Como preparar a casa para as festas de fim de ano e receber convidados é o tema da coluna do arquiteto Ivan Wodzinsky

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Informalidade não é sinônimo de bagunça, comida fria, louça lascada ou copos de aparência duvidosa. O arquiteto Ivan Wodzinsky aborda o assunto em sua coluna sobre a arte de receber para as festas de fim de ano.

Festas de fim de ano e como receber seus convidados

Ivan Wodzinsky

Receber bem é uma arte. Natal, família reunida. E uma boa decoração é a moldura desta arte. O estilo de receber seriam a tela e os pincéis. Mas quem sou eu para falar desse assunto, né? Até porque não sou festeiro. Mas, como arquiteto, penso que uma casa bem arrumada, com muito charme e elegância, contribui muito para o sucesso de um jantar, um almoço ou qualquer que seja o evento. Principalmente em uma época especial como é o final de ano. A ceia de Natal, a festa de Réveillon e outras confraternizações mais. Especialmente este Natal de 2021, onde estamos, talvez, em uma fase final da pandemia. Ou pelo menos em uma fase já melhor.

Todos estão esperando muito e ansiosamente por um Natal onde possa haver mais encontro de pessoas. Onde o presente principal será uma reunião familiar. Talvez até com os amigos. E depois desse período muito triste queremos um final de ano muito especial. E para isso queremos arrumar a casa. Casa, lugar de amor, lugar de família. E falando em época de pandemia, estamos sofrendo para arrumar a casa para este Natal, pois a situação provocou falta de insumos, atrasos na produção de produtos. E justamente nessa fase de pandemia as pessoas permaneceram muito tempo em casa e sentiram a necessidade de mudanças, de fazer pequenas ou grandes reformas. O que foi muito bom para nós, arquitetos.

Aqui mesmo, no escritório, trabalhamos muito. Essas reformas visaram melhorias não exatamente para as festas de fim de ano, mas para as pessoas habitarem melhor mesmo. Isso movimentou muito o mercado, que por sua vez movimentou a demanda e que fez sentir-se a falta de produtos e atrasos nos serviços. Temos clientes que eram para estar morando em suas casas novas neste Natal, mas a cortina não chegou, o montador do mobiliário não apareceu, o jardim não está pronto e assim por diante. Mas o que importa primeiramente é que toda família está vacinada, com a saúde em perfeito estado e estará reunida neste Natal na casa antiga mesmo. Abrir a casa para os amigos é questão de estilo, seu estilo de vida, mais uma vez, vai marcar seu modo de receber. Quem tem amigos queridos de verdade, divertidos e alegres, já tem meio caminho andado. Basta juntá-los para começar a festa com grandes chances de sucesso. Lembrando que a festa sempre é a cara do dono da casa. Uns são mais formais, contratam garçons, às vezes até um banqueteiro; louça inglesa, cristais finos e a prataria da casa. Enfim, a festa arrumada com pompa e circunstância.

Outros são mais descontraídos e, portanto, a casa é mais informal e o jantar pode ser até em estilo americano. Ou a mesa posta é despojada, mas chique. Receber é um ato de amor e generosidade e não de exibicionismo. Além de que esse é o espírito da coisa, cada um na sua. Cada um recebe com o seu estilo. Estilo de vida e estilo de ser da pessoa, que é o reflexo da personalidade e cultura do dono da casa. Portanto, isso se refletirá no modo de receber seus convidados. Mas Deus mora nos detalhes, e não dá para abrir mão disso. Portanto, atenção! Informalidade nunca é sinônimo de bagunça, comida fria, louça lascada, copos de aparência duvidosa – de plástico, por exemplo, ou guardanapos de papel só se forem itens exclusivos provenientes de uma Concept Store de Paris e assinados por artistas, daí pode. Charme é fundamental. Na verdade, ser chique é fundamental. Vai que na casualidade, sem querer é claro, um convidado quebre acidentalmente uma taça de cristal, cujo jogo estava há cem anos na família. Se a louça não é especial, faça com que a mesa seja. Um belo arranjo de flores, misturado a frutas e velas sempre arrasa. Sempre um efeito charmoso. Aliás, vale para qualquer tipo de festa.

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Bem, quem sou eu para ensinar ou sugerir condutas de etiqueta? O que interessa falar da minha parte como arquiteto é que a casa seja aconchegante acima de tudo. Por isso a decoração contribui muito. Texturas, uma boa iluminação, mobília elegante e confortável, boa acústica e muitas flores para a ocasião certamente contribuem muito para o sucesso da festa, o bem estar dos convidados e dos anfitriões como consequência. Se o “cenário” não estiver 100%, o anfitrião pode contratar um profissional ou até mesmo um arquiteto para dar “um tapa” na decoração e deixar a ambientação mais propícia ao gosto do dono da casa. Como citado acima, charme é fundamental e a festa é sempre a cara do dono da casa.

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