.

ACP critica abre e fecha do comércio

O presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina, divulgou nota em que reitera o pedido para a reabertura do comércio da capital com todas as medidas de prevenção. “Neste cenário, o comércio em particular vem sobrevivendo a duras penas diante dos seguidos abre e fecha”, afirma. Veja a nota na íntegra.

“Reabertura e compromisso com aglomeração zero

Autorizados pelo governo estadual, após 12 dias, o comércio reabre as portas nesta quarta-feira. Mais uma vez o setor reafirma seu compromisso de seguir com o máximo rigor os protocolos sanitários, sabendo-se de antemão que o comércio é um ambiente seguro e controlado, onde é possível manter o devido distanciamento. Nosso compromisso é aglomeração zero, inclusive orientando os associados a substituírem o vale transporte por dinheiro para que seus funcionários possam optar por usar seus próprios veículos, apps de transporte e carona solidária, evitando assim os ônibus lotados.

O agravamento da pandemia com as novas variantes mais contagiosas do novo coronavírus vai exigir, a partir de agora e mais do que nunca, a união e o esforço de todos para vencer o maior desafio desta geração.

Estamos muito mal de saúde: física, mental, econômica e política. Acompanhamos diariamente medidas equivocadas sendo tomadas deixando a população insegura com relação ao futuro próximo. A começar pela angústia em relação às vacinas. Não garantimos um estoque razoável no devido tempo, embora houvesse recursos suficientes.

Nossa saúde depende de vacinas que chegam a conta-gotas. E agora, oferta e procura estão desequilibradas, com poucos fornecedores e muitos compradores no mundo, louvando-se o extraordinário avanço da ciência em desenvolver em poucos meses um imunizante para este terrível vírus.

Neste cenário, o comércio em particular vem sobrevivendo a duras penas diante dos seguidos abre e fecha e da queda de poder aquisitivo da população. O pouco que produzimos não tem paridade com o que produzíamos antes da pandemia.

O pouco que fazemos não é o suficiente, não encontra o equilíbrio entre receitas e despesas. São vendas menores e despesas constantes. Muitos têm buscado a redução de custos, trocando de ponto comercial por de menor valor e demitindo funcionários. Sem segurança em relação ao que virá e às medidas impostas em função da pandemia, temos um consumo inconstante, investimentos adiados e resultados pífios. E o pior: a incerteza de continuarmos na atividade e o horror de possível falência em face a tantos descaminhos.

E a política mostra claramente o quanto que (sic) somos vulneráveis. As leis são rasgadas, subjugamos a constituição à qual se dá entendimentos diferentes que só confundem e desiludem o cidadão. Prendemos políticos eleitos e duvidamos dos crimes de outros e os indultamos numa canetada.

Neste cenário de difícil compreensão para nós, brasileiros, parece que não sabemos mais distinguir entre verdades e mentiras. Enquanto isso, investidores estrangeiros fogem com seus capitais derrubando a bolsa de valores e derretendo a nossa moeda frente ao dólar.

Os governos, em todas as instâncias, precisam dar respostas mais prontas nas medidas de apoio ao setor produtivo, sendo cada vez mais urgente o socorro às pequenas empresas. Fica no ar o desafio de conciliar saúde com o funcionamento da economia para que a dinâmica da retração econômica não se aprofunde. Por fim, reforce-se que a saída para a crise passa pelo entendimento, por um diálogo mais profundo e assertivo entre o público e o privado, e pela postura responsável de cada cidadão.”

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