Construtora curitibana aposta em apartamentos ultra compactos com coberturas de 34 m²

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Da Redação


O apartamento de 7 m² comporta um morador com todo o conforto. (Fotos: Divulgação)

Um apartamento de 7 metros quadrados – você não leu errado – é a atração do elegante showroom-conceito da construtora curitibana Basesul ao lado do Parque Barigui. Ali, é possível ver o micro apartamento totalmente decorado. Mas ele não está nem estará à venda. É apenas a demonstração de uma tendência de imóveis ultra compactos que começa a surgir no mercado imobiliário, voltada mais a investidores do que ao morador final. Em 2014 a empresa já havia surpreendido o mercado curitibano com um imóvel de 14 m², o Vivart. Quatro anos depois, ela foi ainda mais além com o lançamento do menor apartamento da América Latina, de apenas 9,8 m².

No apartamento de 17 m² a sugestão é apostar em móveis funcionais. A sala se transforma em um quarto com cama de casal, em poucos segundos. (Vídeo publicado no Portal Reinaldo Bessa)

“É uma experiência sensorial que oferecemos. Nós acreditamos que as melhores coisas da vida não são coisas, são experiências, e é isso que queremos oferecer”, diz Gustavo Capelup, CEO da Basesul. O nano apartamento em exposição é apenas um chamariz para os dois lançamentos reais da construtora, ambos na linha de moradias compactas. Um deles com 17m² (com opção de cobertura) e outro de 34m², em planta única, que estão sendo comercializados pela empresa. E ambos são extremamente aconchegantes.

A mesa retrátil no apartamento de 17 m² fica escondida na parede quando não está sendo usada. (Vídeo publicado no Portal Reinaldo Bessa)

Depois da experiência com casas, a Basesul partiu para a construção de sobrados na Cidade Industrial de Curitiba pelo antigo programa Minha Casa, Minha Vida (hoje Casa Verde e Amarela), do governo federal. Em 2011, passou a construir prédios, de olho num público que não tinha condições de comprar um apartamento grande, mas, ao mesmo tempo, não queria viver em regiões afastadas do Centro.

Apartamento decorado com 34m2, com opção de cobertura. (Foto: Divulgação) Apartamento decorado com 34m2, com opção de cobertura. (Foto: Divulgação)

Uma das opções de plantas tem 34 m2 de área útil. (Fotos: Divulgação)

Foi aí que a construtora chegou ao atual modelo de negócio. “Começamos a atender um público que queria um imóvel bem localizado, perto do trabalho, com infraestrutura de serviço e comércio, mas com preço acessível, e com uma parcela do financiamento que não comprometesse o orçamento”, explica Capelup.

Para entregar um produto bom e com preço que coubesse no orçamento do público-alvo, a construtora diminuiu o tamanho dos imóveis, o que consequentemente fez com que as parcelas ficassem mais baixas que o aluguel de um imóvel similar. A estratégia revelou-se acertada. Esse público – formado em sua maioria por solteiros e casais jovens, na faixa dos 28 aos 35 anos, que estão comprando o primeiro imóvel para morar –representava a maior parcela dos clientes da Basesul até o começo do ano passado.

Café e bar do showroom-conceito da Basesul que pode ser visitado ao lado do Parque Barigui. (Foto: Divulgação)

Mudança de perfil

A guinada no público final da construtora veio no ano passado, com o investimento em renda fixa rendendo muito pouco, o que fez com que naturalmente os investidores passassem a se interessar pelos seus empreendimentos. “Antes, nosso maior público era o morador final e agora é o investidor, que está preferindo comprar para ter a renda do aluguel. Ele consegue alugar facilmente o imóvel, pois a demanda por imóveis com valores acessíveis está muito alta. A taxa Selic a 2%, a mais baixa da história do Brasil, foi um dos principais fatores que explicam essa mudança de perfil”, explica o CEO da Basesul. De acordo com ele, hoje 70% dos clientes da empresa são investidores.

A construtora, que começou a atuar há 12 anos, tem um portfólio com sete empreendimentos e 313 apartamentos já entregues. A expectativa para os próximos três anos é de um crescimento exponencial, com a entrega de 1.180 unidades, incluindo a expansão para Porto Belo (SC), além de outras cidades do Paraná.

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