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Curitiba já se organiza para a vacinação de pessoas com comorbidades contra Covid-19

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Da Redação

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Curitiba divulga regras para vacinação contra Covid-19 das pessoas com comorbidades. (Foto: Daniel Castellano/SMCS)

A prefeitura de Curitiba informou nesta sexta-feira (30) que já está se preparando para vacinar pessoas com comorbidades, mesmo que o Ministério da Saúde ainda não tenha enviado as doses para este público. A imunização deve acontecer logo após o encerramento da vacinação dos profissionais de saúde e idosos (60 anos ou mais) e tão logo os imunizantes estejam disponíveis.

Nesta quinta-feira (29), a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, conversou com o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Roberto Yosida, e com o presidente da Unimed Curitiba, Rached Traya, para definir como será feita a comprovação dos pacientes com comorbidades elegíveis para a vacina e que são atendidos pela rede privada.

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A estimativa é que o grupo com comorbidades elegíveis em Curitiba seja composto por 300 mil pessoas de 18 a 59 anos. “Nosso objetivo é já deixar todos informados sobre as regras para esse grupo, para que todos tenham tempo hábil de se preparar”, afirma a secretária. Ainda de acordo com ela, Curitiba vai seguir “religiosamente” o plano nacional em relação às comorbidades elegíveis.

Como vai funcionar

Seguindo orientação do Ministério da Saúde, o grupo das pessoas com comorbidades será vacinado por idade – ou seja, do mais velho para o mais novo. Pacientes com comorbidades que fazem parte do grupo prioritário e são acompanhados pelas unidades de saúde não precisarão apresentar nenhum documento extra. Já os pacientes acompanhados pela rede privada precisarão apresentar uma declaração do médico que o acompanha, de acordo com o definido na reunião entre a secretária da Saúde de Curitiba, CRM-PR e Unimed. A declaração modelo será disponibilizada para os médicos na próxima semana via Portal do CRM.

O documento será preenchido pelo médico com a indicação da comorbidade que elege o paciente para a vacinação contra a Covid-19, conforme as enfermidades previstas no Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação do Ministério da Saúde (veja a lista a seguir). No termo, o médico precisará declarar que o paciente está sob seus cuidados. Por fim, deverá assinalar a veracidade e autenticidade das informações descritas na declaração, sob pena de responsabilização pelo Código de Ética Médica e Código Penal. A declaração será enviada via e-mail ao paciente, que deverá imprimir e levar junto na hora da vacinação.

Gestantes

As gestantes, em qualquer idade gestacional, foram incluídas pelo Ministério da Saúde nesta fase de imunização dos pacientes com comorbidades. Para este público, não será necessário aguardar o critério de idade. As gestantes que já são acompanhadas pelas unidades de saúde de Curitiba poderão se vacinar assim que iniciar a imunização do público de comorbidades, sem a necessidade de apresentar documentação extra. Já aquelas acompanhadas pela rede privada precisarão apresentar a declaração do seu médico, que será disponibilizada também via Portal do CRM-PR. As puérperas (mulheres que tiveram filho nos últimos 45 dias) seguem a mesma lógica para se enquadrar nos critérios para vacinação. A estimativa é que este grupo de gestantes e puérperas seja composto por 35 mil mulheres.

Pessoas com deficiência permanente

O Plano Nacional de Operacionalização do Ministério da Saúde incluiu, nesta mesma fase de imunização, pessoas entre 18 e 59 anos com deficiência permanente e que sejam cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lista de pessoas que se enquadram nesta condição será fornecida pela Fundação de Ação Social (FAS) às unidades de saúde de Curitiba.

Lista de comorbidades

Veja as comorbidades estipuladas no Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação do Ministério da Saúde

  • Diabetes mellitus (qualquer indivíduo com diabetes);
  • Pneumopatia crônica grave (indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave com uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática).
  • Hipertensão Arterial Resistente (pacientes cuja pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou com pressão arterial controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos).
  • Hipertensão Arterial estágio 3 (pressão arterial sistólica 180mmHg e/ou diastólica independente da presença de lesão em órgão-alvo ou comorbidade)
  • Hipertensão Arterial estágio 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade (pressão arterial sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade).
  • Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association
  • Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária
  • Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)
  • Síndromes coronarianas crônicas (angina pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio)
  • Valvopatias (lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico)
  • Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
  • Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas (aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos)
  • Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; entre outras)
  • Cardiopatias congênitas no adulto com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico
  • Doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular)
  • Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular 60 ml/min/1,73 m2) e síndrome nefrótica
  • Imunossuprimidos (indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas)
  • Anemia falciforme
  • Obesidade mórbida (IMC ≥ 40)
  • Síndrome de down (trissomia do cromossomo)
    Além desses:
  • Gestantes, em qualquer idade gestacional entre 18 e 59 anos
  • Pessoas com deficiência permanente entre 18 e 59 anos e que sejam cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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