Cracóvia e mel de Prudentópolis buscam registro de Indicação Geográfica

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Da Redação

Registro de Indicação Geográfica vai corroborar Prudentópolis como município pioneiro na produção da Cracóvia. (Foto: Rodrigo Czekalski)

A cracóvia e o mel produzidos em Prudentópolis, na região Central do Paraná, estão entre os produtos com potencial para buscar o registro de Indicação Geográfica (IG). Na última quinta-feira (23), houve uma reunião para alinhar o trabalho. Estiveram no encontro membros do Sebrae/PR, das secretarias Municipais de Turismo e de Agricultura pela Prefeitura de Prudentópolis, PUC-PR, Unicentro, Associação dos Produtores de Embutidos de Prudentópolis, Associação Prudentopolitana de Apicultores e Meliponicultores (Apam) e do Sicredi. A intenção é protocolar o projeto no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em até 12 meses.

O gerente da regional Centro do Sebrae/PR, Joel Franzim Junior, lembra que em 2020 o Sebrae realizou um levantamento de 110 regiões em todo o país, com potencial para conquistar o reconhecimento oficial com IGs. Foi realizado um trabalho de triagem, diagnóstico e potencialização de novos produtos, a partir da demanda dos pequenos negócios. Entre os produtos com potencial de se tornarem IGs estão a cracóvia e o mel de Prudentópolis.

Franzim explica que foi realizado o diagnóstico de viabilidade junto com nossos parceiros. O objetivo do grupo é debater o assunto, auxiliar, organizar e oferecer elementos para os produtores que ainda buscam os registros, que vão valorizar a cidade e a região.

Para a secretária Municipal de Turismo de Prudentópolis, Cristiane Boiko Rossetim, com a obtenção da IG, a cracóvia e o mel podem ganhar ainda mais mercado. A cracóvia, produto típico da cidade, é um embutido de carne e porco nobre defumada, que teve a receita criada por um morador local, Dionizio Opuchkevitch, na década de 60. Já a qualidade do mel fez Prudentópolis ser reconhecida, no passado, como a “Capital do Mel”. “Caso tudo ocorra conforme planejamos, seremos a primeira cidade do estado a ter dois produtos com IG”, planeja. 

Produção de mel em Prudentópolis é de aproximadamente 400 toneladas por ano. (Foto: Rodrigo Czekalski)

Conforme o presidente da Associação dos Produtores de Embutidos, Marcos Machulek, o Município conta com 11 produtores do embutido. “O registro de Indicação Geográfica vai corroborar Prudentópolis como município pioneiro na produção da cracóvia, ou seja, como a cidade “mãe””, diz.

Além da Cracóvia, o Município busca a IG para o mel, tanto o produzido pela abelha com ferrão, quanto o da abelha sem ferrão (Mandaçaia). A diferença entre eles, conforme explica o presidente da Apam, Tarcízio Kraiczek, está na propriedade de mel de uma abelha para outra. Hoje, a Associação conta com mais de 100 associados, sendo que a produção estimada no Município é de 400 toneladas de mel por ano.

Hoje, o Paraná possui nove produtos com registro de IG que são o café do Norte Pioneiro, a goiaba de Carlópolis, o mel do oeste do Paraná, o queijo de Witmarsum, o melado de Capanema, a uva de Marialva, a erva-mate São Matheus – do sul do Paraná, o mel de Ortigueira e a bala de banana de Antonina. Outros cinco já foram protocolados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): a cachaça e aguardente de Morretes, o barreado e a farinha de mandioca do Litoral, o morango do Norte Pioneiro do Paraná e os vinhos de Bituruna. No Brasil são 87 produtos com registro.

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A Indicação Geográfica (IG) é importante para os pequenos negócios pois é considerada um diferencial competitivo. Além disso, esse signo permite a valorização dos produtos tradicionais brasileiros e a herança histórico-cultural, protegendo as regiões produtoras. Nesse contexto, o legado agrega à área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade.

A maior parte das Indicações Geográficas é formada pelos pequenos negócios, segundo levantamento do Sebrae. O reconhecimento de uma IG, no Brasil, é obtido por meio de registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Hoje o país possui Indicações Geográficas em vários setores, como vinhos, artesanatos, cafés, queijos, frutas, entre outros.

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