Curitiba recebe projeto-piloto federal de proteção à vida de crianças e adolescentes

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Da Redação

O Programa Vem Viver – Juntos pela Proteção da Vida terá início na Rua da Cidadania do Bairro Novo. (Foto: Divulgação/Ubrs Curitiba)

Curitiba será a primeira cidade brasileira a receber o lançamento do Programa Vem Viver – Juntos pela Proteção da Vida, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que mobiliza gestores públicos e a sociedade civil num esforço para a diminuição da morte precoce de crianças e adolescentes. O lançamento será nesta quarta-feira (10), às 10h, na Rua da Cidadania do Bairro Novo. No dia 16, as ações serão lançadas no Centro de Esportes e Lazer Santa Rita da Regional Tatuquara.

O Departamento de Política Sobre Drogas da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito é o gestor do projeto-piloto em Curitiba, em parceria com o Instituto Construindo um Lugar Seguro, organização da sociedade civil cadastrada junto ao Ministério, além da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho do Paraná. As ações serão desenvolvidas em 20 escolas estaduais de Curitiba, dez de cada regional participante – Bairro Novo e Tatuquara.

Caberá ao município a articulação de todas as políticas públicas pra o desenvolvimento do projeto-piloto, que terá duração até junho de 2022. De acordo com o diretor do Departamento de Política sobre Drogas, Thiago Ferro, o objetivo principal é frear a letalidade infantil e fazer a proteção das crianças. “A partir dessas escolas vamos mapear território e formar uma rede de proteção para crianças e adolescentes, através da família, escola, sociedade, com o objetivo de oferecer alternativas de um futuro melhor”, explica Ferro.

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Segundo o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, o programa visa promover a garantia do direito à vida e a redução da violência contra crianças e adolescentes no Brasil por meio da articulação de representantes do Poder Público e da sociedade civil para formar uma rede de agentes de proteção para a diminuição da letalidade infantojuvenil. Dados revelados em fóruns de proteção às crianças e adolescentes, promovidos pelo Ministério no ano passado, apontaram que a cada dia 27 meninos, meninas e adolescentes de 10 a 19 anos de idade foram vítimas de homicídios em 2018, totalizando quase 10 mil jovens assassinados no Brasil. Uma das principais causas é o envolvimento com o tráfico drogas.

“Crianças em situação de risco são presas fáceis do tráfico porque a lei garante a elas proteção em função da menor idade. A ideia é quebrar este elo e fortalecer as redes de proteção para que as crianças se desenvolvam em um ambiente sadio”, diz Thiago Ferro. O programa contempla crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. Mais de 90% são do sexo masculino, 75% negros e a maior parte das famílias é de baixa renda.

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